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P de Postagens x Prioridade!

Palavras! Preciso de vocês ainda hoje, neste mês!

Desde o início do blog há, pelo menos, um texto…

Publicado, para seguir a sequência e não ser descortês

Com quem para a ler e perceber este simples pretexto!

Sei que trabalhar com pressa e pressionada não é legal,

Ainda mais a alguém que é sempre gratuita e disponível…

Mas para quem preenche dia após dia a página do jornal,

Há de ser este lance caracterizado comum e previsível!

Explico a razão da sobra de ideias e falta de tempo e energia:

O projeto que se tornou prioridade, o melhor e que mais importa

Depende totalmente e exclusivamente da minha pedagogia…

Para alimentar-se, desenvolver-se com dignidade e com amor

Como merece todo filho ao qual, da vida, o Criador abre a porta…

Ficando, assim, a esperar as postagens deste coração metido a escritor!

Samuka

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Sempre foi assim…!

Viveu-se, com força total, o mês das Festas Juninas. E Caruaru não fugiu à regra  … A cidade toda estava decorada, no comércio só se ouvia o ritmo promovido em nível nacional por Luiz Gonzaga – cujo centenário foi destacado aqui -, havia ruas fechadas para trânsito, que eram ocupadas pelos forrozeiros, os quais se divertiam ao som de diversos cantores e bandas, além das tradicionais fogueiras acesas pelas famílias em frente as suas casas, nos dias 11, 23 e 28 de junho, para assarem milho verde…!!! 😛

Em várias cidades pernambucanas, produziram-se recordes de comida típica, tais como: a canjica gigante, a maior pamonha do mundo, o maior cuscuz do mundo, o bolo de milho gigante, o maior pé-de-moleque do mundo, o maior arroz doce do planeta, o maior bolo de macaxeira do mundo etc etc, culminando com a queima de uma fogueira gigante de onze metros! Aconteceram, também, as disputas entre as quadrilhas, enriquecendo mais ainda as manifestações culturais dessa época!

O que me intriga é saber que a maioria dos que participaram, desde os que planejaram e organizaram os eventos até os turistas que apenas curtiram e festejaram, simplesmente o fizeram porque sempre foi assim…! Nem sequer pararam para entender o significado disso, a razão e como tudo começou! Por exemplo, a fogueira, segundo algumas fontes de pesquisa, foi o sinal usado por Isabel para anunciar o nascimento de João Batista, significando, então, uma celebração. O casamente encenado pelas quadrilhas, originou-se da imitação das festas da aristocracia francesa.

E, antes de a Igreja Católica Apostólica Romana aproveitar para venerar seus santos – Santo Antônio, São João e São Pedro – dizem que festejos idênticos já aconteciam na Europa, como manifestação de alegria pela chegada do verão e possíveis colheitas. Não sou historiadora e nem pesquisei o assunto profundamente para, aqui, expôr as verdadeiras origens dessas festividades. O que percebo, atualmente, é que nem os brasileiros que se dizem católicos param para pensar em seus santos homenageados e aproveitam mesmo é para dançar, curtir amizades e a família, arrumar namoro etc…

A quem interessar, compartilho links interessantes, para leitura adicional sobre as festas juninas, a saber:

http://bemzen.uol.com.br/noticias/ver/2012/05/31/1168-paganismo;

http://ministeriobbereia.blogspot.com.br/2012/05/as-festas-juninas-e-liberdade-crista.html.

A pior parte disso tudo é a “promoção da cultura”, independente de acrescentar conhecimento real ou ser mera reprodução de “tchas, tchês e tchus”! Impensadamente, essa atitude repetitiva de práticas mesmo sem a ciência do motivo ou do efeito delas, norteia inúmeros fatos vividos ao longo da existência humana. Como na história do Paradigma dos Macacos, de autoria desconhecida:

“Um grupo de cientistas colocou cinco macacos em uma gaiola e, no meio desta, uma escada com bananas em cima. Toda vez que um dos macacos começava na subir a escada, um dispositivo automático fazia jorrar água gelada sobre os demais macacos. Passado certo tempo, toda vez que qualquer dos macacos esboçava um início de subida na escada, os demais o espancavam (evitando assim a água gelada).  Obviamente, após certo tempo, nenhum dos macacos se arriscava a subir a escada, apesar da tentação. Os cientistas decidiram então substituir um dos macacos. A primeira coisa que o macaco novo fez foi tentar subir na escada. Imediatamente os demais começaram a espancá-lo. Após várias surras o novo membro dessa comunidade aprendeu a não subir na escada, embora jamais soubesse o por quê. Um segundo macaco foi substituído e ocorreu com ele o mesmo que com o primeiro. O primeiro macaco que havia sido substituído participou, juntamente com os demais, do espancamento. Um terceiro macaco foi trocado e o mesmo (espancamento, etc) foi repetido. Um quarto e o quinto macaco foram trocados, um de cada vez, com intervalos adequados, repetindo-se os espancamentos dos novatos quando de suas tentativas para subir na escada. O que sobrou foi um grupo de cinco macacos que, embora nunca tenham recebido um chuveiro frio, continuavam a espancar todo macaco que tentasse subir na escada. Se fosse possível conversar com os macacos e perguntar-lhes por que espancavam os que tentavam subir na escada, a resposta seria: “Eu não sei. Essa é a forma como as coisas são feitas por aqui.”

