Arquivo da categoria: Sobre viver ;-D

Tocando a vida…

Desde que me entendo por gente, morei em nove casas ou apartamentos, ou seja, posso ser considerada meio nômade, não? E, diferentemente das pessoas com as quais já falei sobre isto, ainda não deixei de gostar de mudança. No sentido literal, prático mesmo. De encaixotar tudo, anotar nas caixas o conteúdo delas, limpar a nova moradia, desencaixotar e organizar… Ah, como isso é legal!

Depois de ter casado, em cada uma dessas ocasiões, bibelôs desapareciam, bem como o número de pratos e copos – etc – diminuíam… Confesso que, se me deres um desses trecos para enfeite, vou deixá-lo ficar bem encardido, e logo se tornará um de sacos de lixo. Não curto ficar limpando coisinhas miúdas. Eis a razão para o desaparecimento do primeiro item citado – segredo revelado (Ui!!!).

Quanto aos demais, foi bem consciente a opção. Percebi que dá pra se viver bem com o mínimo e o básico. Não quero dizer que sou exemplo e nem que sei alguma coisa a mais. Jamais! Espero nunca parar de aprender! Espero sempre lembrar que do pó vim e para lá voltarei, o que significa que todos somos iguais em valor para o nosso Criador, o qual não faz acepção de pessoas.

Além disso, esse post é para dizer que sem Ele – Deus – nada posso fazer, nem ser… Toda boa dádiva vem dEle, sabedoria, fé etc. E toda provisão também! Isso não é fantástico? Preciso aprender a confiar mais, pois ainda me preocupo com a alimentação, talvez por ter um filho alérgico. O Mestre Jesus, enquanto na Terra, ensinou que a vida vale mais que o alimento e o corpo mais que a vestimenta.

VidaA vida é mais importante do que a comida, e o corpo, mais do que as roupas.
Observem os corvos: não semeiam nem colhem, não têm armazéns nem celeiros; contudo, Deus os alimenta. E vocês têm muito mais valor do que as aves!
Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?
Lucas 12:23-25

Bem, vale a ressalva de que não se pode radicalizar a interpretação dessas palavras. Acredito que o Senhor quis aí demonstrar que o que conta é o equilíbrio. Que não é preciso se desesperar por não se estar à altura da “cultura de aparência” veiculada pela mídia. Que não é motivo para estresse o não poder comer caviar no almoço do domingo (“…nunca vi, nem comi, eu só ouço falar…” – Zeca Pagodinho)

Que é viver, então? Existir fisicamente e espiritualmente, ter alma, respirar, ter saúde, adoecer, relacionar-se, perdoar, trabalhar, descansar, expressar-se, sentir, entusiasmar-se, desanimar, dormir, acordar, simplificar, complicar, ser criança, amadurecer, ser adulto, confiar, desconfiar, planejar, viver um dia de cada vez, arriscar, persistir, comer, beber, banhar-se, vestir-se, estudar, aprender, ler, assistir a filmes, viajar, ser abençoado e abençoar…

Tudo isso junto e separado, com rotina e flexibilidade, com esforço e facilidade, com alegria e tristeza, com muito e pouco, com coragem e medo, com energia e cansaço, com previsão e susto, com esperança e desesperança, com obrigação e prazer, com vontade e sem vontade, com pressa e devagar, com ida e volta, com casa própria e aluguel, com carro e bicicleta, com realidade e imaginação, com passado e futuro, com fé e dúvida…

Enfim, esses paradoxos todos são o que nos move e, mesmo assim, viver é muuuuuuito bom! E, se você acredita, como C.S.Lewis, que “descende de Adão e Eva […] – é honra suficientemente grande para que o mendigo mais miserável possa andar de cabeça erguida, e também vergonha suficientemente grande para fazer vergar os ombros do maior imperador da Terra. Dê-se assim por satisfeito.”

 

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Urubus garçons…

“Os urubus também precisam de Jesus…” – eis um trecho de uma canção (!?) que ouvi há anos, cujo contexto não conheço, o que contribui para que eu nem consiga imaginar o que o compositor intencionava ao escrevê-la. O que acontece é que ela sempre me faz sorrir! E falando em urubus, você aceitaria tê-los como garçons?

