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Um olhar enluarado…

Há um tempo, tive o privilégio de ser um dos audientes de um concerto de piano, evento promovido pelo maridão, com o apoio da Comunidade Batista da Graça, em Caruaru, PE. Belo, do início ao fim, o espetáculo promoveu a fé, o encanto, o conhecimento, a criatividade e o bom humor. Naturalmente, a música executada acrescentou inéditas e reviveu antigas lembranças.

E, especificamente, Clair de Lune fez lembrar de uma experiência da época da mocidade, lá em Pirabeiraba – Joinville / SC, ao observar o céu, da janela do meu quarto, naquela ocasião…

Sabe-se que esse satélite tem inspirado poemas e composições ao longo da história, quiçá por iluminar as noites, as quais, sem ela, tornam-se sombrias. Diz-se, por exemplo, que “a Lua é dos namorados”… À medida em que ela viaja, sua posição varia em relação à Terra e ao Sol, surgindo, daí, as fases, as quais orientam um dos tipos de calendário existente.

Há, também, vários mitos que envolvem-na, como o volume dos cabelos ser favorecido durante a fase Cheia; o melhor desenvolvimento das hortaliças, conforme a fase lunar e a da semeadura; a fertilidade da mulher ser afetada durante o período de mudança das fases; etc, nada comprovado cientificamente, com exceção da influência da Lua sobre as marés.

Caso haja interesse no assunto, sugere-se a leitura dos artigos:

“Sob o domínio da Lua: os mitos deste satélite”, em http://super.abril.com.br/ciencia/sob-o-dominio-da-lua-os-mitos-deste-satelite

“A lua tem um lado escuro”, em http://super.abril.com.br/ciencia/a-lua-tem-um-lado-escuro.

Fazendo um paralelo cômico e simplório, pode-se dizer que a fase da Lua Cheia é aquele momento em que se se delicia com uma fatia de uma torta alemã; a fase da Lua Minguante é quando descobre-se que o creme de leite estava começando a azedar; a fase da Lua Nova é quando os sintomas da dor de barriga se apresentam em todas as formas; e a fase da Lua Crescente é quando se toma um chá de folha de goiaba e sabe-se que tudo ficará para trás.

E a recordação durante a performance foi a comparação da vivência do homem ou da mulher às fases lunares. Parece que só se aprende, amadurece, enfim, torna-se o que nasceu-se para ser, ao passar-se pela beleza e pela provação que cada temporada, que cada estação ou período de tempo apresenta ou impõe, obviamente, pela permissão do Criador, o qual, sendo um Pai bondoso, almeja o aperfeiçoamento dos seus.

Como a Lua, o ser humano não possui brilho próprio, a não ser quando se deixa iluminar pela Luz Divina, aceitando Cristo como Salvador e Senhor, no coração. Esse momento assemelha-se à fase da Lua Cheia, quando fica-se a transbordar de fé, amor e devoção. Torna-se como criança, despreocupada e feliz, segura do amor do pai, confiante e otimista, contagiando a todos. Quem sabe esteja-se tão “crente”, que se passe até a criticar quem tenha dúvidas, esquecendo-se da história inerente a cada ser e do lado oculto à cada fase.

A Minguante, que vem seguidamente, traz  a percepção de que, mesmo pelo fato de se ser cristão, o sofrimento não é excluído da existência, apresentando-se para bons e maus; mas acompanhada da resistência e busca pelo socorro do Alto, o qual vem na hora e com a resposta certa, provoca reações de gratidão através de cânticos, testemunhos, sorrisos e, quem sabe, um vislumbre de orgulho, pelo sentimento de merecimento e visibilidade, em contraste com o “aparente” comodismo dos que esperam há mais tempo por algo.

Decurso que passa e sucede-se a fase Nova, a qual, inicialmente, não é visível da Terra. Talvez seja uma perda, um choque de realidade vivenciado, ou uma decisão que faz sair da zona de conforto, com mudanças em andamento, mas que, por causa da incredulidade, rebeldia, cegueira e ingratidão, não se concretizem como se almejava. Simbolizada, quem sabe, por traição, solidão, revolta, vitimização, questionamento e teimosia, essa estação é capaz de enterrar sonhos, projetos, e dar um aspecto de fim ou de não finalidade da vida.

Finalmente, depois disso, há mais luz solar visível na superfície da Lua, quando ela passa para a fase Crescente. Há fé, esperança e petições por auxílio, com a ciência de que, sem Ele, nada pode-se, nada realiza-se, nada de bom se sente ou emana da alma. Tudo que é correto, justo, verdadeiro e belo irradia dEle, por Ele e para Ele, tornando-nos meros refletores, que, conforme o giro ao redor do eixo e da Terra, é demonstrado ou não para quem esteja na platéia do viver.

O que fica de ensinamento é que, independente da fase, a Lua é iluminada pelo Sol sempre, e o lado que não se vê recebe até mais luz do que o que se avista, pelo movimento de rotação frequente. Em outras palavras, quando se se deixa guiar pela visão imperfeita, não percebe-se que Deus nunca se afasta nem deixa de agir. Ele não dorme, e, “de fato, mil anos para Ele são como o dia de ontem que passou, como as horas da noite.” Salmos 90:4

Então, um olhar enluarado sobre a vida nada mais é do que ser resiliente, acreditando incessantemente que tudo passa; é ser otimista e recordar que a fonte de luz abrilhanta a Lua constantemente, mesmo quando imperceptível aos olhos terrenos; é crer que toda fase faz parte do plano de Deus, tornando-nos únicos na missão a qual temos que cumprir, assim como a Lua, que junto às estrelas, clareia e embeleza as noites, independente se Cheia, Minguante, Nova ou Crescente.

“Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu: […] tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar.” Eclesiastes 3:1,4

“O seu sol nunca se porá, e a sua lua nunca desaparecerá, porque o Senhor será a sua luz, para sempre e os seus dias de tristeza terão fim.” Isaías 60:20 #promessa #paraquemacredita

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Renasce rainha, Renate Regina: mulher virtuosa!

E a Estrada Quiriri, em Pirabeiraba, Joinville, SC, testemunhou os primeiros passos de uma menina linda, nascida no dia vinte e três de outubro, à qual os pais Eduardo e Frieda Boldt chamaram de Renate Regina (significados no título). Sendo a caçula de cinco irmãos – Bernardo, Nelson, Conrado e Ingrid -, com certeza, poderia ser mimada, mas, pelo contrário, desde cedo, mostrou a que veio: seu sobrenome é trabalho.

Aos doze anos de idade já costurava peças de roupa, após ter feito o primário escolar, com destaque para as horas de estudo em cima das árvores, resultando em excelentes notas. Ajudando em toda a lida que a manutenção de um sítio produtivo pede, como plantio, colheita, alimentação dos animais etc, ela tinha somente um medo, inexplicável, o qual se refletia nas corridas noturnas ao redor de uma mesa, enrolada em um cobertor, em estado de sonambulismo.

Sua coragem e determinação ficaram ainda mais evidentes quando, sozinha, aprendeu a dirigir o carro da família – e dirige muito bem ainda no presente! Enfim, sempre cuidadosa com a aparência, quando jovem, conquistou vários olhares nas domingueiras do Rio da Prata, escolhendo, então, o Vigando Hardt para ser seu companheiro de vida e pai dos seus filhos – Valdiane e Valdirene (gêmeas), e Robinson.

Bem, aí é que se intensificou o corre-corre! Há pouco tempo indaguei sobre como ela dava conta do recado, sendo dona de casa, cozinhando todas as refeições, fazendo pão em casa, plantando hortaliças e flores variadas, criando as galinhas poedeiras ou os frangos consumidos pela família, cuidando dos filhos, produzindo tudo de todas as festas de aniversário dos cinco membros, e ainda indo aos cultos em sua igreja… A resposta foi: “Acho que eu nunca tinha tempo para sentar…”

Realmente, a dona Renate é uma guerreira, tendo contribuído muito para o orçamento doméstico, costurando para a família, para suas amigas e conhecidas, e economizando de várias formas criativas, como, por exemplo, sendo a cabeleireira dos homens da casa, fazendo nossos lençóis, fronhas, capas de coberta, estojos escolares (com pinturas decorativas), que, de tão bem acabados, nem pareciam não ser de loja. Outro exemplo eram os biscoitos caseiros, os quais ajudávamos a cortar e enformar enquanto ela rodava a manivela da máquina… Ah, e a água também entra na lista, sendo reaproveitada a da roupa lavada para limpar o chão da casa etc.

E o que dizer dos finais de semana? Seu famoso frango assado, recheado de farofa, a salada de batata com maionese caseira, e o churrasco em parceria com o marido, as sobremesas e cucas foram e são um convite para familiares e amigos. Impossível resistir a essa tradição! Outras tradições são o pão de queijo, a pizza cuja massa ela também prepara, a caranguejada, a torta salgada (sempre presente nas festas do Côro Louvor Celeste), sua versão da torta alemã etc

Enfim, um post é insuficiente para relatar tanta dedicação e amor… Depois dos filhos encaminhados, talvez ela parasse um pouco, mas nem assim… Mesmo quando dispõe de um tempo para sentar-se, está sempre fazendo algum dos seus lindos trabalhos artesanais, com os quais presenteia e enriquece quem os recebe. Desde panos de prato pintados e crochetados, a toalhas de rosto e banho bordadas ou com apliques, e quadros pincelados de flores, frutas e paisagens etc, ela vai registrando e compartilhando sua arte…

Então, o Pai das luzes, em quem ela nos ensinou a acreditar, desde bem pequenos, ao ler as histórias bíblicas dos livros em quadrinhos ou da Bíblia ilustrada e orar conosco, Ele mesmo designou-lhe um tempo de descanso… E o jeito dEle foi permitindo um câncer estomacal, diagnóstico recente, doença cujo nome paralisa e gera um sentimento de impotência… Saber que haverá uma cirurgia e, após a intervenção, a internação na UTI do hospital assusta, inicialmente…

Mas, graças ao bom Deus, a Senhora, mãezinha linda, continua sendo um exemplo, atualmente, de coragem e fé, enfrentando tudo com resignação e confiança no Eterno, cujos propósitos são maiores que os nossos, não é mesmo? E sua postura contagia, anima e faz crer que ainda continuaremos saboreando das suas delícias e eu, particularmente, aprenderei das suas habilidades artísticas tendo-na como professora, após esse breve período de renovação… Pois, com certeza, Deus está fazendo novas todas as coisas!

A Senhora, que foi nossa enfermeira por toda vida, fazendo aquele xarope saboroso à base de gengibre a cada gripe, zelando dos três quando operados das amígdalas, aplicando injeções, retirando pontos cirúrgicos, ajudando-me na dieta até que me curei da gastrite, na recuperação após a apendicite, nos resguardos das filhas, etc, deixe-se cuidar, viu? Acima de todos, Deus não dorme e está velando cada segundo do seu respirar, seguido da equipe médica que vem desempenhando seu papel com generosidade e profissionalismo, e nós, sua família, que a amamos e fazemos questão de estarmos juntos. Conte conosco!

