Arquivo da categoria: Sobre aprender B-)

As senhas da escada

Era uma vez um menino bem sabido, que recebeu um convite maravilhoso: passar uma tarde inteira em uma sala fantástica, onde se realizaria tudo o que ele desejasse!

O papai e a mamãe dele o levaram até o endereço indicado. Ao chegarem, perceberam que havia uma escada que dava acesso à sala. A escada era colorida e em cada degrau havia uma letra pintada.

A recepcionista que lá estava explicou para o garoto que as letras eram as iniciais de palavras, as quais eram as senhas que davam acesso ao próximo degrau, até à porta da sala. A criança teria que falar uma palavra por degrau.

Ao pisar no primeiro, a letra era o “S”. O menino logo lembrou da palavra “SAÚDE”…

Assim que pisou no segundo, a letra era o “A”. Então, ele disse “AMOR”…

No terceiro degrau, a letra era o “M”. Não poderia esquecer da palavra “MAMÃE”…

No próximo, era o “U”. Pensou no suco favorito e falou “UVA”…

Ufa! Faltavam duas palavras! A letra seguinte era o “E”. Quase gritou a palavra do lugar onde amava estar: “ESCOLA”…

A última letra era o “L”. Feliz da vida, o menino sorriu ao responder com um objeto que fazia parte da sua vida, o “LIVRO”…

E quase ao mesmo tempo, a porta da sala foi aberta e ele pode entrar e se divertir muito o restante do tempo, como recompensa pelo conhecimento que tinha conquistado ao ser um estudante atento e esforçado.

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O passarinho persistente

Era uma vez um passarinho, que nasceu em um ninho muito bem construído por seus pais. Logo que sentiu fome, começou a piar e sua mamãe, prontamente, cuspiu papinha de frutas em seu biquinho.

Foi aprendendo que poderia se alimentar de insetos e minhocas também, e que teria que aprender a voar sozinho, um dia, quando também iria procurar pela própria comida.

O tempo passou muito rápido e, quando percebeu, estava em um galho mais baixo da árvore, pronto para a primeira tentativa de voo. A mamãe contou: “1,2,3 e já!” e o filhote abriu as asas e começou a batê-las.

Conseguiu se sustentar no ar, mas não focou em uma direção certa, e acabou batendo no tronco da árvore vizinha. Seu primeiro voo o deixou bem tristinho.

O papai o incentivou, dizendo que ainda era criança e que poderia errar quantas vezes precisasse, até saber voar bem direitinho. Ele ainda deu dicas de como planar e explicou como fazer curvas, inclinando o corpinho.

Mais confiante, o passarinho quis repetir. A mamãe e o papai torciam: “Vai passarinho, vai passarinho…!”

Ele abriu as asas, respirou fundo, olhou na direção de um galho, onde poderia pousar, e bateu as asas rapidamente e com toda força que tinha. Vupt! Caiu no chão, antes de alcançar o galho. Dessa vez, ficou irritado!

Os pais repetiram que precisava persistir, não desistir, que talvez bater as asas mais fortemente no impulso e prosseguir mais devagar ajudaria. Deram um abraço de família e o empurraram do galho.

Ufa! Ele se recuperou e bateu as asas rapidinho, depois devagarinho e… sentiu o vento, que parecia carregá-lo…O passarinho estava voando! Foi aplaudido por todos e ficou muito feliz e agradecido por todo apoio que recebeu, enquanto aprendia essa importante lição!

A minhoquinha persistente

Era uma vez uma minhoquinha, que vivia muito feliz com seus pais, embaixo da terra. Assim que nasceu, aprendeu que teria que cavar túneis, para conseguir respirar melhor e ficar cercada por terra mais fofinha.

A mamãe e o papai também explicaram que seria mais seguro sair debaixo da terra só quando anoitecesse, na procura de vegetais para se alimentar.

Quando chegou o dia de cavar seu primeiro túnel, ela correu, certa de que seria muito fácil. Mas, bateu de cara na terra e… nada! Levou um susto e ficou triste.

A mamãe, então, a incentivou, dizendo para não desistir, que ela era apenas uma criança, que poderia ter todas as chances necessárias até conseguir…

Animada, resolveu tentar novamente. Posicionou-se e correu, correu, correu e… bum! A batida fez com que fizesse uma careta e ficasse chateada e com raiva…

Então, o papai lhe deu uma dica preciosa, enquanto lhe falava que tinha que ser persistente, até achar um local mais úmido na terra, pois seria menos pesado para empurrar.