Pois é. Isso já aconteceu. Conforme a história bíblica da vida do profeta Elias, o qual profetizou três anos de seca sobre o reino de Acabe, essas aves de rapina foram o meio de sustento que Deus usou para manter vivo e escondido o seu servo. Você pode conferir a narrativa no Antigo Testamento, primeiro livro dos Reis, capítulo 17, versículos 1 a 7.

Elias teve que fugir, pois o rei, certamente, não o queria como amigo, muito menos respirando. Acabe não era temente a Deus e Elias foi o escolhido para dar os “puxões de orelha”. Admiro a coragem dos profetas que entregam a verdade, independentemente das possíveis consequências. Elias era desse grupo seleto.

Mais seleto ainda por confiar cegamente, numa época em que não acredito terem ouvido que os urubus, mesmo se alimentando de carniça, tem o organismo purificado ao alçarem voo além da camada de ozônio, inspirando o ar que lá está. Apesar de não ter encontrado comprovação para isso, essa crença ameniza a ideia de comer pão e carne carregados pelas garras ou bicos desses abutres.

Impossível imaginar a quantidade de bactérias e doenças que podem ser transmitidas, além do mau odor que esses garçons caracteristicamente tem, pois fazem xixi nas próprias pernas para diminuir a temperatura corporal. Chega a revoltar o estômago, pensar em alimentar-se com tal visão e olfato. Mas, para a visão espiritual, a confiança irrestrita no poder de Deus bastava.

Confiança essa questionada, julgada e menosprezada em dias de tanta correria e troca de informação veloz, bem como de coaches incentivando a automotivação – nada contra esse belo trabalho, pelo contrário (“clap-clap”). Para que precisamos depender do poder de Deus? Temos os conhecimentos das mais diversas áreas nos fortalecendo, temos tecnologias que facilitam tudo, temos, temos, temos…

Temos só que trabalhar, até à exaustão, se não quisermos viver na mediocridade e sermos exemplos de sucesso… Aí é que o negócio pega! O corpo e a mente tem seus limites e os cobram. Cedo ou tarde, chega a dúvida ou a certeza de que não conseguimos sozinhos ou de que precisamos frear de vez em quando…

Então, a solução, a principal e a mais certa, será a confiança em Deus. De que Ele está no controle, de que Ele sabe tudo, de que Ele conhece nosso futuro, de que Ele sabe o que é melhor para nós, de que Ele trabalha enquanto podemos descansar, se apenas e tão somente, confiarmos… Assim como Elias, que aproveitou os serviços “urubescos”, sem questionar.

O coelhinho raivoso

Era uma vez um coelhinho, bem branquinho, que, logo que nasceu, percebeu que seus pais e irmãos, além de caminharem, também corriam e pulavam. 

Dia após dia, observava e tentava imitar o comportamento dos coelhos adultos. Mas, começou a ficar sempre irritado, porque tentava, mas ainda se atrapalhava todinho.

Um dia, os coelhos filhotes foram levados pelos mais velhos para um campo, onde brincariam de fugir dos inimigos, como um treinamento para a vida real.

Enquanto os maiores fingiam ser os animais caçadores, os pequenos faziam de conta que estavam procurando alimento ou roendo para gastar os dentes, os quais nunca param de crescer (!)…

Combinaram que os pequenos, assim que vissem os grandes, correriam velozmente e saltariam para trás dos arbustos. Todos ficaram empolgados com a brincadeira. E participaram, com muita vontade e alegria, cada um em seu ritmo e altura.

Somente o coelhinho raivoso não participou e ficou parado em um canto, apenas olhando. Um dos coelhos adultos se aproximou e perguntou o que o estava impedindo de se divertir, enquanto treinava.

E ele disse que sentia muita raiva, porque queria fazer tudo certo, mas não conseguia. O adulto, então, deu uma dica para ele extravasar a raiva, enquanto continuava aprendendo a correr mais rápido e saltar cada vez mais alto: chutar e socar um feixe de capim até se acalmar…

E o coelhinho começou a fazer isso e conseguiu controlar a raiva cada vez mais. Num dos treinamentos, sem perceber, chegou a quase três metros de altura no salto da fuga dos inimigos! Na verdade, os socos e chutes, além de o acalmarem, o fortaleceram…

Assim, o coelhinho raivoso entendeu que o mais importante não era saber tudo e acertar sempre, mas se esforçar e continuar tentando, sem desistir e descontando a raiva no lugar certo…!