“Muitas filhas têm procedido virtuosamente, mas tu és, de todas, a mais excelente! (Livro dos Provérbios, capítulo 31, versículo 29)

“A sua luz irromperá como a alvorada, e prontamente surgirá a sua cura…” (Livro do profeta Isaías, capítulo 58, versículo 8, parte a)

“Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, capítulo 15, versículo 57)

“Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” (Carta aos Hebreus, capítulo 11, versículo 1)

“Uma VAQUINHA pra mim, outra pra tu, uma pra mim, outra pra mim…”

VaquinhaVAQUINHA… Vaquinha? É, exatamente nisso que estou pensando há dias… Vaquinha, coleta, recolhimento de dinheiro para um propósito comum… E, quase automaticamente, lembrei do refrão emprestado como título para este post, da música do compositor, cantor e sanfoneiro Luiz Gonzaga. Obviamente, o contexto aqui difere do da canção.

Então, êi-lo: os companheiros petistas conseguiram arrecadar valores excedentes aos das multas dos condenados pelo mensalão, simplesmente, através da bendita vaquinha! Os coitados não tinham condições de arcar com a condenação pelos crimes de corrupção cometidos contra o povo brasileiro! Então, parte desse povo – pensando na possível volta dos injustiçados ao poder, pois o resto do povo não tem memória – resolveu se unir para diminuir tamanho sofrimento!

Nossa, quanto altruísmo, não é? E quem cantou com Luiz foram os donos do circo, deste grande circo que faz palhaçadas políticas e segue impune, enquanto a arquibancada tenta entender, acordar, reagir, mas não consegue, definitivamente…

Aí, surgiu uma ideia: vou fazer uma vaquinha em benefício da leitura e da educação. Como assim? Explico: quando se pensa em adquirir conhecimento para, posteriormente, dividi-lo, por exemplo, sendo escritor ou professor, acredito que a causa é válida…

Então, faz cerca de dez anos que não pude, por razões diversas, fazer curso algum. E, gostaria muito de voltar a estudar…! Mas, como moro longe da família, abri mão de continuar trabalhando para cuidar do Samukinha integralmente… Isso significa que ainda não tenho como investir nessa aquisição,  cujos custos totais seriam em torno de:

Para encerrar, esse post é irônico e a tentativa da vaquinha trata-se de uma brincadeira, com fundo de verdade, como se diz… 😉 Talvez, eu deva afiliar-me ao PT! O que me dizem?

Quando os justos florescem, o povo se alegra; quando os ímpios governam, o povo geme. Provérbios 29:2

UNO x VIDA

Só quem já jogou UNO sabe como é divertido fazê-lo, mesmo exigindo-se memorização e muita concentração, devido à variação das regras praticamente a cada cartada! Como em qualquer jogo, a sensação da vitória é o máximo!! Garanto que é mais fácil do que o xadrez, porque apenas administram-se as jogadas, enquanto o tabuleiro pede a criação delas.

Para quem quiser aprender, vale a pena clicar no link: Como jogar uno, e garantir muitas risadas…

Pensando nesta opção de lazer, imaginei a vida retratada nela. Comparando-se, inicialmente, não é possível jogar UNO sozinho e só também não se sobrevive…! É como Guga sempre me diz: “Não sei como tu viveste sem mim!!!” #modestohein! E eu respondo, dando “a maior corda”: “É mesmo, não sei como…!” 😛 Brincadeira à parte, acredito nessa necessidade do(s) outro(s) como humanos que somos.  Então, ♪ ♫ ♬ “eu preciso de ti, querido irmão” ♩ ♫ ♬… E o sentimento da utilidade recíproca é tão bom!!!

Continuando, cada jogador recebe o mesmo número de cartas e, quando nascemos,  todos recebemos a vida, a vontade e o livre arbítrio do Senhor Criador, independentemente da classe social, significando que há oportunidades para qualquer um que queira. Marginalizados são produtos que a própria humanidade elaborou, daí, infelizmente as desigualdades sociais existentes. 😦 Afinal, todos são/foram bebezinhos ingênuos e indefesos… Por isso é correto adotar a postura ensinada pelo Mestre dos mestres: “Não julgueis…” (Evangelho segundo Mateus, capítulo 7, versículo 1a).

Tirando-se as cartas numeradas – de zero a nove – ficam as especiais com variados efeitos. Se o participante anterior nos presentear com a carta +2, pode representar aquelas duas últimas semanas do mês, passadas a cuscuz e ovos, com apetite por biscoitos para os quais não se tem um centavo… Um dia, então, Deus envia os favoritos – PASSATEMPO, da marca Nestlé -, ao local onde se trabalha, através do garoto enjoado do lanche repetitivo… 😛

Caso sejamos “brindados” com a carta inversão, o jeito é esperar uma rodada, identificando-se aí o não passar no vestibular na primeira tentativa e frustrar-se por isso, mas, no ano seguinte, ser o primeiro colocado geral da Instituição escolhida! Realizando-se a possibilidade da carta bloqueio, consegue-se vislumbrar aquele currículo enviado para uma vaga da área editorial, cuja resposta esperançosa é um teste, com prazo para efetuação, no qual não se é aprovado(a)… 😦

Já a “poderosa” carta +4, nunca bem-vinda, simbolizaria a expectativa por continuar os estudos, por trabalhar na área da formação, por adoecer sem conseguir um diagnóstico e por morar longe da família, até que surja uma gravidez que ajude na identificação da causa da falta de saúde e um(a) filho(a) que, sem dúvida, é incomparavelmente superior a qualquer projeto e que ameniza a falta dos parentes…  ♥

O curinga chega entre sorrisos, como quando os momentos difíceis passam, quando os sonhos se realizam, quando Deus nos surpreende com Sua Vontade infinitamente mais sábia, realizadora e excelente do que a nossa…! E, para quem não vencer o jogo na primeira vez, não deve desistir e nem desanimar, pois ele é imprevisível, assim como acordar para um novo dia, cheio de ocasiões favoráveis e promessas!!! Ademais, jogar somente pelo lazer proporcionado também é válido e benéfico, assim como viver um hoje de tentativas para somente amanhã ou depois ter êxito! Então, vamos jogar/viver pacientemente?

