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O passarinho persistente

Era uma vez um passarinho, que nasceu em um ninho muito bem construído por seus pais. Logo que sentiu fome, começou a piar e sua mamãe, prontamente, cuspiu papinha de frutas em seu biquinho.

Foi aprendendo que poderia se alimentar de insetos e minhocas também, e que teria que aprender a voar sozinho, um dia, quando também iria procurar pela própria comida.

O tempo passou muito rápido e, quando percebeu, estava em um galho mais baixo da árvore, pronto para a primeira tentativa de voo. A mamãe contou: “1,2,3 e já!” e o filhote abriu as asas e começou a batê-las.

Conseguiu se sustentar no ar, mas não focou em uma direção certa, e acabou batendo no tronco da árvore vizinha. Seu primeiro voo o deixou bem tristinho.

O papai o incentivou, dizendo que ainda era criança e que poderia errar quantas vezes precisasse, até saber voar bem direitinho. Ele ainda deu dicas de como planar e explicou como fazer curvas, inclinando o corpinho.

Mais confiante, o passarinho quis repetir. A mamãe e o papai torciam: “Vai passarinho, vai passarinho…!”

Ele abriu as asas, respirou fundo, olhou na direção de um galho, onde poderia pousar, e bateu as asas rapidamente e com toda força que tinha. Vupt! Caiu no chão, antes de alcançar o galho. Dessa vez, ficou irritado!

Os pais repetiram que precisava persistir, não desistir, que talvez bater as asas mais fortemente no impulso e prosseguir mais devagar ajudaria. Deram um abraço de família e o empurraram do galho.

Ufa! Ele se recuperou e bateu as asas rapidinho, depois devagarinho e… sentiu o vento, que parecia carregá-lo…O passarinho estava voando! Foi aplaudido por todos e ficou muito feliz e agradecido por todo apoio que recebeu, enquanto aprendia essa importante lição!

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“Come, come, come… pra mamãe ficar feliz!”

Admiro o Guga se alimentando… Não sei quando comecei, mas acho que simultaneamente aos primeiros passos na cozinha, depois que nos casamos… Ainda bem que o maridão foi uma cobaia incentivadora e comia tudo, sem reclamar! Quantos pratos desastrados: carnes torradas, sal demais ou de menos, sobremesas mui doces ou com a consistência horrorosa…!

Um momento marcante foi a comemoração do meu primeiro aniversário após o casório – lembra, Edlane? Inventei de preparar um salgado americano e um pavê de abacaxi, os quais nunca havia feito! Resultado: as fatias do pão ficaram ensopadas e se diluíram, bem como os biscoitos champanhe por causa do ácido do abacaxi que eu esqueci de cozinhar…!!!

Apesar dos pesares, gosto de cozinhar e, arrisco dizer que consigo agradar aos “fregueses”!!! 😉 Atualmente, estou reaprendendo, por causa das intolerâncias ao glúten e à lactose. Bem, só sei que gosto de ver alguém “bom de garfo”! Eu mesma ando a comer mais que o Guga, por causa da amamentação… #aindabemqueeletambémcurte

Obviamente, essa admiração agora se estende ao meu filho, o Samukinha… Foi a melhor sensação do mundo observá-lo comendo as primeiras papinhas!!! Saber que eu as havia preparado com todos os cuidados exigidos para a idadezinha dele e que elas ajudariam no seu desenvolvimento físico, por conterem nutrientes diversos, encheu-me de uma alegria sem tamanho…! Vê-lo progredindo na mastigação, que concluí ser inata ao ser humano, me deixou maravilhada!

Ainda tenho o privilégio de amamentá-lo…! Apesar de todo cansaço, falta de tempo pra tudo (= prioridades modificadas), casa encardida e desorganizada, é sensacional tê-lo aconchegado em meus braços, olhos nos olhos em alguns instantes, trocando amor, um amor tão puro e inocente, enquanto ele mama, enquanto ele se alimenta sugando o leite materno – um verdadeiro milagre inventado pelo Criador! Sou grata a Ele e ao paizão do Sam pela oportunidade de viver a maternidade plenamente e nas vinte e quatro horas do dia!

Se sinto falta, vontade ou saudades de vivenciar e realizar o meu lado profissional? Se há dias nos quais me frustro com toda a desordem nas tarefas domésticas? Se gostaria de postar mais textos? Sim, claro… Mas, simultaneamente, vem o sentimento do dever cumprido ao ter papinhas prontas e congeladas para ter sempre algo disponível ao serzinho ainda tão dependente, que só deixa de comer por causa dos dentinhos que vão aparecendo… Sem isso, como o papai o chama, o “cabrinha” deixa, sim, a mamãe muito, mas muito feliz…!

 

À minha mamãe Renate

AS PALAVRAS SÃO VÃS…

…MAMÃE, PARA DESCREVER E RELATAR

SEM DESMERECER E DIMINUIR O DAR

CONSTANTEMENTE PRESENTE NESSE VIVER

PRESENTEADO POR DEUS A QUEM O TER

AO SEU LADO DESDE O NASCIMENTO

VIGIANDO E CUIDANDO A CADA MOMENTO

DO TESOURO QUE RECEBEU NA MÃO

PARA O QUAL BOM FUTURO QUER O CORAÇÃO

MUITAS VEZES DOENTE OU CHORANDO

O FARDO DA RESPONSABILIDADE LEVANDO

A TRISTEZA PARA A ALEGRIA CEDENDO

QUANDO VÊ PREMATURO CORRENDO

PRIMEIRAS PALAVRAS E SORRISO

DO DENTINHO AO DENTE DE SISO

SEMPRE EM TUDO LADO A LADO

E ENSINANDO O SER AMADO

À VERDADE QUE LIBERTA SEGUIR

COMO SERVA MOSTRANDO COMO SERVIR

DESSE VERBO, DE DEUS ATRIBUTO, O AMAR…

AH! PALAVRAS QUE AGORA FOGEM

ESCONDEM-SE, EMBARCAM EM VIAGEM

DEIXANDO ANSIOSO E LIMITADO

O CORAÇÃO QUE AGRADECER TEM TENTADO

MAS …AS PALAVRAS SÃO VÃS…