As senhas da escada

Era uma vez um menino bem sabido, que recebeu um convite maravilhoso: passar uma tarde inteira em uma sala fantástica, onde se realizaria tudo o que ele desejasse!

O papai e a mamãe dele o levaram até o endereço indicado. Ao chegarem, perceberam que havia uma escada que dava acesso à sala. A escada era colorida e em cada degrau havia uma letra pintada.

A recepcionista que lá estava explicou para o garoto que as letras eram as iniciais de palavras, as quais eram as senhas que davam acesso ao próximo degrau, até à porta da sala. A criança teria que falar uma palavra por degrau.

Ao pisar no primeiro, a letra era o “S”. O menino logo lembrou da palavra “SAÚDE”…

Assim que pisou no segundo, a letra era o “A”. Então, ele disse “AMOR”…

No terceiro degrau, a letra era o “M”. Não poderia esquecer da palavra “MAMÃE”…

No próximo, era o “U”. Pensou no suco favorito e falou “UVA”…

Ufa! Faltavam duas palavras! A letra seguinte era o “E”. Quase gritou a palavra do lugar onde amava estar: “ESCOLA”…

A última letra era o “L”. Feliz da vida, o menino sorriu ao responder com um objeto que fazia parte da sua vida, o “LIVRO”…

E quase ao mesmo tempo, a porta da sala foi aberta e ele pode entrar e se divertir muito o restante do tempo, como recompensa pelo conhecimento que tinha conquistado ao ser um estudante atento e esforçado.

O passarinho persistente

Era uma vez um passarinho, que nasceu em um ninho muito bem construído por seus pais. Logo que sentiu fome, começou a piar e sua mamãe, prontamente, cuspiu papinha de frutas em seu biquinho.

Foi aprendendo que poderia se alimentar de insetos e minhocas também, e que teria que aprender a voar sozinho, um dia, quando também iria procurar pela própria comida.

O tempo passou muito rápido e, quando percebeu, estava em um galho mais baixo da árvore, pronto para a primeira tentativa de voo. A mamãe contou: “1,2,3 e já!” e o filhote abriu as asas e começou a batê-las.

Conseguiu se sustentar no ar, mas não focou em uma direção certa, e acabou batendo no tronco da árvore vizinha. Seu primeiro voo o deixou bem tristinho.

O papai o incentivou, dizendo que ainda era criança e que poderia errar quantas vezes precisasse, até saber voar bem direitinho. Ele ainda deu dicas de como planar e explicou como fazer curvas, inclinando o corpinho.

Mais confiante, o passarinho quis repetir. A mamãe e o papai torciam: “Vai passarinho, vai passarinho…!”

Ele abriu as asas, respirou fundo, olhou na direção de um galho, onde poderia pousar, e bateu as asas rapidamente e com toda força que tinha. Vupt! Caiu no chão, antes de alcançar o galho. Dessa vez, ficou irritado!

Os pais repetiram que precisava persistir, não desistir, que talvez bater as asas mais fortemente no impulso e prosseguir mais devagar ajudaria. Deram um abraço de família e o empurraram do galho.

Ufa! Ele se recuperou e bateu as asas rapidinho, depois devagarinho e… sentiu o vento, que parecia carregá-lo…O passarinho estava voando! Foi aplaudido por todos e ficou muito feliz e agradecido por todo apoio que recebeu, enquanto aprendia essa importante lição!

A minhoquinha persistente

Era uma vez uma minhoquinha, que vivia muito feliz com seus pais, embaixo da terra. Assim que nasceu, aprendeu que teria que cavar túneis, para conseguir respirar melhor e ficar cercada por terra mais fofinha.

A mamãe e o papai também explicaram que seria mais seguro sair debaixo da terra só quando anoitecesse, na procura de vegetais para se alimentar.

Quando chegou o dia de cavar seu primeiro túnel, ela correu, certa de que seria muito fácil. Mas, bateu de cara na terra e… nada! Levou um susto e ficou triste.

A mamãe, então, a incentivou, dizendo para não desistir, que ela era apenas uma criança, que poderia ter todas as chances necessárias até conseguir…

Animada, resolveu tentar novamente. Posicionou-se e correu, correu, correu e… bum! A batida fez com que fizesse uma careta e ficasse chateada e com raiva…

Então, o papai lhe deu uma dica preciosa, enquanto lhe falava que tinha que ser persistente, até achar um local mais úmido na terra, pois seria menos pesado para empurrar.

