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P de Postagens x Prioridade!

Palavras! Preciso de vocês ainda hoje, neste mês!

Desde o início do blog há, pelo menos, um texto…

Publicado, para seguir a sequência e não ser descortês

Com quem para a ler e perceber este simples pretexto!

Sei que trabalhar com pressa e pressionada não é legal,

Ainda mais a alguém que é sempre gratuita e disponível…

Mas para quem preenche dia após dia a página do jornal,

Há de ser este lance caracterizado comum e previsível!

Explico a razão da sobra de ideias e falta de tempo e energia:

O projeto que se tornou prioridade, o melhor e que mais importa

Depende totalmente e exclusivamente da minha pedagogia…

Para alimentar-se, desenvolver-se com dignidade e com amor

Como merece todo filho ao qual, da vida, o Criador abre a porta…

Ficando, assim, a esperar as postagens deste coração metido a escritor!

Samuka

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SECA – COMO REMEDIAR ?

Sou uma simples dona de casa, mãe de um bebê de quatro meses, atualmente ambos dependentes da renda do pai como músico, mas gostaria muito de ajudar aos atingidos pela seca… Como não me sobra verba para tal empreitada, resolvi escrever para, quiçá, tocar o coração de quem tem condições de fazer algo na prática!

Tudo o que tenho lido e assistido é triste demais… São quase dez milhões de nordestinos já prejudicados, para os quais as ações do governo não resolvem quase nada e o pouco disponibilizado nem sempre está ao alcance dos mais necessitados! Um exemplo é o milho vendido para tentar salvar o gado restante da morte: a quantidade não é suficiente, além de não chegar a todas as cidades, exigindo que os interessados ainda paguem por transporte…

Outro exemplo é a “solução” incentivada pela presidenta desse país tão desigual, a saber, a continuidade das obras da polêmica transposição do Rio São Francisco, em vez de se cavarem poços artesianos, com menor – muito menor (!) – investimento e retorno rápido, em termos de funcionalidade… Mas, feitos pequenos não garantem a demagogia política, não é? Então, o que resta são as iniciativas da população, cuja empatia mútua permite a sobrevivência por mais algum tempo…

O pior é que, na pesquisa que fiz, o número de campanhas favoráveis à causa é inexpressivo, comparando-se com o tamanho do estrago! Dizem que é a pior seca dos últimos trinta ou quarenta anos! Em conversa com o maridão, ele confirmou a existência/continuidade da seca desde que se entende por gente!!! Ué, não deu tempo para mudar nada até hoje? Tomam posse e desempossam-se os governos, eleição após eleição, e patavina se concretiza como prevenção contra a estiagem?

E o povo, ameaçado ou comprado, é obrigado a votar nos mesmos bandidos ou em seus comparsas, perdendo definitivamente a esperança e a ousadia para reivindicar o que é seu por direito. Posso estar enganada, mas acredito que, por sofrer há tanto tempo, os nordestinos preferiram a passividade e a sujeição, para sobreviver em paz, mesmo que relativa… Infelizmente, o coronelismo ainda dá as cartas em várias cidadelas. Mas, voltando ao objetivo do post…

Como remediar? Para empresários e comerciantes fica a dica: ajudar é excelente estratégia de marketing e de custo menor que grandes campanhas publicitárias, com retorno garantido em imagem perante a comunidade. Para todos os que tem vontade e podem auxiliar: neste momento não cabem ideias brilhantes, mas a repetição das ações básicas e simples, com doações de alimentos não perecíveis, água mineral, caminhões pipa, bem como, transporte para o pequeno agricultor poder ter acesso ao milho, etc. Será que alguma instituição colocar-se-ia à disposição para providenciar toda a logística envolvida?

É isso aí… Este post é um pedido para que sejamos atores neste teatro da vida, e não apenas a plateia que chora e aplaude a tragédia – peça -, indiferente logo após, a sorrir da desgraça alheia… Se você, leitor, souber de qualquer iniciativa, por gentileza, divulgue, compartilhe e, quem puder, doe!!! Não espere precisar para se sensibilizar, não espere estar em precariedade para entender a solidariedade, não espere vivenciar uma catástrofe para só então entoar, do drama, a estrofe…

A previsão das Nações Unidas é de que até 2030 quase metade da população mundial estará vivendo em áreas com grande escassez de água. (Em  http://redeacqua.com.br/2013/04/pior-seca-no-nordeste-brasileiro-confirma-estatisticas-da-onu-sobre-escassez/.) 

 

Retrato

Há gestos e posturas – a chamada linguagem corporal -, que dizem muito sobre cada pessoa. O olhar é outro “dedo-duro”, que demonstra o que se sente ou se pensa. Os braços cruzados sugerem posição defensiva; pernas cruzadas, ao sentar-se, com o pé apoiado no joelho, indicam segurança; interpretações essas dos estudiosos do tema.

