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“Uma VAQUINHA pra mim, outra pra tu, uma pra mim, outra pra mim…”

VaquinhaVAQUINHA… Vaquinha? É, exatamente nisso que estou pensando há dias… Vaquinha, coleta, recolhimento de dinheiro para um propósito comum… E, quase automaticamente, lembrei do refrão emprestado como título para este post, da música do compositor, cantor e sanfoneiro Luiz Gonzaga. Obviamente, o contexto aqui difere do da canção.

Então, êi-lo: os companheiros petistas conseguiram arrecadar valores excedentes aos das multas dos condenados pelo mensalão, simplesmente, através da bendita vaquinha! Os coitados não tinham condições de arcar com a condenação pelos crimes de corrupção cometidos contra o povo brasileiro! Então, parte desse povo – pensando na possível volta dos injustiçados ao poder, pois o resto do povo não tem memória – resolveu se unir para diminuir tamanho sofrimento!

Nossa, quanto altruísmo, não é? E quem cantou com Luiz foram os donos do circo, deste grande circo que faz palhaçadas políticas e segue impune, enquanto a arquibancada tenta entender, acordar, reagir, mas não consegue, definitivamente…

Aí, surgiu uma ideia: vou fazer uma vaquinha em benefício da leitura e da educação. Como assim? Explico: quando se pensa em adquirir conhecimento para, posteriormente, dividi-lo, por exemplo, sendo escritor ou professor, acredito que a causa é válida…

Então, faz cerca de dez anos que não pude, por razões diversas, fazer curso algum. E, gostaria muito de voltar a estudar…! Mas, como moro longe da família, abri mão de continuar trabalhando para cuidar do Samukinha integralmente… Isso significa que ainda não tenho como investir nessa aquisição,  cujos custos totais seriam em torno de:

Para encerrar, esse post é irônico e a tentativa da vaquinha trata-se de uma brincadeira, com fundo de verdade, como se diz… 😉 Talvez, eu deva afiliar-me ao PT! O que me dizem?

Quando os justos florescem, o povo se alegra; quando os ímpios governam, o povo geme. Provérbios 29:2

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Retrato

Há gestos e posturas – a chamada linguagem corporal -, que dizem muito sobre cada pessoa. O olhar é outro “dedo-duro”, que demonstra o que se sente ou se pensa. Os braços cruzados sugerem posição defensiva; pernas cruzadas, ao sentar-se, com o pé apoiado no joelho, indicam segurança; interpretações essas dos estudiosos do tema.

Logicamente, atuando-se ou controlando-se devidamente as reações, consegue-se a proeza de não se entregar todo o input de “mão beijada”. No caso de um retrato,  geralmente evidencia-se o que se é ou o que está se tentando ser. E guarda-se mais um momento da vida, que, assim que o sensor da câmara digital transforma de luz em pixels, já se torna parte da história. Simples e belo assim!

A cada “flash”, está-se dando continuidade à biografia, que divulgada ou não, todos têm. Todos têm, sim, algo a compartilhar, enquanto vão sendo moldados pelas vivências com a família e a sociedade. Todos têm, sim, influências culturais intrínsecas. Um antropólogo que o diga, pois precisa de muito preparo para não incorrer no julgamento de que uma civilização é marginal ou menos desenvolvida.

Interessantemente, isso tudo se reflete na música também. Em outro post usei a epifania em comparação à música erudita. Hoje uso do retrato, assemelhando-o à música popular. Acredito que ela, assim como a fotografia, revela a alma, espelha a imagem, reproduz o saber  do povo que a compõe, toca, canta, curte… E há tanta coisa boa mesmo, falando-se em Brasil!

Sou eclética em relação a esse gênero, mas tenho uma predileção por voz e violão. Tanto que, conforme o maridão, já sou “doutora” na primeira aula desse instrumento. 😀 Entra aí o meu lado mais teórico que prático, que dificulta esse aprendizado, enquanto facilita o escrever, por exemplo.

Para isso, inventei uma justificativa: cresci rodeada de músicos – meu pai sempre tocou acordeon, teclado, piston; depois nasceu o Robinson, que também aprendeu a arte: toca e ensina teclado / piano – e, privilegiadamente, casei-me com um músico – Guga toca muito bem violão e ainda se garante no baixo, na guitarra, na bateria, no teclado / piano – ; assim, condicionou-se o meu cérebro à desnecessariedade da prática de um instrumento musical… 😉 Afinal, sempre tive / tenho alguém que toque em casa…

😀 Brincadeiras à parte, o tocador de violão mais admirado por Guga é João Alexandre. Meu irmão foi quem mo apresentou, há quase quinze anos. Desde então, tornou-se trilha sonora das nossas vidas. E quero compartilhar algumas das mais belas e enriquecedoras canções por ele gravadas, as quais enfatizam perfeitamente a ideia do retrato. Êi-las:

FEIRANTE

Melodia e letra impecáveis que lembram os atenciosos feirantes, vendendo frutas, hortaliças, derivados do leite e da macaxeira, carne e artesanatos diversos na bendita Feira de Caruaru. É um mundo de riqueza natural e variedade cultural, que representa o suor e a luta do agricultor / produtor / artista. E quantas famílias sobrevivem dessa maravilha…

P’RA CIMA, BRASIL

Quando o Brasil olhará realmente para Deus? Há tanta desigualdade social e, por mais que alguns índices econômicos mostrem que houve melhoras, a realidade da maioria do povo ainda não mudou… E a igreja brasileira? Com um número tão expressivo de fiéis, a situação do país deveria ser outra, não é? Piores são os que a lideram – com exceções, claro -, aos quais, acredito, se aplica também “homens com tanto poder e nenhum coração”…

DEIXA, QUE EU DEIXO

Eis a imagem da nossa postura!!! A tão sonhada democracia sendo comandada por mágicos, que fazem desaparecer o que é de direito da plateia, que apenas assiste ao espetáculo hipnotizada e sem reação… Basta acompanhar as notícias da política brasileira para sentir-se enganado, novamente e de novo e por repetidas vezes; é suficiente “um verniz na cara” para conseguirem se reeleger ou serem sucedidos por seus cúmplices, a fim de continuarem gastando as nossas riquezas…

MANAUS, MORADA DO SOL

A sequência foi proposital, para acalmar o coração revoltado! Essa canção é a favorita do maridão, quando precisa desestressar… Sempre que a ouço, fica a vontade de conhecer a capital amazonense, que, além de bela por sua natureza e pelas construções históricas, é o maior centro industrial brasileiro de fabricação de eletrônicos. Aproveito para homenagear as amigas Diene Reis (que já me fez salivar ao descrever a gastronomia da sua terra) e Neuma Reis Lisbôa.

MUITO MAIS MINEIRO

Essa é para encerrar e confirmar que mineiro é “gente boa” mesmo! Que o diga a prima Cris, casada com o Janse… Experiência também vivenciada, em uma viagem com o maridão à Governador Valadares, onde fomos acolhidos pela querida Waleska Carolina e sua família. E, ao curtir o João Alexandre, desejo voltar para conhecer outras cidades de MG, poeticamente retratadas na letra da canção,  as quais contam muito da história do Brasil!

Enfim, a música popular brasileira cristã foi destaque do post, obviamente, por fazer parte da minha vida, ficando ainda, como sugestão de repertório de qualidade musical e poética. E, parafraseando o ditado, “diga que música curtes e direi quem tu és”… #Ficaadica: “Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte para ver a alma.” (George Bernard Shaw)