Meio em dúvida, mas com a dica na cabeça, resolveu ir novamente. E, qual não foi a sua alegria, quando, após a corrida, conseguiu cavar um túnel até a metade do seu corpinho!

Papai e mamãe aplaudiram muito e, a minhoquinha agradeceu a eles por toda a paciência enquanto lhe ensinavam que os erros também ajudam no processo de aprendizagem.

Chamar a atenção

Era uma vez um rei de um reino pequeno e feliz. Quando chegou o mês das férias escolares, ele determinou a realização de um concurso para ocupar as crianças. A proposta era a seguinte: venceria o menino ou a menina que fizesse algo que chamasse mais a atenção dos adultos daquele lugar.

O prêmio para o candidato que fosse o mais votado seria uma volta de helicóptero na companhia do rei. As crianças festejaram a abertura do concurso e a maioria delas se inscreveu. Começaram, então, a pensar no que fariam para chamar a atenção dos adultos.

Um garoto, rápido e cheio de saúde, decidiu escalar uma montanha e descê-la, esquiando pela neve. Enquanto esperava o dia para apresentar-se, aproveitou para treinar muito. Na data combinada, saiu-se muito bem e foi aplaudido por todos, recebendo vários votos e elogios, por ter sido persistente no treino.

Outro rapaz que amava futebol, escolheu fazer cinco gols seguidos, da linha do pênalti. Também se exercitou bastante e conseguiu o que tinha planejado. Foi votado e aprovado por uma grande torcida.

Uma garota que estudava piano, decorou uma música clássica de Beethoven e deu show no palco de um teatro, sendo ovacionada pelos que a assistiram e também conquistou bastantes votos.

Outra menina, boa em leitura, contou uma longa e linda história, baseada em fatos reais, cujo personagem principal era um cãozinho que precisava ser adotado, que emocionou e garantiu votos igualmente.

Vivia ali um pequeno, “multialérgico”, que cansava mais rápido que os colegas nas brincadeiras, o qual não tinha certeza se deveria tentar concorrer. Mas os pais dele o inscreveram, para incentivá-lo a continuar firme, mesmo com as dificuldades que, às vezes, o deixavam triste.

Ele pensou, repensou, teve ideias diferenciadas, mas não conseguiu optar por nada. Então, continuou tentando melhorar a cada dia, usando palavras doces como o mel e sendo educado e gentil com todas as pessoas com as quais se encontrava. Explicou aos adultos que tudo o que fazia contava para o concurso. Eles o observaram durante o restante daquelas férias e, no último dia, votaram.

Então, o rei anunciou a contagem e soma dos votos, para se chegar ao resultado. A ansiedade estava no ar. Finalmente, o porta-voz real revelou quem tinha chamado mais a atenção dos votantes: o menino pequeno e multialérgico, que tinha tocado o coração de muitas pessoas com seu sorriso e todo o bom comportamento, ficando como um exemplo para ser copiado pelos mais jovens e pelos idosos, na busca por tornar-se um melhor ser humano, a cada novo dia.

E a sobrevoada de helicóptero ficou marcada na história da vida desse menino para sempre, como uma lembrança de um sonho bom…

Um olhar enluarado…

Há um tempo, tive o privilégio de ser um dos audientes de um concerto de piano, evento promovido pelo maridão, com o apoio da Comunidade Batista da Graça, em Caruaru, PE. Belo, do início ao fim, o espetáculo promoveu a fé, o encanto, o conhecimento, a criatividade e o bom humor. Naturalmente, a música executada acrescentou inéditas e reviveu antigas lembranças.

E, especificamente, Clair de Lune fez lembrar de uma experiência da época da mocidade, lá em Pirabeiraba – Joinville / SC, ao observar o céu, da janela do meu quarto, naquela ocasião…

Sabe-se que esse satélite tem inspirado poemas e composições ao longo da história, quiçá por iluminar as noites, as quais, sem ela, tornam-se sombrias. Diz-se, por exemplo, que “a Lua é dos namorados”… À medida em que ela viaja, sua posição varia em relação à Terra e ao Sol, surgindo, daí, as fases, as quais orientam um dos tipos de calendário existente.