Rotina: bem ou mal necessário?

Nunca fui amante da rotina, tanto que não consigo encontrar motivação para um trabalho repetitivo como o de um escritório, por exemplo. Essa característica faz com que encontre prazer em desafios e novidades, daí a paixão por ensinar, acredito. E nestes últimos dias um questionamento tem me perseguido: será a rotina um bem ou um mal necessário? A vida, por si só, é surpreendente e imprevisível. Os maiores valores não são os que podemos guardar e organizar em um baú ou prateleiras, e, sim, vivenciá-los, sabendo-os abstratos. Então, como enformá-los em algo meramente repetitivo e habitual, sem as mudanças provocadas pelo sentir, pelo ser?

Tentamos pragmatizar tudo, para facilitar e tornar mais organizada a sequência dos dias, a fim de parecermos estar no comando e de sermos os senhores da existência. Mas, basta um item cair da prateleira para sermos obrigados a parar e, quem sabe, mudar sua disposição ou até nos desfazermos dele. O inesperado sempre nos afeta, por mais que teatralizemos nossas reações. Diante disso, qual a conveniência de se estabelecer uma rotina, um planejamento, enfim, um adesivo identificando o conteúdo do pacote no baú? Qual a vantagem de se tentar colocar tudo em ordem? Há realmente alguém que consiga ser metódico e sistemático a vida inteira? Quem o é, instintivamente amará a rotina, ou vice-versa?

Além da própria vida, as diferenças na totalidade universal, também, vêm ditar o que será ou não alcançado, mensurado, efetivado… Quase nada e literalmente ninguém é igual, excetuando-se os bens industrializados, por exemplo, produzidos em grande escala e por máquinas. E, como se diz, graças a Deus pela diversidade! Imagine-se a monotonia em comportamentos idênticos e resultados sempre semelhantes… Diante da constatação de que a vida, com seus imprevistos, e as diferenças existentes incentivam a uma vivência nada rotineira, hão de se excluir os hábitos feitos sempre do mesmo modo, não é? 😀 Dá pra se imaginar todo o mundo quebrando seus relógios? 😉 Ambas as respostas são um sonoro NÃO!

Feliz ou infelizmente, a rotina é inerente à vida. Em conversa com o maridão, ele citou belos exemplos, como o dia e a noite, os seis dias da criação do mundo etc, sugerindo que, cada um deva entremear o seu dia a dia com coisas ou acontecimentos não costumeiros para evitar um regime de quartel, que acabe desmotivando o cumprimento das regras inatas à rotina. Sim, porque qualquer rotina só existe por causa de normas preestabelecidas pelos outros ou por nós mesmos. Um padrão é o dos horários das refeições, o qual, se não seguido, conforme nutricionistas, impede a perfeita absorção dos nutrientes. Então, cabe a busca do equilíbrio entre o que deve ser de praxe e lances criativos. Para quem não gosta da rotina, assim como eu, quem sabe, colocar a mesa da cozinha na varanda para o jantar, já faça toda a diferença! E, mais que tudo, pedir sabedoria do alto, para administrar os intervalos entre as práticas repetitivas das vinte e quatro horas que o Papai do Céu nos concede e permite… Ele sabe, melhor que ninguém, o que nos faz sorrir, não é, Samuka?

Samuel

 

Testemunhando – parte 1

“Assim diz o Senhor, aquele que o fez, que o formou no ventre, e que o ajudará: Não tenha medo, ó meu servo, a quem escolhi. Pois derramarei água na terra sedenta, e torrentes na terra seca; derramarei meu Espírito sobre sua prole, e minha bênção sobre seus descendentes. Não tremam, nem tenham medo. Não anunciei isto e não o predisse muito tempo atrás? Vocês são minhas testemunhas. Há outro Deus além de mim? Não, não existe nenhuma outra Rocha; não conheço nenhuma.

(Livro do profeta Isaías, capítulo 44, versículos 2, 3, 8)

Diante da divina e suprema grandeza do Deus do Universo, só posso me curvar em reverência e adoração… Diante do controle absoluto, justo e verdadeiro que Ele tem, só posso ser grata e mais dependente ainda… Diante do poder que opera milagres todos os dias, só posso testemunhar…

Como gestante de primeira viagem, tenho sentido todas as surpresas do milagre da vida que acontece em minhas entranhas… Como futura mamãe, descanso no cuidado e direção divinos, com as melhores expectativas possíveis, pois Ele é fiel… Como filha dEle, vou testemunhar a cada oportunidade ou sempre que quiserem ouvir / ler…

Não poderia jamais ser ingrata e deixar de registrar, aqui, tudo o que tem acontecido comigo / conosco durante este período tão especial de espera pela chegada do Samuel. Tudo confirma mais e mais o quanto Deus é bom! Tudo testemunha Sua misericórdia e graça para com o ser humano, imerecedor de qualquer mercê…

Como qualquer ser racional, eu planejava viver a gravidez de forma organizada e segundo o que se considera indispensável até se completar os sete meses. Explicando, eu almejava ter tudo o que Samuel precisará quando chegar ao mundo no seu devido lugar, para, então, apenas “curtir” os últimos dois meses… Enfim, resumindo, eu queria poder gerir e deixar cada detalhe pronto!

Mas, o Papai do Céu queria ensinar-me mais umas lições… E aí, a rapidez da concepção e a descoberta da existência de uma nova vida em mim, pegaram-me de surpresa! Estava vivendo um momento inicial da realização de um projeto individual, do qual tive que abrir mão, por causa de alguns dos primeiros sintomas… Com isso, aprendi que o tempo certo e o controle são do Senhor. Se for da Sua Vontade, terei sucesso nesse projeto e pronto!