Meio em dúvida, mas com a dica na cabeça, resolveu ir novamente. E, qual não foi a sua alegria, quando, após a corrida, conseguiu cavar um túnel até a metade do seu corpinho!

Papai e mamãe aplaudiram muito e, a minhoquinha agradeceu a eles por toda a paciência enquanto lhe ensinavam que os erros também ajudam no processo de aprendizagem.

Chamar a atenção

Era uma vez um rei de um reino pequeno e feliz. Quando chegou o mês das férias escolares, ele determinou a realização de um concurso para ocupar as crianças. A proposta era a seguinte: venceria o menino ou a menina que fizesse algo que chamasse mais a atenção dos adultos daquele lugar.

O prêmio para o candidato que fosse o mais votado seria uma volta de helicóptero na companhia do rei. As crianças festejaram a abertura do concurso e a maioria delas se inscreveu. Começaram, então, a pensar no que fariam para chamar a atenção dos adultos.

Um garoto, rápido e cheio de saúde, decidiu escalar uma montanha e descê-la, esquiando pela neve. Enquanto esperava o dia para apresentar-se, aproveitou para treinar muito. Na data combinada, saiu-se muito bem e foi aplaudido por todos, recebendo vários votos e elogios, por ter sido persistente no treino.

Outro rapaz que amava futebol, escolheu fazer cinco gols seguidos, da linha do pênalti. Também se exercitou bastante e conseguiu o que tinha planejado. Foi votado e aprovado por uma grande torcida.

Uma garota que estudava piano, decorou uma música clássica de Beethoven e deu show no palco de um teatro, sendo ovacionada pelos que a assistiram e também conquistou bastantes votos.

Outra menina, boa em leitura, contou uma longa e linda história, baseada em fatos reais, cujo personagem principal era um cãozinho que precisava ser adotado, que emocionou e garantiu votos igualmente.

Vivia ali um pequeno, “multialérgico”, que cansava mais rápido que os colegas nas brincadeiras, o qual não tinha certeza se deveria tentar concorrer. Mas os pais dele o inscreveram, para incentivá-lo a continuar firme, mesmo com as dificuldades que, às vezes, o deixavam triste.

Ele pensou, repensou, teve ideias diferenciadas, mas não conseguiu optar por nada. Então, continuou tentando melhorar a cada dia, usando palavras doces como o mel e sendo educado e gentil com todas as pessoas com as quais se encontrava. Explicou aos adultos que tudo o que fazia contava para o concurso. Eles o observaram durante o restante daquelas férias e, no último dia, votaram.

Então, o rei anunciou a contagem e soma dos votos, para se chegar ao resultado. A ansiedade estava no ar. Finalmente, o porta-voz real revelou quem tinha chamado mais a atenção dos votantes: o menino pequeno e multialérgico, que tinha tocado o coração de muitas pessoas com seu sorriso e todo o bom comportamento, ficando como um exemplo para ser copiado pelos mais jovens e pelos idosos, na busca por tornar-se um melhor ser humano, a cada novo dia.

E a sobrevoada de helicóptero ficou marcada na história da vida desse menino para sempre, como uma lembrança de um sonho bom…

Um olhar enluarado…

Há um tempo, tive o privilégio de ser um dos audientes de um concerto de piano, evento promovido pelo maridão, com o apoio da Comunidade Batista da Graça, em Caruaru, PE. Belo, do início ao fim, o espetáculo promoveu a fé, o encanto, o conhecimento, a criatividade e o bom humor. Naturalmente, a música executada acrescentou inéditas e reviveu antigas lembranças.

E, especificamente, Clair de Lune fez lembrar de uma experiência da época da mocidade, lá em Pirabeiraba – Joinville / SC, ao observar o céu, da janela do meu quarto, naquela ocasião…

Sabe-se que esse satélite tem inspirado poemas e composições ao longo da história, quiçá por iluminar as noites, as quais, sem ela, tornam-se sombrias. Diz-se, por exemplo, que “a Lua é dos namorados”… À medida em que ela viaja, sua posição varia em relação à Terra e ao Sol, surgindo, daí, as fases, as quais orientam um dos tipos de calendário existente.