Há, também, vários mitos que envolvem-na, como o volume dos cabelos ser favorecido durante a fase Cheia; o melhor desenvolvimento das hortaliças, conforme a fase lunar e a da semeadura; a fertilidade da mulher ser afetada durante o período de mudança das fases; etc, nada comprovado cientificamente, com exceção da influência da Lua sobre as marés.

Caso haja interesse no assunto, sugere-se a leitura dos artigos:

“Sob o domínio da Lua: os mitos deste satélite”, em http://super.abril.com.br/ciencia/sob-o-dominio-da-lua-os-mitos-deste-satelite

“A lua tem um lado escuro”, em http://super.abril.com.br/ciencia/a-lua-tem-um-lado-escuro.

Fazendo um paralelo cômico e simplório, pode-se dizer que a fase da Lua Cheia é aquele momento em que se se delicia com uma fatia de uma torta alemã; a fase da Lua Minguante é quando descobre-se que o creme de leite estava começando a azedar; a fase da Lua Nova é quando os sintomas da dor de barriga se apresentam em todas as formas; e a fase da Lua Crescente é quando se toma um chá de folha de goiaba e sabe-se que tudo ficará para trás.

E a recordação durante a performance foi a comparação da vivência do homem ou da mulher às fases lunares. Parece que só se aprende, amadurece, enfim, torna-se o que nasceu-se para ser, ao passar-se pela beleza e pela provação que cada temporada, que cada estação ou período de tempo apresenta ou impõe, obviamente, pela permissão do Criador, o qual, sendo um Pai bondoso, almeja o aperfeiçoamento dos seus.

Como a Lua, o ser humano não possui brilho próprio, a não ser quando se deixa iluminar pela Luz Divina, aceitando Cristo como Salvador e Senhor, no coração. Esse momento assemelha-se à fase da Lua Cheia, quando fica-se a transbordar de fé, amor e devoção. Torna-se como criança, despreocupada e feliz, segura do amor do pai, confiante e otimista, contagiando a todos. Quem sabe esteja-se tão “crente”, que se passe até a criticar quem tenha dúvidas, esquecendo-se da história inerente a cada ser e do lado oculto à cada fase.

A Minguante, que vem seguidamente, traz  a percepção de que, mesmo pelo fato de se ser cristão, o sofrimento não é excluído da existência, apresentando-se para bons e maus; mas acompanhada da resistência e busca pelo socorro do Alto, o qual vem na hora e com a resposta certa, provoca reações de gratidão através de cânticos, testemunhos, sorrisos e, quem sabe, um vislumbre de orgulho, pelo sentimento de merecimento e visibilidade, em contraste com o “aparente” comodismo dos que esperam há mais tempo por algo.

Decurso que passa e sucede-se a fase Nova, a qual, inicialmente, não é visível da Terra. Talvez seja uma perda, um choque de realidade vivenciado, ou uma decisão que faz sair da zona de conforto, com mudanças em andamento, mas que, por causa da incredulidade, rebeldia, cegueira e ingratidão, não se concretizem como se almejava. Simbolizada, quem sabe, por traição, solidão, revolta, vitimização, questionamento e teimosia, essa estação é capaz de enterrar sonhos, projetos, e dar um aspecto de fim ou de não finalidade da vida.

Finalmente, depois disso, há mais luz solar visível na superfície da Lua, quando ela passa para a fase Crescente. Há fé, esperança e petições por auxílio, com a ciência de que, sem Ele, nada pode-se, nada realiza-se, nada de bom se sente ou emana da alma. Tudo que é correto, justo, verdadeiro e belo irradia dEle, por Ele e para Ele, tornando-nos meros refletores, que, conforme o giro ao redor do eixo e da Terra, é demonstrado ou não para quem esteja na platéia do viver.