Logicamente, atuando-se ou controlando-se devidamente as reações, consegue-se a proeza de não se entregar todo o input de “mão beijada”. No caso de um retrato,  geralmente evidencia-se o que se é ou o que está se tentando ser. E guarda-se mais um momento da vida, que, assim que o sensor da câmara digital transforma de luz em pixels, já se torna parte da história. Simples e belo assim!

A cada “flash”, está-se dando continuidade à biografia, que divulgada ou não, todos têm. Todos têm, sim, algo a compartilhar, enquanto vão sendo moldados pelas vivências com a família e a sociedade. Todos têm, sim, influências culturais intrínsecas. Um antropólogo que o diga, pois precisa de muito preparo para não incorrer no julgamento de que uma civilização é marginal ou menos desenvolvida.

Interessantemente, isso tudo se reflete na música também. Em outro post usei a epifania em comparação à música erudita. Hoje uso do retrato, assemelhando-o à música popular. Acredito que ela, assim como a fotografia, revela a alma, espelha a imagem, reproduz o saber  do povo que a compõe, toca, canta, curte… E há tanta coisa boa mesmo, falando-se em Brasil!

Sou eclética em relação a esse gênero, mas tenho uma predileção por voz e violão. Tanto que, conforme o maridão, já sou “doutora” na primeira aula desse instrumento. 😀 Entra aí o meu lado mais teórico que prático, que dificulta esse aprendizado, enquanto facilita o escrever, por exemplo.

Para isso, inventei uma justificativa: cresci rodeada de músicos – meu pai sempre tocou acordeon, teclado, piston; depois nasceu o Robinson, que também aprendeu a arte: toca e ensina teclado / piano – e, privilegiadamente, casei-me com um músico – Guga toca muito bem violão e ainda se garante no baixo, na guitarra, na bateria, no teclado / piano – ; assim, condicionou-se o meu cérebro à desnecessariedade da prática de um instrumento musical… 😉 Afinal, sempre tive / tenho alguém que toque em casa…

😀 Brincadeiras à parte, o tocador de violão mais admirado por Guga é João Alexandre. Meu irmão foi quem mo apresentou, há quase quinze anos. Desde então, tornou-se trilha sonora das nossas vidas. E quero compartilhar algumas das mais belas e enriquecedoras canções por ele gravadas, as quais enfatizam perfeitamente a ideia do retrato. Êi-las:

FEIRANTE

Melodia e letra impecáveis que lembram os atenciosos feirantes, vendendo frutas, hortaliças, derivados do leite e da macaxeira, carne e artesanatos diversos na bendita Feira de Caruaru. É um mundo de riqueza natural e variedade cultural, que representa o suor e a luta do agricultor / produtor / artista. E quantas famílias sobrevivem dessa maravilha…

P’RA CIMA, BRASIL

Quando o Brasil olhará realmente para Deus? Há tanta desigualdade social e, por mais que alguns índices econômicos mostrem que houve melhoras, a realidade da maioria do povo ainda não mudou… E a igreja brasileira? Com um número tão expressivo de fiéis, a situação do país deveria ser outra, não é? Piores são os que a lideram – com exceções, claro -, aos quais, acredito, se aplica também “homens com tanto poder e nenhum coração”…

DEIXA, QUE EU DEIXO

Eis a imagem da nossa postura!!! A tão sonhada democracia sendo comandada por mágicos, que fazem desaparecer o que é de direito da plateia, que apenas assiste ao espetáculo hipnotizada e sem reação… Basta acompanhar as notícias da política brasileira para sentir-se enganado, novamente e de novo e por repetidas vezes; é suficiente “um verniz na cara” para conseguirem se reeleger ou serem sucedidos por seus cúmplices, a fim de continuarem gastando as nossas riquezas…

MANAUS, MORADA DO SOL

A sequência foi proposital, para acalmar o coração revoltado! Essa canção é a favorita do maridão, quando precisa desestressar… Sempre que a ouço, fica a vontade de conhecer a capital amazonense, que, além de bela por sua natureza e pelas construções históricas, é o maior centro industrial brasileiro de fabricação de eletrônicos. Aproveito para homenagear as amigas Diene Reis (que já me fez salivar ao descrever a gastronomia da sua terra) e Neuma Reis Lisbôa.

MUITO MAIS MINEIRO

Essa é para encerrar e confirmar que mineiro é “gente boa” mesmo! Que o diga a prima Cris, casada com o Janse… Experiência também vivenciada, em uma viagem com o maridão à Governador Valadares, onde fomos acolhidos pela querida Waleska Carolina e sua família. E, ao curtir o João Alexandre, desejo voltar para conhecer outras cidades de MG, poeticamente retratadas na letra da canção,  as quais contam muito da história do Brasil!

Enfim, a música popular brasileira cristã foi destaque do post, obviamente, por fazer parte da minha vida, ficando ainda, como sugestão de repertório de qualidade musical e poética. E, parafraseando o ditado, “diga que música curtes e direi quem tu és”… #Ficaadica: “Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte para ver a alma.” (George Bernard Shaw)