Há, também, vários mitos que envolvem-na, como o volume dos cabelos ser favorecido durante a fase Cheia; o melhor desenvolvimento das hortaliças, conforme a fase lunar e a da semeadura; a fertilidade da mulher ser afetada durante o período de mudança das fases; etc, nada comprovado cientificamente, com exceção da influência da Lua sobre as marés.

Caso haja interesse no assunto, sugere-se a leitura dos artigos:

“Sob o domínio da Lua: os mitos deste satélite”, em http://super.abril.com.br/ciencia/sob-o-dominio-da-lua-os-mitos-deste-satelite

“A lua tem um lado escuro”, em http://super.abril.com.br/ciencia/a-lua-tem-um-lado-escuro.

Fazendo um paralelo cômico e simplório, pode-se dizer que a fase da Lua Cheia é aquele momento em que se se delicia com uma fatia de uma torta alemã; a fase da Lua Minguante é quando descobre-se que o creme de leite estava começando a azedar; a fase da Lua Nova é quando os sintomas da dor de barriga se apresentam em todas as formas; e a fase da Lua Crescente é quando se toma um chá de folha de goiaba e sabe-se que tudo ficará para trás.

E a recordação durante a performance foi a comparação da vivência do homem ou da mulher às fases lunares. Parece que só se aprende, amadurece, enfim, torna-se o que nasceu-se para ser, ao passar-se pela beleza e pela provação que cada temporada, que cada estação ou período de tempo apresenta ou impõe, obviamente, pela permissão do Criador, o qual, sendo um Pai bondoso, almeja o aperfeiçoamento dos seus.

Como a Lua, o ser humano não possui brilho próprio, a não ser quando se deixa iluminar pela Luz Divina, aceitando Cristo como Salvador e Senhor, no coração. Esse momento assemelha-se à fase da Lua Cheia, quando fica-se a transbordar de fé, amor e devoção. Torna-se como criança, despreocupada e feliz, segura do amor do pai, confiante e otimista, contagiando a todos. Quem sabe esteja-se tão “crente”, que se passe até a criticar quem tenha dúvidas, esquecendo-se da história inerente a cada ser e do lado oculto à cada fase.

A Minguante, que vem seguidamente, traz  a percepção de que, mesmo pelo fato de se ser cristão, o sofrimento não é excluído da existência, apresentando-se para bons e maus; mas acompanhada da resistência e busca pelo socorro do Alto, o qual vem na hora e com a resposta certa, provoca reações de gratidão através de cânticos, testemunhos, sorrisos e, quem sabe, um vislumbre de orgulho, pelo sentimento de merecimento e visibilidade, em contraste com o “aparente” comodismo dos que esperam há mais tempo por algo.

Decurso que passa e sucede-se a fase Nova, a qual, inicialmente, não é visível da Terra. Talvez seja uma perda, um choque de realidade vivenciado, ou uma decisão que faz sair da zona de conforto, com mudanças em andamento, mas que, por causa da incredulidade, rebeldia, cegueira e ingratidão, não se concretizem como se almejava. Simbolizada, quem sabe, por traição, solidão, revolta, vitimização, questionamento e teimosia, essa estação é capaz de enterrar sonhos, projetos, e dar um aspecto de fim ou de não finalidade da vida.

Finalmente, depois disso, há mais luz solar visível na superfície da Lua, quando ela passa para a fase Crescente. Há fé, esperança e petições por auxílio, com a ciência de que, sem Ele, nada pode-se, nada realiza-se, nada de bom se sente ou emana da alma. Tudo que é correto, justo, verdadeiro e belo irradia dEle, por Ele e para Ele, tornando-nos meros refletores, que, conforme o giro ao redor do eixo e da Terra, é demonstrado ou não para quem esteja na platéia do viver.

O que fica de ensinamento é que, independente da fase, a Lua é iluminada pelo Sol sempre, e o lado que não se vê recebe até mais luz do que o que se avista, pelo movimento de rotação frequente. Em outras palavras, quando se se deixa guiar pela visão imperfeita, não percebe-se que Deus nunca se afasta nem deixa de agir. Ele não dorme, e, “de fato, mil anos para Ele são como o dia de ontem que passou, como as horas da noite.” Salmos 90:4

Então, um olhar enluarado sobre a vida nada mais é do que ser resiliente, acreditando incessantemente que tudo passa; é ser otimista e recordar que a fonte de luz abrilhanta a Lua constantemente, mesmo quando imperceptível aos olhos terrenos; é crer que toda fase faz parte do plano de Deus, tornando-nos únicos na missão a qual temos que cumprir, assim como a Lua, que junto às estrelas, clareia e embeleza as noites, independente se Cheia, Minguante, Nova ou Crescente.

“Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu: […] tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar.” Eclesiastes 3:1,4

“O seu sol nunca se porá, e a sua lua nunca desaparecerá, porque o Senhor será a sua luz, para sempre e os seus dias de tristeza terão fim.” Isaías 60:20 #promessa #paraquemacredita

Renasce rainha, Renate Regina: mulher virtuosa!

E a Estrada Quiriri, em Pirabeiraba, Joinville, SC, testemunhou os primeiros passos de uma menina linda, nascida no dia vinte e três de outubro, à qual os pais Eduardo e Frieda Boldt chamaram de Renate Regina (significados no título). Sendo a caçula de cinco irmãos – Bernardo, Nelson, Conrado e Ingrid -, com certeza, poderia ser mimada, mas, pelo contrário, desde cedo, mostrou a que veio: seu sobrenome é trabalho.

Aos doze anos de idade já costurava peças de roupa, após ter feito o primário escolar, com destaque para as horas de estudo em cima das árvores, resultando em excelentes notas. Ajudando em toda a lida que a manutenção de um sítio produtivo pede, como plantio, colheita, alimentação dos animais etc, ela tinha somente um medo, inexplicável, o qual se refletia nas corridas noturnas ao redor de uma mesa, enrolada em um cobertor, em estado de sonambulismo.

Sua coragem e determinação ficaram ainda mais evidentes quando, sozinha, aprendeu a dirigir o carro da família – e dirige muito bem ainda no presente! Enfim, sempre cuidadosa com a aparência, quando jovem, conquistou vários olhares nas domingueiras do Rio da Prata, escolhendo, então, o Vigando Hardt para ser seu companheiro de vida e pai dos seus filhos – Valdiane e Valdirene (gêmeas), e Robinson.

Bem, aí é que se intensificou o corre-corre! Há pouco tempo indaguei sobre como ela dava conta do recado, sendo dona de casa, cozinhando todas as refeições, fazendo pão em casa, plantando hortaliças e flores variadas, criando as galinhas poedeiras ou os frangos consumidos pela família, cuidando dos filhos, produzindo tudo de todas as festas de aniversário dos cinco membros, e ainda indo aos cultos em sua igreja… A resposta foi: “Acho que eu nunca tinha tempo para sentar…”

Realmente, a dona Renate é uma guerreira, tendo contribuído muito para o orçamento doméstico, costurando para a família, para suas amigas e conhecidas, e economizando de várias formas criativas, como, por exemplo, sendo a cabeleireira dos homens da casa, fazendo nossos lençóis, fronhas, capas de coberta, estojos escolares (com pinturas decorativas), que, de tão bem acabados, nem pareciam não ser de loja. Outro exemplo eram os biscoitos caseiros, os quais ajudávamos a cortar e enformar enquanto ela rodava a manivela da máquina… Ah, e a água também entra na lista, sendo reaproveitada a da roupa lavada para limpar o chão da casa etc.

E o que dizer dos finais de semana? Seu famoso frango assado, recheado de farofa, a salada de batata com maionese caseira, e o churrasco em parceria com o marido, as sobremesas e cucas foram e são um convite para familiares e amigos. Impossível resistir a essa tradição! Outras tradições são o pão de queijo, a pizza cuja massa ela também prepara, a caranguejada, a torta salgada (sempre presente nas festas do Côro Louvor Celeste), sua versão da torta alemã etc

Enfim, um post é insuficiente para relatar tanta dedicação e amor… Depois dos filhos encaminhados, talvez ela parasse um pouco, mas nem assim… Mesmo quando dispõe de um tempo para sentar-se, está sempre fazendo algum dos seus lindos trabalhos artesanais, com os quais presenteia e enriquece quem os recebe. Desde panos de prato pintados e crochetados, a toalhas de rosto e banho bordadas ou com apliques, e quadros pincelados de flores, frutas e paisagens etc, ela vai registrando e compartilhando sua arte…