O que fica de ensinamento é que, independente da fase, a Lua é iluminada pelo Sol sempre, e o lado que não se vê recebe até mais luz do que o que se avista, pelo movimento de rotação frequente. Em outras palavras, quando se se deixa guiar pela visão imperfeita, não percebe-se que Deus nunca se afasta nem deixa de agir. Ele não dorme, e, “de fato, mil anos para Ele são como o dia de ontem que passou, como as horas da noite.” Salmos 90:4

Então, um olhar enluarado sobre a vida nada mais é do que ser resiliente, acreditando incessantemente que tudo passa; é ser otimista e recordar que a fonte de luz abrilhanta a Lua constantemente, mesmo quando imperceptível aos olhos terrenos; é crer que toda fase faz parte do plano de Deus, tornando-nos únicos na missão a qual temos que cumprir, assim como a Lua, que junto às estrelas, clareia e embeleza as noites, independente se Cheia, Minguante, Nova ou Crescente.

“Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu: […] tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar.” Eclesiastes 3:1,4

“O seu sol nunca se porá, e a sua lua nunca desaparecerá, porque o Senhor será a sua luz, para sempre e os seus dias de tristeza terão fim.” Isaías 60:20 #promessa #paraquemacredita

Renasce rainha, Renate Regina: mulher virtuosa!

E a Estrada Quiriri, em Pirabeiraba, Joinville, SC, testemunhou os primeiros passos de uma menina linda, nascida no dia vinte e três de outubro, à qual os pais Eduardo e Frieda Boldt chamaram de Renate Regina (significados no título). Sendo a caçula de cinco irmãos – Bernardo, Nelson, Conrado e Ingrid -, com certeza, poderia ser mimada, mas, pelo contrário, desde cedo, mostrou a que veio: seu sobrenome é trabalho.

Aos doze anos de idade já costurava peças de roupa, após ter feito o primário escolar, com destaque para as horas de estudo em cima das árvores, resultando em excelentes notas. Ajudando em toda a lida que a manutenção de um sítio produtivo pede, como plantio, colheita, alimentação dos animais etc, ela tinha somente um medo, inexplicável, o qual se refletia nas corridas noturnas ao redor de uma mesa, enrolada em um cobertor, em estado de sonambulismo.

Sua coragem e determinação ficaram ainda mais evidentes quando, sozinha, aprendeu a dirigir o carro da família – e dirige muito bem ainda no presente! Enfim, sempre cuidadosa com a aparência, quando jovem, conquistou vários olhares nas domingueiras do Rio da Prata, escolhendo, então, o Vigando Hardt para ser seu companheiro de vida e pai dos seus filhos – Valdiane e Valdirene (gêmeas), e Robinson.

Bem, aí é que se intensificou o corre-corre! Há pouco tempo indaguei sobre como ela dava conta do recado, sendo dona de casa, cozinhando todas as refeições, fazendo pão em casa, plantando hortaliças e flores variadas, criando as galinhas poedeiras ou os frangos consumidos pela família, cuidando dos filhos, produzindo tudo de todas as festas de aniversário dos cinco membros, e ainda indo aos cultos em sua igreja… A resposta foi: “Acho que eu nunca tinha tempo para sentar…”

Realmente, a dona Renate é uma guerreira, tendo contribuído muito para o orçamento doméstico, costurando para a família, para suas amigas e conhecidas, e economizando de várias formas criativas, como, por exemplo, sendo a cabeleireira dos homens da casa, fazendo nossos lençóis, fronhas, capas de coberta, estojos escolares (com pinturas decorativas), que, de tão bem acabados, nem pareciam não ser de loja. Outro exemplo eram os biscoitos caseiros, os quais ajudávamos a cortar e enformar enquanto ela rodava a manivela da máquina… Ah, e a água também entra na lista, sendo reaproveitada a da roupa lavada para limpar o chão da casa etc.

E o que dizer dos finais de semana? Seu famoso frango assado, recheado de farofa, a salada de batata com maionese caseira, e o churrasco em parceria com o marido, as sobremesas e cucas foram e são um convite para familiares e amigos. Impossível resistir a essa tradição! Outras tradições são o pão de queijo, a pizza cuja massa ela também prepara, a caranguejada, a torta salgada (sempre presente nas festas do Côro Louvor Celeste), sua versão da torta alemã etc

Enfim, um post é insuficiente para relatar tanta dedicação e amor… Depois dos filhos encaminhados, talvez ela parasse um pouco, mas nem assim… Mesmo quando dispõe de um tempo para sentar-se, está sempre fazendo algum dos seus lindos trabalhos artesanais, com os quais presenteia e enriquece quem os recebe. Desde panos de prato pintados e crochetados, a toalhas de rosto e banho bordadas ou com apliques, e quadros pincelados de flores, frutas e paisagens etc, ela vai registrando e compartilhando sua arte…