Além disso, havia rejeitado oportunidades ótimas de emprego, pelas razões descritas em médicos e MÉDICOS, motivo para perguntar-me se teríamos condições de adquirir tudo o que Samuel precisaria a partir dos dividendos do papai Guga, como músico profissional… Só quem vive da Arte em nosso país, vai entender-me perfeitamente… Na verdade, essa foi a minha primeira “pré-ocupação” deste período. Então… começou a acontecer…

Inicialmente, a querida amiga, irmã e prima Silvinha indagou-me se já tínhamos o berço do bebê e se nos importávamos de receber um anteriormente usado pela filhinha Eyshila. Depois, a amiga, irmã e vizinha da época do Seminário, a Viviane, ofereceu-me o carrinho que fora usado pelo seu filhinho David – aliás, a criança mais inteligente que conheço!!! Dias após, na “despedida” informal do Pastor João Marcos e sua esposa Marluce, lá no Restaurante do irmão Nino, ganhamos a banheira, com suporte e trocador, a qual fora de Sofia, a caçula deles… Por último, a irmã, amiga e conterrânea Mirian, doou o “antigo” guarda-roupa da filhinha Manu…

E, tudo está como novo e é lindo de morrer!!! Deus é tão bom que, sem gastarmos um tostão, permitiu-nos termos o quarto do Samuka todo mobiliado e com tudo combinando perfeitamente!!! Como não dizer que o sobrenatural nos rodeia todos os dias? Até por meio de sonhos fomos ajudados! Um amigo e irmão, o Wildes, acordou sabendo que precisava ajudar alguém, e ao compartilhar com um amigo, este respondeu que entendia ser Guga o alvo da ação… Outra amiga e aluna do professor de violão Guga, a Gilmara, nos presenteou com as bolsas do bebê e também emprestará a cadeira de amamentação, a qual continuará sendo repassada para outras mamães que precisarem dela…

“Falando” em amamentação, um desejo era ter a almofada específica, mas ela havia ficado fora do nosso orçamento, diante de tantas outras prioridades no preparo do enxoval do filhão… Logo, chega-me às mãos, a bendita, costurada pela valorosa e caprichosa irmã, amiga e mãe dos gêmeos Alana e Natan, a Iraildes. Uma particularidade: com o cuidado de estampar uma clave musical, para combinar com o kit berço, presentão esse que veio diretamente de SC, perfeitamente preparado pela amiga Taciana… A Oma Renate, juntamente com amigas do Grupo de Artesanato da Igreja que elas frequentam, enviaram fraldas, lençóis, toalha com capuz e outras roupinhas. E os milagres não pararam…

Dos primos, amigos e irmãos Késia e Tércio, juntamente com o pessoal do grupo Christus, para quem o papai Guga fez arranjos musicais, vieram vários itens, tais como: pagão, mijão, mamadeiras, escova de cabelo, sapatos, bonés, macacões, meias, luvas etc…  A prima e amicíssima Cris, também em fase gestacional da primogênita Melissa, veio do RJ, especificamente para entregar-me alguns mimos, como um boné personalizado, bordado por ela mesma e um lindo tênis para o Sam, além de ter trazido bodies, mantas e outras peças, generosamente doadas pela prima tão querida, a Maricéia, as quais foram do pequeno Kauã…

Dos amigos e irmãos da Comunidade Batista da Graça, a mais linda festa surpresa para o chá de fraldas (fotos abaixo), que rendeu um total de quase mil e quinhentas unidades, além das diversas roupinhas, um tênis e fraldas de tecido, das amigas e irmãs Ana e Adlai!!! Não poderia deixar de citar, ainda, a Neuma, que teve o cuidado de dar ao Samuka as primeiras toalha fralda, meias e camisetinha… E, para incentivá-lo a seguir os passos do pai, o violão Takamine recebido do “sogrão” Alex… 😀

Alguém ainda pode descrer do agir divino diante de tudo isso? Deus é bom sempre e sua fidelidade constante! E agradeço a você, que disponibilizou seu tempo para ler esse post, pedindo-lhe que aguarde a continuação em Testemunhando – parte 2…

Chá de fraldas do Samuel

SER M♫Ú♬S♪I♫C♬O

“Entendes tu o que lês?”

Cito uma questão feita em um contexto bem diferenciado do qual pretendo apresentar hoje, através deste post. Para quem não a conhece, ela foi a introdução a um belo diálogo que se deu entre Felipe – apóstolo do Senhor Jesus – e um etíope, fato relatado no Livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 8, versículos 26 a 39. Nessa narrativa, a explicação dada sobre o profeta Isaías, cujo tema era o Salvador, mudou uma vida para sempre! Com certeza, a decisão tomada pelo etíope, provocou música entre os anjos…

E é a esta profissão que dedico esse post: o ser músico – cujo dia comemora-se hoje -;  motivada, também e principalmente, pela convivência com os acordes executados pelo maridão ♥ Guga ♥. Como um primeiro compasso, aplico a pergunta à dificílima tarefa da leitura musical.  A maioria das pessoas que Deus permitiu-me conhecer não sabe, não tem a menor noção, não considera nada fácil essa tarefa, ou seja, é analfabeta quando se lhe apresenta um sistema que traduz uma melodia / harmonia / ritmo, enfim, um som artisticamente e tecnicamente combinado, representado por figuras como semibreves, mínimas, semínimas, colcheias, semicolcheias, fusas, semifusas

Vocabulário estranho? Isso é o mínimo do conhecimento exigido, tanto teoricamente quanto na prática, do músico. Fica um pouco mais complicado quando aparecem os acidentesbemóis e sustenidos -, os quais podem ser, de repente, anulados pelo bendito bequadro. A complexidade cresce em andamento prestíssimo em uma partitura de canto coral: exige leitura da direita para a esquerda e de cima para baixo, passando pelas claves de Sol e , pelos sistemas vocal e instrumental, tudo isso simultaneamente!!! Ainda há os solos, cujos sistemas não tem nem colchete, nem chave para identificá-los.

