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SER M♫Ú♬S♪I♫C♬O

“Entendes tu o que lês?”

Cito uma questão feita em um contexto bem diferenciado do qual pretendo apresentar hoje, através deste post. Para quem não a conhece, ela foi a introdução a um belo diálogo que se deu entre Felipe – apóstolo do Senhor Jesus – e um etíope, fato relatado no Livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 8, versículos 26 a 39. Nessa narrativa, a explicação dada sobre o profeta Isaías, cujo tema era o Salvador, mudou uma vida para sempre! Com certeza, a decisão tomada pelo etíope, provocou música entre os anjos…

E é a esta profissão que dedico esse post: o ser músico – cujo dia comemora-se hoje -;  motivada, também e principalmente, pela convivência com os acordes executados pelo maridão ♥ Guga ♥. Como um primeiro compasso, aplico a pergunta à dificílima tarefa da leitura musical.  A maioria das pessoas que Deus permitiu-me conhecer não sabe, não tem a menor noção, não considera nada fácil essa tarefa, ou seja, é analfabeta quando se lhe apresenta um sistema que traduz uma melodia / harmonia / ritmo, enfim, um som artisticamente e tecnicamente combinado, representado por figuras como semibreves, mínimas, semínimas, colcheias, semicolcheias, fusas, semifusas

Vocabulário estranho? Isso é o mínimo do conhecimento exigido, tanto teoricamente quanto na prática, do músico. Fica um pouco mais complicado quando aparecem os acidentesbemóis e sustenidos -, os quais podem ser, de repente, anulados pelo bendito bequadro. A complexidade cresce em andamento prestíssimo em uma partitura de canto coral: exige leitura da direita para a esquerda e de cima para baixo, passando pelas claves de Sol e , pelos sistemas vocal e instrumental, tudo isso simultaneamente!!! Ainda há os solos, cujos sistemas não tem nem colchete, nem chave para identificá-los.

Independentemente de ser um regente, um cantor ou um instrumentista, a dedicação reivindicada faz o músico ocupar horas e mais horas da sua vida. Como ainda se ousa diminuir ou desclassificar essa profissão? Quem o faz, é ignorante em todos os sentidos e não merece atenção alguma! Desabafos à parte, julgo o ser músico um privilégio, um dom ou talento divino, uma capacidade elevada, uma genialidade, uma inteligência especial entre as que o humano diz dominar… Aliás, será a música dominada pelo músico ou o contrário? Discorrendo como leiga, suponho que há uma fusão entre dominador(a) e dominado(a) enquanto surge mais uma composição

Enfim, os músicos tornam a vida melhor, com suas criações, as quais podemos ouvir e sentir… A dinâmica provocada na alma, do pianíssimo ao fortíssimo, faz acordar, reviver, sorrir, emocionar, sonhar, inspirar, dançar… Do retrato à epifania, isto é, do popular ao erudito, a música enobrece a continuidade da história, ao registrá-la através dos mais diversos estilos e gêneros – da bossa nova, sertanejo, pop rock, samba, forró à ópera, música barroca, clássica, contemporânea, etc.  Acredito que o bondoso Deus presenteou-nos com a música – “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes” (Carta de Tiago, capítulo 1, versículo 17) -, ofertando-nos, assim, um vislumbre da Sua Plenitude…

Vamos, então, cantar para Ele?

 
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Retrato

Há gestos e posturas – a chamada linguagem corporal -, que dizem muito sobre cada pessoa. O olhar é outro “dedo-duro”, que demonstra o que se sente ou se pensa. Os braços cruzados sugerem posição defensiva; pernas cruzadas, ao sentar-se, com o pé apoiado no joelho, indicam segurança; interpretações essas dos estudiosos do tema.

Logicamente, atuando-se ou controlando-se devidamente as reações, consegue-se a proeza de não se entregar todo o input de “mão beijada”. No caso de um retrato,  geralmente evidencia-se o que se é ou o que está se tentando ser. E guarda-se mais um momento da vida, que, assim que o sensor da câmara digital transforma de luz em pixels, já se torna parte da história. Simples e belo assim!

A cada “flash”, está-se dando continuidade à biografia, que divulgada ou não, todos têm. Todos têm, sim, algo a compartilhar, enquanto vão sendo moldados pelas vivências com a família e a sociedade. Todos têm, sim, influências culturais intrínsecas. Um antropólogo que o diga, pois precisa de muito preparo para não incorrer no julgamento de que uma civilização é marginal ou menos desenvolvida.

