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SECA – COMO REMEDIAR ?

Sou uma simples dona de casa, mãe de um bebê de quatro meses, atualmente ambos dependentes da renda do pai como músico, mas gostaria muito de ajudar aos atingidos pela seca… Como não me sobra verba para tal empreitada, resolvi escrever para, quiçá, tocar o coração de quem tem condições de fazer algo na prática!

Tudo o que tenho lido e assistido é triste demais… São quase dez milhões de nordestinos já prejudicados, para os quais as ações do governo não resolvem quase nada e o pouco disponibilizado nem sempre está ao alcance dos mais necessitados! Um exemplo é o milho vendido para tentar salvar o gado restante da morte: a quantidade não é suficiente, além de não chegar a todas as cidades, exigindo que os interessados ainda paguem por transporte…

Outro exemplo é a “solução” incentivada pela presidenta desse país tão desigual, a saber, a continuidade das obras da polêmica transposição do Rio São Francisco, em vez de se cavarem poços artesianos, com menor – muito menor (!) – investimento e retorno rápido, em termos de funcionalidade… Mas, feitos pequenos não garantem a demagogia política, não é? Então, o que resta são as iniciativas da população, cuja empatia mútua permite a sobrevivência por mais algum tempo…

O pior é que, na pesquisa que fiz, o número de campanhas favoráveis à causa é inexpressivo, comparando-se com o tamanho do estrago! Dizem que é a pior seca dos últimos trinta ou quarenta anos! Em conversa com o maridão, ele confirmou a existência/continuidade da seca desde que se entende por gente!!! Ué, não deu tempo para mudar nada até hoje? Tomam posse e desempossam-se os governos, eleição após eleição, e patavina se concretiza como prevenção contra a estiagem?

E o povo, ameaçado ou comprado, é obrigado a votar nos mesmos bandidos ou em seus comparsas, perdendo definitivamente a esperança e a ousadia para reivindicar o que é seu por direito. Posso estar enganada, mas acredito que, por sofrer há tanto tempo, os nordestinos preferiram a passividade e a sujeição, para sobreviver em paz, mesmo que relativa… Infelizmente, o coronelismo ainda dá as cartas em várias cidadelas. Mas, voltando ao objetivo do post…

Como remediar? Para empresários e comerciantes fica a dica: ajudar é excelente estratégia de marketing e de custo menor que grandes campanhas publicitárias, com retorno garantido em imagem perante a comunidade. Para todos os que tem vontade e podem auxiliar: neste momento não cabem ideias brilhantes, mas a repetição das ações básicas e simples, com doações de alimentos não perecíveis, água mineral, caminhões pipa, bem como, transporte para o pequeno agricultor poder ter acesso ao milho, etc. Será que alguma instituição colocar-se-ia à disposição para providenciar toda a logística envolvida?

É isso aí… Este post é um pedido para que sejamos atores neste teatro da vida, e não apenas a plateia que chora e aplaude a tragédia – peça -, indiferente logo após, a sorrir da desgraça alheia… Se você, leitor, souber de qualquer iniciativa, por gentileza, divulgue, compartilhe e, quem puder, doe!!! Não espere precisar para se sensibilizar, não espere estar em precariedade para entender a solidariedade, não espere vivenciar uma catástrofe para só então entoar, do drama, a estrofe…

A previsão das Nações Unidas é de que até 2030 quase metade da população mundial estará vivendo em áreas com grande escassez de água. (Em  http://redeacqua.com.br/2013/04/pior-seca-no-nordeste-brasileiro-confirma-estatisticas-da-onu-sobre-escassez/.) 

 

HERANÇA

É POSSÍVEL UM CÉTICO RICO E/OU CONVICTO

SEGURO E INCONTESTÁVEL EM SUA CERTEZA

QUE ACREDITA EM SUA LINHA DE DEFESA

PERMANECER COM SEU PENSAMENTO INVICTO?

POR DESACREDITAR A DIVINA FÉ

DESCARTANDO O SOBRENATURAL

SOBRELEVANDO O EXPERIMENTAL

CONSIDERA O CRER CONTRAMARÉ

MAS, SE CONFRONTADO COM UM PRODÍGIO

UMA MARAVILHA, UM MILAGRE, UM PORTENTO

SUA CIÊNCIA SEM EXPLICAÇÃO A CONTENTO

PLANTA UMA DÚVIDA NO MENTAL FASTÍGIO

E A PRÁXIS EM DESCONFORMIDADE

PROVOCA ABERTURA PARA O DIVERGENTE

PESQUISA/POSSE DEMONSTRA-SE INCONSISTENTE

PROVANDO-SE DO SABER/TER A DEBILIDADE

ENTÃO, EM QUE ENCONTRAR DO VIVER O SENTIDO?