Independentemente de ser um regente, um cantor ou um instrumentista, a dedicação reivindicada faz o músico ocupar horas e mais horas da sua vida. Como ainda se ousa diminuir ou desclassificar essa profissão? Quem o faz, é ignorante em todos os sentidos e não merece atenção alguma! Desabafos à parte, julgo o ser músico um privilégio, um dom ou talento divino, uma capacidade elevada, uma genialidade, uma inteligência especial entre as que o humano diz dominar… Aliás, será a música dominada pelo músico ou o contrário? Discorrendo como leiga, suponho que há uma fusão entre dominador(a) e dominado(a) enquanto surge mais uma composição

Enfim, os músicos tornam a vida melhor, com suas criações, as quais podemos ouvir e sentir… A dinâmica provocada na alma, do pianíssimo ao fortíssimo, faz acordar, reviver, sorrir, emocionar, sonhar, inspirar, dançar… Do retrato à epifania, isto é, do popular ao erudito, a música enobrece a continuidade da história, ao registrá-la através dos mais diversos estilos e gêneros – da bossa nova, sertanejo, pop rock, samba, forró à ópera, música barroca, clássica, contemporânea, etc.  Acredito que o bondoso Deus presenteou-nos com a música – “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes” (Carta de Tiago, capítulo 1, versículo 17) -, ofertando-nos, assim, um vislumbre da Sua Plenitude…

Vamos, então, cantar para Ele?

 

Dieta: fácil ou difícil?

Econômica ou onerosa?

Simples ou complicada?

Contínua ou ocasional?

Prazerosa ou angustiante?

Opcional ou indispensável?

Independentemente das respostas, uma dieta muda a vida de quem quer ou deve segui-la! Pode ser um regime cujo objetivo é a perda de alguns quilogramas ou a abstenção de alguns alimentos por problema de saúde.

No primeiro caso, acredito que seja mais fácil, pois não é necessário radicalizar-se a proibição da ingestão dos pratos favoritos e costumeiramente consumidos. Basta o aprendizado do equilíbrio nesse processo e, quiçá, a introdução de poucos elementos novos, como mais frutas e hortaliças.

No segundo caso, a dificuldade está mais presente, devido à absoluta evitação de elementos presentes em alguns alimentos, os quais provocam efeitos nocivos em organismos com intolerâncias, alergias ou doenças diagnosticadas. Talvez – como no meu caso (motivo da dieta em “médicos e MÉDICOS”) – seja indicada, inicialmente, uma detoxificação, o que aumenta ainda mais as proibições.

Algo comum a ambas as situações é o período de adaptação, durante o qual podem aparecer o desânimo e o desejo de transgredir as novas regras! Aí precisam entrar a real tomada de decisão, a determinação, a força de vontade, a persistência, e a autoestima equilibrada, pois, como se diz “quem (se) ama, se cuida”, não é? Toda a firmeza exercida nesse processo terá, sem dúvida, recompensa futura.

A escolha pelo prato mais saudável hoje, redundará em mais saúde amanhã. O  optar por uma salada de hortaliças ao invés de uma porção de batatas fritas, diferenciará a extensão que o ponteiro da balança de massa corporal alcançará em mais algum tempo. A preferência por nutrientes que se completam – por exemplo, ferro e vitamina C -, auxiliará na absorção deles.

Enfim, o discernimento na seleção entre uma fatia de torta alemã versus um cacho de uvas, entre um copo de coca-cola versus um suco de acerola, entre um filé à parmegiana versus um filé de salmão americano, entre uma salada de batatas com maionese versus uma salada de batatas com azeite, demonstrarão se o compromisso com a dieta é verdadeiro ou não.

Assim, uma dieta é um reflexo da vida… Repleta de pequenas resoluções, que somadas, são determinantes. Hoje podem parecer insignificantes, ser quase imperceptíveis, mas amanhã aumentarão em valor e percepção. Hoje podem parecer esperteza e ganho, mas amanhã representarão tolice e perda. Hoje podem parecer bem-sucedidas, mas amanhã provocarão dores. Hoje podem parecer prazerosas e inofensivas, mas amanhã serão tristes e fatais.

Hábitos como:

  • salgar sempre mais um pouquinho o seu prato. O pouquinho torna a ação insignificante, mas um diagnóstico de hipertensão muda tudo…
  • almoçar às pressas para aumentar as horas extras de trabalho. O adicional no salário é ganho, mas um quase infarto por causa do estresse acumulado obriga uma modificação no ritmo…
  • pular refeições e ingerir “medicamentos” para emagrecer mais rapidamente. A nova silhueta pode fazer sucesso, mas uma gastrite ou problemas renais serão uma incômoda companhia por muito tempo…
  • beber um uísque / vinho ou uma cerveja para ficar desinibido(a). O maior número de colegas na balada aumenta o prazer, mas o número de amigos para um alcoólatra doentio desaparece definitivamente…!