Então, o Pai das luzes, em quem ela nos ensinou a acreditar, desde bem pequenos, ao ler as histórias bíblicas dos livros em quadrinhos ou da Bíblia ilustrada e orar conosco, Ele mesmo designou-lhe um tempo de descanso… E o jeito dEle foi permitindo um câncer estomacal, diagnóstico recente, doença cujo nome paralisa e gera um sentimento de impotência… Saber que haverá uma cirurgia e, após a intervenção, a internação na UTI do hospital assusta, inicialmente…

Mas, graças ao bom Deus, a Senhora, mãezinha linda, continua sendo um exemplo, atualmente, de coragem e fé, enfrentando tudo com resignação e confiança no Eterno, cujos propósitos são maiores que os nossos, não é mesmo? E sua postura contagia, anima e faz crer que ainda continuaremos saboreando das suas delícias e eu, particularmente, aprenderei das suas habilidades artísticas tendo-na como professora, após esse breve período de renovação… Pois, com certeza, Deus está fazendo novas todas as coisas!

A Senhora, que foi nossa enfermeira por toda vida, fazendo aquele xarope saboroso à base de gengibre a cada gripe, zelando dos três quando operados das amígdalas, aplicando injeções, retirando pontos cirúrgicos, ajudando-me na dieta até que me curei da gastrite, na recuperação após a apendicite, nos resguardos das filhas, etc, deixe-se cuidar, viu? Acima de todos, Deus não dorme e está velando cada segundo do seu respirar, seguido da equipe médica que vem desempenhando seu papel com generosidade e profissionalismo, e nós, sua família, que a amamos e fazemos questão de estarmos juntos. Conte conosco!

“Muitas filhas têm procedido virtuosamente, mas tu és, de todas, a mais excelente! (Livro dos Provérbios, capítulo 31, versículo 29)

“A sua luz irromperá como a alvorada, e prontamente surgirá a sua cura…” (Livro do profeta Isaías, capítulo 58, versículo 8, parte a)

“Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, capítulo 15, versículo 57)

“Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” (Carta aos Hebreus, capítulo 11, versículo 1)

“Uma VAQUINHA pra mim, outra pra tu, uma pra mim, outra pra mim…”

VaquinhaVAQUINHA… Vaquinha? É, exatamente nisso que estou pensando há dias… Vaquinha, coleta, recolhimento de dinheiro para um propósito comum… E, quase automaticamente, lembrei do refrão emprestado como título para este post, da música do compositor, cantor e sanfoneiro Luiz Gonzaga. Obviamente, o contexto aqui difere do da canção.

Então, êi-lo: os companheiros petistas conseguiram arrecadar valores excedentes aos das multas dos condenados pelo mensalão, simplesmente, através da bendita vaquinha! Os coitados não tinham condições de arcar com a condenação pelos crimes de corrupção cometidos contra o povo brasileiro! Então, parte desse povo – pensando na possível volta dos injustiçados ao poder, pois o resto do povo não tem memória – resolveu se unir para diminuir tamanho sofrimento!

Nossa, quanto altruísmo, não é? E quem cantou com Luiz foram os donos do circo, deste grande circo que faz palhaçadas políticas e segue impune, enquanto a arquibancada tenta entender, acordar, reagir, mas não consegue, definitivamente…

Aí, surgiu uma ideia: vou fazer uma vaquinha em benefício da leitura e da educação. Como assim? Explico: quando se pensa em adquirir conhecimento para, posteriormente, dividi-lo, por exemplo, sendo escritor ou professor, acredito que a causa é válida…

Então, faz cerca de dez anos que não pude, por razões diversas, fazer curso algum. E, gostaria muito de voltar a estudar…! Mas, como moro longe da família, abri mão de continuar trabalhando para cuidar do Samukinha integralmente… Isso significa que ainda não tenho como investir nessa aquisição,  cujos custos totais seriam em torno de:

Para encerrar, esse post é irônico e a tentativa da vaquinha trata-se de uma brincadeira, com fundo de verdade, como se diz… 😉 Talvez, eu deva afiliar-me ao PT! O que me dizem?

Quando os justos florescem, o povo se alegra; quando os ímpios governam, o povo geme. Provérbios 29:2

UNO x VIDA

Só quem já jogou UNO sabe como é divertido fazê-lo, mesmo exigindo-se memorização e muita concentração, devido à variação das regras praticamente a cada cartada! Como em qualquer jogo, a sensação da vitória é o máximo!! Garanto que é mais fácil do que o xadrez, porque apenas administram-se as jogadas, enquanto o tabuleiro pede a criação delas.