A INTELECTUALIDADE, A FORTUNA E A AMBIÇÃO

SEMPRE E AINDA ADMITEM UM VAZIO NO CORAÇÃO

POIS SUPERADOS SÃO POR RECENTE PERDIDO/DEFINIDO

ASSIM COMO NÃO HÁ ESCLARECIMENTO

PARA DA EXISTÊNCIA HUMANA O INICIAR

PARA DA TERRA O PERFEITO DELIMITAR

NÃO É POSSÍVEL MEDIR O SENTIMENTO

A EMOÇÃO ADVINDA DO ATO DE SE RENDER

À GRATIDÃO PELA GRAÇA ALCANÇADA

AO CONFIAR NA PROVIDÊNCIA ETERNIZADA

PRIORIZA O ESSENCIAL NESTE APRENDER

MAIS DO QUE COMPETÊNCIA E PODER

VALE TRANSMITIR BENDITA HERANÇA

PARA NORTEAR O CAMINHO DA CRIANÇA

PARTILHANDO-SE A VIVÊNCIA DO DEPENDER

O PASSO-A-PASSO GUIADO E PROTEGIDO

NO HONRAR AO SUPREMO, DE TUDO SENHOR

QUE FAZ BROTAR DA VIDA O VERDADEIRO ARDOR

A RAZÃO PARA SEGUIR ADIANTE DECIDIDO

A ESPERANÇA BASEADA NESSE ESCOLHER

NÃO SE DETERMINA PELA CIRCUNSTÂNCIA

NEM DESAFINA QUANDO EM DISSONÂNCIA

MAS É COMPOSTA EM ESCALA A CRESCER

O RESULTADO É UMA PAZ QUE PERDURA

UMA ALEGRIA REAL E  INDEPENDENTE

UM ROSTO SERENO SEMPRE SORRIDENTE

UM LEGADO DIGNO À GERAÇÃO FUTURA

ENFIM, A RESPOSTA À INICIAL QUESTÃO

FICA MAIS DO QUE EVIDENTE E LUZIDIA

QUEM DE SUAS ENTRANHAS UM SER PROCRIA

JAMAIS PERMANECERÁ EM CONFUSÃO

ESSE FENÔMENO CRIADO COM TANTA DESTREZA

NENHUM LABORATÓRIO CONSEGUIU REPRODUZIR

CONSTATANDO-SE O SUPERIOR E ETERNO EXISTIR

DE DEUS, O INIMITÁVEL INVENTOR DA NATUREZA

O CETICISMO E A OPULÊNCIA PERECEM DIANTE  DA VERDADE

O ORGULHO E A SUFICIÊNCIA CEDEM LUGAR AO RESPEITOSO TEMOR

AS PALAVRAS SÃO POBRES E MODESTAS PARA EXPRESSAR O LOUVOR

SÓ PERTENCENTE AO GLORIOSO SENHOR DE TODA A HUMANIDADE

AMÉM E AMÉM!

Baseado no Salmo 78, versículos 4 e 7: “Não os esconderemos dos nossos filhos; contaremos à próxima geração os louváveis feitos do Senhor, o seu poder e as maravilhas que fez. Então eles porão a confiança em Deus; não esquecerão os seus feitos e obedecerão aos seus mandamentos.”

Sempre foi assim…!

Viveu-se, com força total, o mês das Festas Juninas. E Caruaru não fugiu à regra  … A cidade toda estava decorada, no comércio só se ouvia o ritmo promovido em nível nacional por Luiz Gonzaga – cujo centenário foi destacado aqui -, havia ruas fechadas para trânsito, que eram ocupadas pelos forrozeiros, os quais se divertiam ao som de diversos cantores e bandas, além das tradicionais fogueiras acesas pelas famílias em frente as suas casas, nos dias 11, 23 e 28 de junho, para assarem milho verde…!!! 😛

Em várias cidades pernambucanas, produziram-se recordes de comida típica, tais como: a canjica gigante, a maior pamonha do mundo, o maior cuscuz do mundo, o bolo de milho gigante, o maior pé-de-moleque do mundo, o maior arroz doce do planeta, o maior bolo de macaxeira do mundo etc etc, culminando com a queima de uma fogueira gigante de onze metros! Aconteceram, também, as disputas entre as quadrilhas, enriquecendo mais ainda as manifestações culturais dessa época!