Resoluções como:

  • desistir de concluir um curso de inglês, por motivos fúteis. O curso pode parecer insignificante hoje, mas amanhã fará falta no currículo…
  • vender o voto para políticos corruptos por tanques de combustível. É um ganho momentâneo, mas que “libera” o candidato, se eleito, de atender às reais necessidades da comunidade que o elegeu…
  • casar-se por interesse, por status e estabilidade. Aparecer nas colunas sociais por causa do sobrenome pode significar sucesso hoje, mas um divórcio por falta de amor fará o coração sangrar…
  • deixar Deus para a velhice, para ter mais “liberdade” #iguallibertinagem. Não se submeter a um Ser Superior pode parecer prazeroso, mas o destino final será a morte eterna, caso não haja tempo para arrependimento…!

Portanto, hábitos e resoluções vivenciam-se simultaneamente, dieta e vida mesclam-se, evidenciando ao mundo quem somos ou queremos ser…  Diante disso,

🙂 decido seguir adiante com a minha dieta – obviamente, sempre com orientação profissional -;

🙂 decido aproveitar as oportunidades que a vida me conceder para crescer em conhecimento;

🙂 decido ser ainda mais grata aos que me dedicam suas amizades e tentar retribuir-lhes da forma que estiver ao meu alcance;

🙂 decido continuar a amar meu marido e filho, em palavras e ações, orando para que esse sentimento se renove todos os dias;

🙂 e, finalmente, decido continuar seguindo a Deus, buscando a vontade dEle, o perfeito amor, o perdão, a graça, a sabedoria e a fé que vêm dEle sempre, porque Ele é bom e porque somente esse “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Evangelho segundo João, capítulo três, versículo 16). O que você vai decidir hoje?

 

Sempre foi assim…!

Viveu-se, com força total, o mês das Festas Juninas. E Caruaru não fugiu à regra  … A cidade toda estava decorada, no comércio só se ouvia o ritmo promovido em nível nacional por Luiz Gonzaga – cujo centenário foi destacado aqui -, havia ruas fechadas para trânsito, que eram ocupadas pelos forrozeiros, os quais se divertiam ao som de diversos cantores e bandas, além das tradicionais fogueiras acesas pelas famílias em frente as suas casas, nos dias 11, 23 e 28 de junho, para assarem milho verde…!!! 😛

Em várias cidades pernambucanas, produziram-se recordes de comida típica, tais como: a canjica gigante, a maior pamonha do mundo, o maior cuscuz do mundo, o bolo de milho gigante, o maior pé-de-moleque do mundo, o maior arroz doce do planeta, o maior bolo de macaxeira do mundo etc etc, culminando com a queima de uma fogueira gigante de onze metros! Aconteceram, também, as disputas entre as quadrilhas, enriquecendo mais ainda as manifestações culturais dessa época!

O que me intriga é saber que a maioria dos que participaram, desde os que planejaram e organizaram os eventos até os turistas que apenas curtiram e festejaram, simplesmente o fizeram porque sempre foi assim…! Nem sequer pararam para entender o significado disso, a razão e como tudo começou! Por exemplo, a fogueira, segundo algumas fontes de pesquisa, foi o sinal usado por Isabel para anunciar o nascimento de João Batista, significando, então, uma celebração. O casamente encenado pelas quadrilhas, originou-se da imitação das festas da aristocracia francesa.

E, antes de a Igreja Católica Apostólica Romana aproveitar para venerar seus santos – Santo Antônio, São João e São Pedro – dizem que festejos idênticos já aconteciam na Europa, como manifestação de alegria pela chegada do verão e possíveis colheitas. Não sou historiadora e nem pesquisei o assunto profundamente para, aqui, expôr as verdadeiras origens dessas festividades. O que percebo, atualmente, é que nem os brasileiros que se dizem católicos param para pensar em seus santos homenageados e aproveitam mesmo é para dançar, curtir amizades e a família, arrumar namoro etc…

A quem interessar, compartilho links interessantes, para leitura adicional sobre as festas juninas, a saber:

http://bemzen.uol.com.br/noticias/ver/2012/05/31/1168-paganismo;

http://ministeriobbereia.blogspot.com.br/2012/05/as-festas-juninas-e-liberdade-crista.html.

A pior parte disso tudo é a “promoção da cultura”, independente de acrescentar conhecimento real ou ser mera reprodução de “tchas, tchês e tchus”! Impensadamente, essa atitude repetitiva de práticas mesmo sem a ciência do motivo ou do efeito delas, norteia inúmeros fatos vividos ao longo da existência humana. Como na história do Paradigma dos Macacos, de autoria desconhecida:

“Um grupo de cientistas colocou cinco macacos em uma gaiola e, no meio desta, uma escada com bananas em cima. Toda vez que um dos macacos começava na subir a escada, um dispositivo automático fazia jorrar água gelada sobre os demais macacos. Passado certo tempo, toda vez que qualquer dos macacos esboçava um início de subida na escada, os demais o espancavam (evitando assim a água gelada).  Obviamente, após certo tempo, nenhum dos macacos se arriscava a subir a escada, apesar da tentação. Os cientistas decidiram então substituir um dos macacos. A primeira coisa que o macaco novo fez foi tentar subir na escada. Imediatamente os demais começaram a espancá-lo. Após várias surras o novo membro dessa comunidade aprendeu a não subir na escada, embora jamais soubesse o por quê. Um segundo macaco foi substituído e ocorreu com ele o mesmo que com o primeiro. O primeiro macaco que havia sido substituído participou, juntamente com os demais, do espancamento. Um terceiro macaco foi trocado e o mesmo (espancamento, etc) foi repetido. Um quarto e o quinto macaco foram trocados, um de cada vez, com intervalos adequados, repetindo-se os espancamentos dos novatos quando de suas tentativas para subir na escada. O que sobrou foi um grupo de cinco macacos que, embora nunca tenham recebido um chuveiro frio, continuavam a espancar todo macaco que tentasse subir na escada. Se fosse possível conversar com os macacos e perguntar-lhes por que espancavam os que tentavam subir na escada, a resposta seria: “Eu não sei. Essa é a forma como as coisas são feitas por aqui.”