Interessantemente, isso tudo se reflete na música também. Em outro post usei a epifania em comparação à música erudita. Hoje uso do retrato, assemelhando-o à música popular. Acredito que ela, assim como a fotografia, revela a alma, espelha a imagem, reproduz o saber  do povo que a compõe, toca, canta, curte… E há tanta coisa boa mesmo, falando-se em Brasil!

Sou eclética em relação a esse gênero, mas tenho uma predileção por voz e violão. Tanto que, conforme o maridão, já sou “doutora” na primeira aula desse instrumento. 😀 Entra aí o meu lado mais teórico que prático, que dificulta esse aprendizado, enquanto facilita o escrever, por exemplo.

Para isso, inventei uma justificativa: cresci rodeada de músicos – meu pai sempre tocou acordeon, teclado, piston; depois nasceu o Robinson, que também aprendeu a arte: toca e ensina teclado / piano – e, privilegiadamente, casei-me com um músico – Guga toca muito bem violão e ainda se garante no baixo, na guitarra, na bateria, no teclado / piano – ; assim, condicionou-se o meu cérebro à desnecessariedade da prática de um instrumento musical… 😉 Afinal, sempre tive / tenho alguém que toque em casa…

😀 Brincadeiras à parte, o tocador de violão mais admirado por Guga é João Alexandre. Meu irmão foi quem mo apresentou, há quase quinze anos. Desde então, tornou-se trilha sonora das nossas vidas. E quero compartilhar algumas das mais belas e enriquecedoras canções por ele gravadas, as quais enfatizam perfeitamente a ideia do retrato. Êi-las:

FEIRANTE

Melodia e letra impecáveis que lembram os atenciosos feirantes, vendendo frutas, hortaliças, derivados do leite e da macaxeira, carne e artesanatos diversos na bendita Feira de Caruaru. É um mundo de riqueza natural e variedade cultural, que representa o suor e a luta do agricultor / produtor / artista. E quantas famílias sobrevivem dessa maravilha…

P’RA CIMA, BRASIL

Quando o Brasil olhará realmente para Deus? Há tanta desigualdade social e, por mais que alguns índices econômicos mostrem que houve melhoras, a realidade da maioria do povo ainda não mudou… E a igreja brasileira? Com um número tão expressivo de fiéis, a situação do país deveria ser outra, não é? Piores são os que a lideram – com exceções, claro -, aos quais, acredito, se aplica também “homens com tanto poder e nenhum coração”…

DEIXA, QUE EU DEIXO

Eis a imagem da nossa postura!!! A tão sonhada democracia sendo comandada por mágicos, que fazem desaparecer o que é de direito da plateia, que apenas assiste ao espetáculo hipnotizada e sem reação… Basta acompanhar as notícias da política brasileira para sentir-se enganado, novamente e de novo e por repetidas vezes; é suficiente “um verniz na cara” para conseguirem se reeleger ou serem sucedidos por seus cúmplices, a fim de continuarem gastando as nossas riquezas…

MANAUS, MORADA DO SOL

A sequência foi proposital, para acalmar o coração revoltado! Essa canção é a favorita do maridão, quando precisa desestressar… Sempre que a ouço, fica a vontade de conhecer a capital amazonense, que, além de bela por sua natureza e pelas construções históricas, é o maior centro industrial brasileiro de fabricação de eletrônicos. Aproveito para homenagear as amigas Diene Reis (que já me fez salivar ao descrever a gastronomia da sua terra) e Neuma Reis Lisbôa.

MUITO MAIS MINEIRO

Essa é para encerrar e confirmar que mineiro é “gente boa” mesmo! Que o diga a prima Cris, casada com o Janse… Experiência também vivenciada, em uma viagem com o maridão à Governador Valadares, onde fomos acolhidos pela querida Waleska Carolina e sua família. E, ao curtir o João Alexandre, desejo voltar para conhecer outras cidades de MG, poeticamente retratadas na letra da canção,  as quais contam muito da história do Brasil!

Enfim, a música popular brasileira cristã foi destaque do post, obviamente, por fazer parte da minha vida, ficando ainda, como sugestão de repertório de qualidade musical e poética. E, parafraseando o ditado, “diga que música curtes e direi quem tu és”… #Ficaadica: “Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte para ver a alma.” (George Bernard Shaw)