O que penso é que tradições e modelos devem ser seguidos, sim, mas após análise, pesquisa e posicionamento sobre o sentido que carregam. Se contrários ao que se acredita, o mais correto é deixá-los e desapegar-se. Há liberdade nesse processo de decisão e mudança, há novas possibilidades e há crescimento, sem dúvida! Até mesmo em relação ao objeto de fé: mesmo que a família inteira, há anos, pratique uma religião, é essencial estudá-la em busca de esclarecimentos. Conheci uma família que votava em candidatos de um Partido Político somente, há anos, independentemente de haver coerência nessa prática ou não.

Aliás, os nossos hábitos alimentares também têm de ser revistos, com o passar dos anos, o metabolismo mudando, bem como as novas descobertas científicas que ajudam a aproveitar mais os nutrientes do que se come. Um exemplo foi uma descoberta que fiz há pouco mais de um ano: Guga e eu gostávamos de comer feijão e arroz, com banana; segundo nossa amiga Patrícia – nutricionista – essa mistura faz com que o organismo não absorva o ferro do feijão… Desde então, não servi mais essa “iguaria” ao maridão, é óbvio… 😛

Existem pessoas que seguem algo ou alguém e estão tão acostumadas a isso, que não pensam mais… Um grande amigo, o Antônio (in memorian), muito questionador, sempre dizia o quanto achava injusto viver a sua vida sabendo que estava pagando pelos erros de outra pessoa em outra vida, referindo-se à crença dos espíritas… Acrescento aí o fato de isso ajudar a nos eximirmos das responsabilidades na existência vigente. Por exemplo, já ouvi de alguém que não conseguia controlar seu temperamento a justificativa de que havia sido um líder na época do homem das cavernas e daí ser a  agressividade uma das suas características…

E, como sigo o Cristianismo, o que dizer do imenso número de alienados evangélicos brasileiros? Não pensam, não analisam e sofrem…! Acreditam em todas “baboseiras” transmitidas por pseudo líderes e, por ser o Brasil um país que não tem a cultura da leitura, não examinam as Escrituras Sagradas, as quais afirmam seguir, e por ignorarem seu Livro Texto, vivem um Cristianismo superficial, fraco e carregado de costumes quetionáveis.  Como no diálogo do Mestre Jesus com alguns líderes religiosos, relatado pelo evangelista Marcos, capítulo 7, versículos 1 a 16:

“Os fariseus e alguns dos mestres da lei, vindos de Jerusalém, reuniram-se a Jesus e viram alguns dos seus discípulos comerem com as mãos “impuras”, isto é, por lavar. (Os fariseus e todos os judeus não comem sem lavar as mãos cerimonialmente, apegando-se, assim, à tradição dos líderes religiosos. Quando chegam da rua, não comem sem antes se lavarem. E observam muitas outras tradições, tais como o lavar de copos, jarros e vasilhas de metal.) Então os fariseus e os mestres da lei perguntaram a Jesus: “Por que os seus discípulos não vivem de acordo com a tradição dos líderes religiosos, em vez de comerem o alimento com as mãos ‘impuras’?” Ele respondeu: “Bem profetizou Isaías acerca de vocês, hipócritas; como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens’. Vocês negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam às tradições dos homens”. E disse-lhes: “Vocês estão sempre encontrando uma boa maneira para pôr de lado os mandamentos de Deus, a fim de obedecer às suas tradições! Pois Moisés disse: ‘Honra teu pai e tua mãe’, e ‘quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado’. Mas vocês afirmam que se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: ‘Qualquer ajuda que vocês poderiam receber de mim é uma oferta dedicada a Deus’, vocês o desobrigam de qualquer dever para com seu pai ou sua mãe. Assim vocês anulam a palavra de Deus, por meio da tradição que vocês mesmos transmitiram. E fazem muitas coisas como essa”. Jesus chamou novamente a multidão para junto de si e disse: “Ouçam-me todos e entendam isto: não há nada fora do homem que, nele entrando, possa torná-lo ‘impuro’. Pelo contrário, o que sai do homem é que o torna ‘impuro’. Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”!”

Conclamo os que se dizem cristãos a aproveitarem a liberdade religiosa, já ameaçada, mas que ainda é apoiada por Leis aqui, no Brasil, para lerem,  meditarem na Palavra de Deus e viverem-na, a fim de provocarem reais mudanças na sociedade. Já estamos vivendo um tempo de riscos, como bem dito pelo filósofo judeu Bernard-Henri Lévy: “os cristãos formam hoje, à escala planetária, a comunidade perseguida de forma mais violenta e na maior impunidade”. (http://www.lestemais.com.br/Noticia.asp?id_noticia=9231)

Conclamo você, leitor(a), a pensar mais, pensar sobre tudo, sobre sua vida, seus hábitos, sua crença, enfim, seus valores e caráter, que são sua marca e que ficarão na lembrança dos seus, quando você se for… Que herança você quer deixar – a da pessoa acomodada e indiferente ou de alguém que lutou e fez diferença para melhor; a de uma imagem pacata e falsa ou de um indivíduo pensante e verdadeiro? Enquanto você apenas dançar nas festas juninas, sem questionar as reais intenções dos organizadores, milhões serão desviados da educação e saúde do nosso povo e poucos lucrarão, enquanto a maioria apenas gastará seu dinheiro suado naquilo que não é realmente necessidade ou prioridade, conforme disse o profeta Isaías, no capítulo 55, versículo 2b: “Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz?”

Encerro com o trecho de um Hino, disposto na imagem que segue… A letra retrata o que acredito e dá esperança… A esperança de que, um dia, as verdadeiras intenções serão reveladas e o bem vencerá o mal, eternamente!