O que penso é que tradições e modelos devem ser seguidos, sim, mas após análise, pesquisa e posicionamento sobre o sentido que carregam. Se contrários ao que se acredita, o mais correto é deixá-los e desapegar-se. Há liberdade nesse processo de decisão e mudança, há novas possibilidades e há crescimento, sem dúvida! Até mesmo em relação ao objeto de fé: mesmo que a família inteira, há anos, pratique uma religião, é essencial estudá-la em busca de esclarecimentos. Conheci uma família que votava em candidatos de um Partido Político somente, há anos, independentemente de haver coerência nessa prática ou não.

Aliás, os nossos hábitos alimentares também têm de ser revistos, com o passar dos anos, o metabolismo mudando, bem como as novas descobertas científicas que ajudam a aproveitar mais os nutrientes do que se come. Um exemplo foi uma descoberta que fiz há pouco mais de um ano: Guga e eu gostávamos de comer feijão e arroz, com banana; segundo nossa amiga Patrícia – nutricionista – essa mistura faz com que o organismo não absorva o ferro do feijão… Desde então, não servi mais essa “iguaria” ao maridão, é óbvio… 😛

Existem pessoas que seguem algo ou alguém e estão tão acostumadas a isso, que não pensam mais… Um grande amigo, o Antônio (in memorian), muito questionador, sempre dizia o quanto achava injusto viver a sua vida sabendo que estava pagando pelos erros de outra pessoa em outra vida, referindo-se à crença dos espíritas… Acrescento aí o fato de isso ajudar a nos eximirmos das responsabilidades na existência vigente. Por exemplo, já ouvi de alguém que não conseguia controlar seu temperamento a justificativa de que havia sido um líder na época do homem das cavernas e daí ser a  agressividade uma das suas características…

E, como sigo o Cristianismo, o que dizer do imenso número de alienados evangélicos brasileiros? Não pensam, não analisam e sofrem…! Acreditam em todas “baboseiras” transmitidas por pseudo líderes e, por ser o Brasil um país que não tem a cultura da leitura, não examinam as Escrituras Sagradas, as quais afirmam seguir, e por ignorarem seu Livro Texto, vivem um Cristianismo superficial, fraco e carregado de costumes quetionáveis.  Como no diálogo do Mestre Jesus com alguns líderes religiosos, relatado pelo evangelista Marcos, capítulo 7, versículos 1 a 16:

“Os fariseus e alguns dos mestres da lei, vindos de Jerusalém, reuniram-se a Jesus e viram alguns dos seus discípulos comerem com as mãos “impuras”, isto é, por lavar. (Os fariseus e todos os judeus não comem sem lavar as mãos cerimonialmente, apegando-se, assim, à tradição dos líderes religiosos. Quando chegam da rua, não comem sem antes se lavarem. E observam muitas outras tradições, tais como o lavar de copos, jarros e vasilhas de metal.) Então os fariseus e os mestres da lei perguntaram a Jesus: “Por que os seus discípulos não vivem de acordo com a tradição dos líderes religiosos, em vez de comerem o alimento com as mãos ‘impuras’?” Ele respondeu: “Bem profetizou Isaías acerca de vocês, hipócritas; como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens’. Vocês negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam às tradições dos homens”. E disse-lhes: “Vocês estão sempre encontrando uma boa maneira para pôr de lado os mandamentos de Deus, a fim de obedecer às suas tradições! Pois Moisés disse: ‘Honra teu pai e tua mãe’, e ‘quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado’. Mas vocês afirmam que se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: ‘Qualquer ajuda que vocês poderiam receber de mim é uma oferta dedicada a Deus’, vocês o desobrigam de qualquer dever para com seu pai ou sua mãe. Assim vocês anulam a palavra de Deus, por meio da tradição que vocês mesmos transmitiram. E fazem muitas coisas como essa”. Jesus chamou novamente a multidão para junto de si e disse: “Ouçam-me todos e entendam isto: não há nada fora do homem que, nele entrando, possa torná-lo ‘impuro’. Pelo contrário, o que sai do homem é que o torna ‘impuro’. Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”!”

Conclamo os que se dizem cristãos a aproveitarem a liberdade religiosa, já ameaçada, mas que ainda é apoiada por Leis aqui, no Brasil, para lerem,  meditarem na Palavra de Deus e viverem-na, a fim de provocarem reais mudanças na sociedade. Já estamos vivendo um tempo de riscos, como bem dito pelo filósofo judeu Bernard-Henri Lévy: “os cristãos formam hoje, à escala planetária, a comunidade perseguida de forma mais violenta e na maior impunidade”. (http://www.lestemais.com.br/Noticia.asp?id_noticia=9231)

Conclamo você, leitor(a), a pensar mais, pensar sobre tudo, sobre sua vida, seus hábitos, sua crença, enfim, seus valores e caráter, que são sua marca e que ficarão na lembrança dos seus, quando você se for… Que herança você quer deixar – a da pessoa acomodada e indiferente ou de alguém que lutou e fez diferença para melhor; a de uma imagem pacata e falsa ou de um indivíduo pensante e verdadeiro? Enquanto você apenas dançar nas festas juninas, sem questionar as reais intenções dos organizadores, milhões serão desviados da educação e saúde do nosso povo e poucos lucrarão, enquanto a maioria apenas gastará seu dinheiro suado naquilo que não é realmente necessidade ou prioridade, conforme disse o profeta Isaías, no capítulo 55, versículo 2b: “Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz?”

Encerro com o trecho de um Hino, disposto na imagem que segue… A letra retrata o que acredito e dá esperança… A esperança de que, um dia, as verdadeiras intenções serão reveladas e o bem vencerá o mal, eternamente!