Para quem quiser aprender, vale a pena clicar no link: Como jogar uno, e garantir muitas risadas…

Pensando nesta opção de lazer, imaginei a vida retratada nela. Comparando-se, inicialmente, não é possível jogar UNO sozinho e só também não se sobrevive…! É como Guga sempre me diz: “Não sei como tu viveste sem mim!!!” #modestohein! E eu respondo, dando “a maior corda”: “É mesmo, não sei como…!” 😛 Brincadeira à parte, acredito nessa necessidade do(s) outro(s) como humanos que somos.  Então, ♪ ♫ ♬ “eu preciso de ti, querido irmão” ♩ ♫ ♬… E o sentimento da utilidade recíproca é tão bom!!!

Continuando, cada jogador recebe o mesmo número de cartas e, quando nascemos,  todos recebemos a vida, a vontade e o livre arbítrio do Senhor Criador, independentemente da classe social, significando que há oportunidades para qualquer um que queira. Marginalizados são produtos que a própria humanidade elaborou, daí, infelizmente as desigualdades sociais existentes. 😦 Afinal, todos são/foram bebezinhos ingênuos e indefesos… Por isso é correto adotar a postura ensinada pelo Mestre dos mestres: “Não julgueis…” (Evangelho segundo Mateus, capítulo 7, versículo 1a).

Tirando-se as cartas numeradas – de zero a nove – ficam as especiais com variados efeitos. Se o participante anterior nos presentear com a carta +2, pode representar aquelas duas últimas semanas do mês, passadas a cuscuz e ovos, com apetite por biscoitos para os quais não se tem um centavo… Um dia, então, Deus envia os favoritos – PASSATEMPO, da marca Nestlé -, ao local onde se trabalha, através do garoto enjoado do lanche repetitivo… 😛

Caso sejamos “brindados” com a carta inversão, o jeito é esperar uma rodada, identificando-se aí o não passar no vestibular na primeira tentativa e frustrar-se por isso, mas, no ano seguinte, ser o primeiro colocado geral da Instituição escolhida! Realizando-se a possibilidade da carta bloqueio, consegue-se vislumbrar aquele currículo enviado para uma vaga da área editorial, cuja resposta esperançosa é um teste, com prazo para efetuação, no qual não se é aprovado(a)… 😦

Já a “poderosa” carta +4, nunca bem-vinda, simbolizaria a expectativa por continuar os estudos, por trabalhar na área da formação, por adoecer sem conseguir um diagnóstico e por morar longe da família, até que surja uma gravidez que ajude na identificação da causa da falta de saúde e um(a) filho(a) que, sem dúvida, é incomparavelmente superior a qualquer projeto e que ameniza a falta dos parentes…  ♥

O curinga chega entre sorrisos, como quando os momentos difíceis passam, quando os sonhos se realizam, quando Deus nos surpreende com Sua Vontade infinitamente mais sábia, realizadora e excelente do que a nossa…! E, para quem não vencer o jogo na primeira vez, não deve desistir e nem desanimar, pois ele é imprevisível, assim como acordar para um novo dia, cheio de ocasiões favoráveis e promessas!!! Ademais, jogar somente pelo lazer proporcionado também é válido e benéfico, assim como viver um hoje de tentativas para somente amanhã ou depois ter êxito! Então, vamos jogar/viver pacientemente?

Rotina: bem ou mal necessário?

Nunca fui amante da rotina, tanto que não consigo encontrar motivação para um trabalho repetitivo como o de um escritório, por exemplo. Essa característica faz com que encontre prazer em desafios e novidades, daí a paixão por ensinar, acredito. E nestes últimos dias um questionamento tem me perseguido: será a rotina um bem ou um mal necessário? A vida, por si só, é surpreendente e imprevisível. Os maiores valores não são os que podemos guardar e organizar em um baú ou prateleiras, e, sim, vivenciá-los, sabendo-os abstratos. Então, como enformá-los em algo meramente repetitivo e habitual, sem as mudanças provocadas pelo sentir, pelo ser?

Tentamos pragmatizar tudo, para facilitar e tornar mais organizada a sequência dos dias, a fim de parecermos estar no comando e de sermos os senhores da existência. Mas, basta um item cair da prateleira para sermos obrigados a parar e, quem sabe, mudar sua disposição ou até nos desfazermos dele. O inesperado sempre nos afeta, por mais que teatralizemos nossas reações. Diante disso, qual a conveniência de se estabelecer uma rotina, um planejamento, enfim, um adesivo identificando o conteúdo do pacote no baú? Qual a vantagem de se tentar colocar tudo em ordem? Há realmente alguém que consiga ser metódico e sistemático a vida inteira? Quem o é, instintivamente amará a rotina, ou vice-versa?