Então, o Pai das luzes, em quem ela nos ensinou a acreditar, desde bem pequenos, ao ler as histórias bíblicas dos livros em quadrinhos ou da Bíblia ilustrada e orar conosco, Ele mesmo designou-lhe um tempo de descanso… E o jeito dEle foi permitindo um câncer estomacal, diagnóstico recente, doença cujo nome paralisa e gera um sentimento de impotência… Saber que haverá uma cirurgia e, após a intervenção, a internação na UTI do hospital assusta, inicialmente…

Mas, graças ao bom Deus, a Senhora, mãezinha linda, continua sendo um exemplo, atualmente, de coragem e fé, enfrentando tudo com resignação e confiança no Eterno, cujos propósitos são maiores que os nossos, não é mesmo? E sua postura contagia, anima e faz crer que ainda continuaremos saboreando das suas delícias e eu, particularmente, aprenderei das suas habilidades artísticas tendo-na como professora, após esse breve período de renovação… Pois, com certeza, Deus está fazendo novas todas as coisas!

A Senhora, que foi nossa enfermeira por toda vida, fazendo aquele xarope saboroso à base de gengibre a cada gripe, zelando dos três quando operados das amígdalas, aplicando injeções, retirando pontos cirúrgicos, ajudando-me na dieta até que me curei da gastrite, na recuperação após a apendicite, nos resguardos das filhas, etc, deixe-se cuidar, viu? Acima de todos, Deus não dorme e está velando cada segundo do seu respirar, seguido da equipe médica que vem desempenhando seu papel com generosidade e profissionalismo, e nós, sua família, que a amamos e fazemos questão de estarmos juntos. Conte conosco!

“Muitas filhas têm procedido virtuosamente, mas tu és, de todas, a mais excelente! (Livro dos Provérbios, capítulo 31, versículo 29)

“A sua luz irromperá como a alvorada, e prontamente surgirá a sua cura…” (Livro do profeta Isaías, capítulo 58, versículo 8, parte a)

“Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, capítulo 15, versículo 57)

“Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” (Carta aos Hebreus, capítulo 11, versículo 1)

“Uma VAQUINHA pra mim, outra pra tu, uma pra mim, outra pra mim…”

VaquinhaVAQUINHA… Vaquinha? É, exatamente nisso que estou pensando há dias… Vaquinha, coleta, recolhimento de dinheiro para um propósito comum… E, quase automaticamente, lembrei do refrão emprestado como título para este post, da música do compositor, cantor e sanfoneiro Luiz Gonzaga. Obviamente, o contexto aqui difere do da canção.

Então, êi-lo: os companheiros petistas conseguiram arrecadar valores excedentes aos das multas dos condenados pelo mensalão, simplesmente, através da bendita vaquinha! Os coitados não tinham condições de arcar com a condenação pelos crimes de corrupção cometidos contra o povo brasileiro! Então, parte desse povo – pensando na possível volta dos injustiçados ao poder, pois o resto do povo não tem memória – resolveu se unir para diminuir tamanho sofrimento!

Nossa, quanto altruísmo, não é? E quem cantou com Luiz foram os donos do circo, deste grande circo que faz palhaçadas políticas e segue impune, enquanto a arquibancada tenta entender, acordar, reagir, mas não consegue, definitivamente…

Aí, surgiu uma ideia: vou fazer uma vaquinha em benefício da leitura e da educação. Como assim? Explico: quando se pensa em adquirir conhecimento para, posteriormente, dividi-lo, por exemplo, sendo escritor ou professor, acredito que a causa é válida…

Então, faz cerca de dez anos que não pude, por razões diversas, fazer curso algum. E, gostaria muito de voltar a estudar…! Mas, como moro longe da família, abri mão de continuar trabalhando para cuidar do Samukinha integralmente… Isso significa que ainda não tenho como investir nessa aquisição,  cujos custos totais seriam em torno de:

Para encerrar, esse post é irônico e a tentativa da vaquinha trata-se de uma brincadeira, com fundo de verdade, como se diz… 😉 Talvez, eu deva afiliar-me ao PT! O que me dizem?

Quando os justos florescem, o povo se alegra; quando os ímpios governam, o povo geme. Provérbios 29:2