O que me intriga é saber que a maioria dos que participaram, desde os que planejaram e organizaram os eventos até os turistas que apenas curtiram e festejaram, simplesmente o fizeram porque sempre foi assim…! Nem sequer pararam para entender o significado disso, a razão e como tudo começou! Por exemplo, a fogueira, segundo algumas fontes de pesquisa, foi o sinal usado por Isabel para anunciar o nascimento de João Batista, significando, então, uma celebração. O casamente encenado pelas quadrilhas, originou-se da imitação das festas da aristocracia francesa.

E, antes de a Igreja Católica Apostólica Romana aproveitar para venerar seus santos – Santo Antônio, São João e São Pedro – dizem que festejos idênticos já aconteciam na Europa, como manifestação de alegria pela chegada do verão e possíveis colheitas. Não sou historiadora e nem pesquisei o assunto profundamente para, aqui, expôr as verdadeiras origens dessas festividades. O que percebo, atualmente, é que nem os brasileiros que se dizem católicos param para pensar em seus santos homenageados e aproveitam mesmo é para dançar, curtir amizades e a família, arrumar namoro etc…

A quem interessar, compartilho links interessantes, para leitura adicional sobre as festas juninas, a saber:

http://bemzen.uol.com.br/noticias/ver/2012/05/31/1168-paganismo;

http://ministeriobbereia.blogspot.com.br/2012/05/as-festas-juninas-e-liberdade-crista.html.

A pior parte disso tudo é a “promoção da cultura”, independente de acrescentar conhecimento real ou ser mera reprodução de “tchas, tchês e tchus”! Impensadamente, essa atitude repetitiva de práticas mesmo sem a ciência do motivo ou do efeito delas, norteia inúmeros fatos vividos ao longo da existência humana. Como na história do Paradigma dos Macacos, de autoria desconhecida:

“Um grupo de cientistas colocou cinco macacos em uma gaiola e, no meio desta, uma escada com bananas em cima. Toda vez que um dos macacos começava na subir a escada, um dispositivo automático fazia jorrar água gelada sobre os demais macacos. Passado certo tempo, toda vez que qualquer dos macacos esboçava um início de subida na escada, os demais o espancavam (evitando assim a água gelada).  Obviamente, após certo tempo, nenhum dos macacos se arriscava a subir a escada, apesar da tentação. Os cientistas decidiram então substituir um dos macacos. A primeira coisa que o macaco novo fez foi tentar subir na escada. Imediatamente os demais começaram a espancá-lo. Após várias surras o novo membro dessa comunidade aprendeu a não subir na escada, embora jamais soubesse o por quê. Um segundo macaco foi substituído e ocorreu com ele o mesmo que com o primeiro. O primeiro macaco que havia sido substituído participou, juntamente com os demais, do espancamento. Um terceiro macaco foi trocado e o mesmo (espancamento, etc) foi repetido. Um quarto e o quinto macaco foram trocados, um de cada vez, com intervalos adequados, repetindo-se os espancamentos dos novatos quando de suas tentativas para subir na escada. O que sobrou foi um grupo de cinco macacos que, embora nunca tenham recebido um chuveiro frio, continuavam a espancar todo macaco que tentasse subir na escada. Se fosse possível conversar com os macacos e perguntar-lhes por que espancavam os que tentavam subir na escada, a resposta seria: “Eu não sei. Essa é a forma como as coisas são feitas por aqui.”

O que penso é que tradições e modelos devem ser seguidos, sim, mas após análise, pesquisa e posicionamento sobre o sentido que carregam. Se contrários ao que se acredita, o mais correto é deixá-los e desapegar-se. Há liberdade nesse processo de decisão e mudança, há novas possibilidades e há crescimento, sem dúvida! Até mesmo em relação ao objeto de fé: mesmo que a família inteira, há anos, pratique uma religião, é essencial estudá-la em busca de esclarecimentos. Conheci uma família que votava em candidatos de um Partido Político somente, há anos, independentemente de haver coerência nessa prática ou não.