Além da própria vida, as diferenças na totalidade universal, também, vêm ditar o que será ou não alcançado, mensurado, efetivado… Quase nada e literalmente ninguém é igual, excetuando-se os bens industrializados, por exemplo, produzidos em grande escala e por máquinas. E, como se diz, graças a Deus pela diversidade! Imagine-se a monotonia em comportamentos idênticos e resultados sempre semelhantes… Diante da constatação de que a vida, com seus imprevistos, e as diferenças existentes incentivam a uma vivência nada rotineira, hão de se excluir os hábitos feitos sempre do mesmo modo, não é? 😀 Dá pra se imaginar todo o mundo quebrando seus relógios? 😉 Ambas as respostas são um sonoro NÃO!

Feliz ou infelizmente, a rotina é inerente à vida. Em conversa com o maridão, ele citou belos exemplos, como o dia e a noite, os seis dias da criação do mundo etc, sugerindo que, cada um deva entremear o seu dia a dia com coisas ou acontecimentos não costumeiros para evitar um regime de quartel, que acabe desmotivando o cumprimento das regras inatas à rotina. Sim, porque qualquer rotina só existe por causa de normas preestabelecidas pelos outros ou por nós mesmos. Um padrão é o dos horários das refeições, o qual, se não seguido, conforme nutricionistas, impede a perfeita absorção dos nutrientes. Então, cabe a busca do equilíbrio entre o que deve ser de praxe e lances criativos. Para quem não gosta da rotina, assim como eu, quem sabe, colocar a mesa da cozinha na varanda para o jantar, já faça toda a diferença! E, mais que tudo, pedir sabedoria do alto, para administrar os intervalos entre as práticas repetitivas das vinte e quatro horas que o Papai do Céu nos concede e permite… Ele sabe, melhor que ninguém, o que nos faz sorrir, não é, Samuka?

Samuel

 

Testemunhando – parte 1

“Assim diz o Senhor, aquele que o fez, que o formou no ventre, e que o ajudará: Não tenha medo, ó meu servo, a quem escolhi. Pois derramarei água na terra sedenta, e torrentes na terra seca; derramarei meu Espírito sobre sua prole, e minha bênção sobre seus descendentes. Não tremam, nem tenham medo. Não anunciei isto e não o predisse muito tempo atrás? Vocês são minhas testemunhas. Há outro Deus além de mim? Não, não existe nenhuma outra Rocha; não conheço nenhuma.

(Livro do profeta Isaías, capítulo 44, versículos 2, 3, 8)

Diante da divina e suprema grandeza do Deus do Universo, só posso me curvar em reverência e adoração… Diante do controle absoluto, justo e verdadeiro que Ele tem, só posso ser grata e mais dependente ainda… Diante do poder que opera milagres todos os dias, só posso testemunhar…

Como gestante de primeira viagem, tenho sentido todas as surpresas do milagre da vida que acontece em minhas entranhas… Como futura mamãe, descanso no cuidado e direção divinos, com as melhores expectativas possíveis, pois Ele é fiel… Como filha dEle, vou testemunhar a cada oportunidade ou sempre que quiserem ouvir / ler…

Não poderia jamais ser ingrata e deixar de registrar, aqui, tudo o que tem acontecido comigo / conosco durante este período tão especial de espera pela chegada do Samuel. Tudo confirma mais e mais o quanto Deus é bom! Tudo testemunha Sua misericórdia e graça para com o ser humano, imerecedor de qualquer mercê…

Como qualquer ser racional, eu planejava viver a gravidez de forma organizada e segundo o que se considera indispensável até se completar os sete meses. Explicando, eu almejava ter tudo o que Samuel precisará quando chegar ao mundo no seu devido lugar, para, então, apenas “curtir” os últimos dois meses… Enfim, resumindo, eu queria poder gerir e deixar cada detalhe pronto!

Mas, o Papai do Céu queria ensinar-me mais umas lições… E aí, a rapidez da concepção e a descoberta da existência de uma nova vida em mim, pegaram-me de surpresa! Estava vivendo um momento inicial da realização de um projeto individual, do qual tive que abrir mão, por causa de alguns dos primeiros sintomas… Com isso, aprendi que o tempo certo e o controle são do Senhor. Se for da Sua Vontade, terei sucesso nesse projeto e pronto!

Além disso, havia rejeitado oportunidades ótimas de emprego, pelas razões descritas em médicos e MÉDICOS, motivo para perguntar-me se teríamos condições de adquirir tudo o que Samuel precisaria a partir dos dividendos do papai Guga, como músico profissional… Só quem vive da Arte em nosso país, vai entender-me perfeitamente… Na verdade, essa foi a minha primeira “pré-ocupação” deste período. Então… começou a acontecer…

Inicialmente, a querida amiga, irmã e prima Silvinha indagou-me se já tínhamos o berço do bebê e se nos importávamos de receber um anteriormente usado pela filhinha Eyshila. Depois, a amiga, irmã e vizinha da época do Seminário, a Viviane, ofereceu-me o carrinho que fora usado pelo seu filhinho David – aliás, a criança mais inteligente que conheço!!! Dias após, na “despedida” informal do Pastor João Marcos e sua esposa Marluce, lá no Restaurante do irmão Nino, ganhamos a banheira, com suporte e trocador, a qual fora de Sofia, a caçula deles… Por último, a irmã, amiga e conterrânea Mirian, doou o “antigo” guarda-roupa da filhinha Manu…

E, tudo está como novo e é lindo de morrer!!! Deus é tão bom que, sem gastarmos um tostão, permitiu-nos termos o quarto do Samuka todo mobiliado e com tudo combinando perfeitamente!!! Como não dizer que o sobrenatural nos rodeia todos os dias? Até por meio de sonhos fomos ajudados! Um amigo e irmão, o Wildes, acordou sabendo que precisava ajudar alguém, e ao compartilhar com um amigo, este respondeu que entendia ser Guga o alvo da ação… Outra amiga e aluna do professor de violão Guga, a Gilmara, nos presenteou com as bolsas do bebê e também emprestará a cadeira de amamentação, a qual continuará sendo repassada para outras mamães que precisarem dela…

“Falando” em amamentação, um desejo era ter a almofada específica, mas ela havia ficado fora do nosso orçamento, diante de tantas outras prioridades no preparo do enxoval do filhão… Logo, chega-me às mãos, a bendita, costurada pela valorosa e caprichosa irmã, amiga e mãe dos gêmeos Alana e Natan, a Iraildes. Uma particularidade: com o cuidado de estampar uma clave musical, para combinar com o kit berço, presentão esse que veio diretamente de SC, perfeitamente preparado pela amiga Taciana… A Oma Renate, juntamente com amigas do Grupo de Artesanato da Igreja que elas frequentam, enviaram fraldas, lençóis, toalha com capuz e outras roupinhas. E os milagres não pararam…

Dos primos, amigos e irmãos Késia e Tércio, juntamente com o pessoal do grupo Christus, para quem o papai Guga fez arranjos musicais, vieram vários itens, tais como: pagão, mijão, mamadeiras, escova de cabelo, sapatos, bonés, macacões, meias, luvas etc…  A prima e amicíssima Cris, também em fase gestacional da primogênita Melissa, veio do RJ, especificamente para entregar-me alguns mimos, como um boné personalizado, bordado por ela mesma e um lindo tênis para o Sam, além de ter trazido bodies, mantas e outras peças, generosamente doadas pela prima tão querida, a Maricéia, as quais foram do pequeno Kauã…

Dos amigos e irmãos da Comunidade Batista da Graça, a mais linda festa surpresa para o chá de fraldas (fotos abaixo), que rendeu um total de quase mil e quinhentas unidades, além das diversas roupinhas, um tênis e fraldas de tecido, das amigas e irmãs Ana e Adlai!!! Não poderia deixar de citar, ainda, a Neuma, que teve o cuidado de dar ao Samuka as primeiras toalha fralda, meias e camisetinha… E, para incentivá-lo a seguir os passos do pai, o violão Takamine recebido do “sogrão” Alex… 😀

Alguém ainda pode descrer do agir divino diante de tudo isso? Deus é bom sempre e sua fidelidade constante! E agradeço a você, que disponibilizou seu tempo para ler esse post, pedindo-lhe que aguarde a continuação em Testemunhando – parte 2…

Chá de fraldas do Samuel