Aliás, os nossos hábitos alimentares também têm de ser revistos, com o passar dos anos, o metabolismo mudando, bem como as novas descobertas científicas que ajudam a aproveitar mais os nutrientes do que se come. Um exemplo foi uma descoberta que fiz há pouco mais de um ano: Guga e eu gostávamos de comer feijão e arroz, com banana; segundo nossa amiga Patrícia – nutricionista – essa mistura faz com que o organismo não absorva o ferro do feijão… Desde então, não servi mais essa “iguaria” ao maridão, é óbvio… 😛

Existem pessoas que seguem algo ou alguém e estão tão acostumadas a isso, que não pensam mais… Um grande amigo, o Antônio (in memorian), muito questionador, sempre dizia o quanto achava injusto viver a sua vida sabendo que estava pagando pelos erros de outra pessoa em outra vida, referindo-se à crença dos espíritas… Acrescento aí o fato de isso ajudar a nos eximirmos das responsabilidades na existência vigente. Por exemplo, já ouvi de alguém que não conseguia controlar seu temperamento a justificativa de que havia sido um líder na época do homem das cavernas e daí ser a  agressividade uma das suas características…

E, como sigo o Cristianismo, o que dizer do imenso número de alienados evangélicos brasileiros? Não pensam, não analisam e sofrem…! Acreditam em todas “baboseiras” transmitidas por pseudo líderes e, por ser o Brasil um país que não tem a cultura da leitura, não examinam as Escrituras Sagradas, as quais afirmam seguir, e por ignorarem seu Livro Texto, vivem um Cristianismo superficial, fraco e carregado de costumes quetionáveis.  Como no diálogo do Mestre Jesus com alguns líderes religiosos, relatado pelo evangelista Marcos, capítulo 7, versículos 1 a 16:

“Os fariseus e alguns dos mestres da lei, vindos de Jerusalém, reuniram-se a Jesus e viram alguns dos seus discípulos comerem com as mãos “impuras”, isto é, por lavar. (Os fariseus e todos os judeus não comem sem lavar as mãos cerimonialmente, apegando-se, assim, à tradição dos líderes religiosos. Quando chegam da rua, não comem sem antes se lavarem. E observam muitas outras tradições, tais como o lavar de copos, jarros e vasilhas de metal.) Então os fariseus e os mestres da lei perguntaram a Jesus: “Por que os seus discípulos não vivem de acordo com a tradição dos líderes religiosos, em vez de comerem o alimento com as mãos ‘impuras’?” Ele respondeu: “Bem profetizou Isaías acerca de vocês, hipócritas; como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens’. Vocês negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam às tradições dos homens”. E disse-lhes: “Vocês estão sempre encontrando uma boa maneira para pôr de lado os mandamentos de Deus, a fim de obedecer às suas tradições! Pois Moisés disse: ‘Honra teu pai e tua mãe’, e ‘quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado’. Mas vocês afirmam que se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: ‘Qualquer ajuda que vocês poderiam receber de mim é uma oferta dedicada a Deus’, vocês o desobrigam de qualquer dever para com seu pai ou sua mãe. Assim vocês anulam a palavra de Deus, por meio da tradição que vocês mesmos transmitiram. E fazem muitas coisas como essa”. Jesus chamou novamente a multidão para junto de si e disse: “Ouçam-me todos e entendam isto: não há nada fora do homem que, nele entrando, possa torná-lo ‘impuro’. Pelo contrário, o que sai do homem é que o torna ‘impuro’. Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”!”

Conclamo os que se dizem cristãos a aproveitarem a liberdade religiosa, já ameaçada, mas que ainda é apoiada por Leis aqui, no Brasil, para lerem,  meditarem na Palavra de Deus e viverem-na, a fim de provocarem reais mudanças na sociedade. Já estamos vivendo um tempo de riscos, como bem dito pelo filósofo judeu Bernard-Henri Lévy: “os cristãos formam hoje, à escala planetária, a comunidade perseguida de forma mais violenta e na maior impunidade”. (http://www.lestemais.com.br/Noticia.asp?id_noticia=9231)

Conclamo você, leitor(a), a pensar mais, pensar sobre tudo, sobre sua vida, seus hábitos, sua crença, enfim, seus valores e caráter, que são sua marca e que ficarão na lembrança dos seus, quando você se for… Que herança você quer deixar – a da pessoa acomodada e indiferente ou de alguém que lutou e fez diferença para melhor; a de uma imagem pacata e falsa ou de um indivíduo pensante e verdadeiro? Enquanto você apenas dançar nas festas juninas, sem questionar as reais intenções dos organizadores, milhões serão desviados da educação e saúde do nosso povo e poucos lucrarão, enquanto a maioria apenas gastará seu dinheiro suado naquilo que não é realmente necessidade ou prioridade, conforme disse o profeta Isaías, no capítulo 55, versículo 2b: “Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz?”

Encerro com o trecho de um Hino, disposto na imagem que segue… A letra retrata o que acredito e dá esperança… A esperança de que, um dia, as verdadeiras intenções serão reveladas e o bem vencerá o mal, eternamente!