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Tocando a vida…

Desde que me entendo por gente, morei em nove casas ou apartamentos, ou seja, posso ser considerada meio nômade, não? E, diferentemente das pessoas com as quais já falei sobre isto, ainda não deixei de gostar de mudança. No sentido literal, prático mesmo. De encaixotar tudo, anotar nas caixas o conteúdo delas, limpar a nova moradia, desencaixotar e organizar… Ah, como isso é legal!

Depois de ter casado, em cada uma dessas ocasiões, bibelôs desapareciam, bem como o número de pratos e copos – etc – diminuíam… Confesso que, se me deres um desses trecos para enfeite, vou deixá-lo ficar bem encardido, e logo se tornará um de sacos de lixo. Não curto ficar limpando coisinhas miúdas. Eis a razão para o desaparecimento do primeiro item citado – segredo revelado (Ui!!!).

Quanto aos demais, foi bem consciente a opção. Percebi que dá pra se viver bem com o mínimo e o básico. Não quero dizer que sou exemplo e nem que sei alguma coisa a mais. Jamais! Espero nunca parar de aprender! Espero sempre lembrar que do pó vim e para lá voltarei, o que significa que todos somos iguais em valor para o nosso Criador, o qual não faz acepção de pessoas.

Além disso, esse post é para dizer que sem Ele – Deus – nada posso fazer, nem ser… Toda boa dádiva vem dEle, sabedoria, fé etc. E toda provisão também! Isso não é fantástico? Preciso aprender a confiar mais, pois ainda me preocupo com a alimentação, talvez por ter um filho alérgico. O Mestre Jesus, enquanto na Terra, ensinou que a vida vale mais que o alimento e o corpo mais que a vestimenta.

VidaA vida é mais importante do que a comida, e o corpo, mais do que as roupas.
Observem os corvos: não semeiam nem colhem, não têm armazéns nem celeiros; contudo, Deus os alimenta. E vocês têm muito mais valor do que as aves!
Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?
Lucas 12:23-25

Bem, vale a ressalva de que não se pode radicalizar a interpretação dessas palavras. Acredito que o Senhor quis aí demonstrar que o que conta é o equilíbrio. Que não é preciso se desesperar por não se estar à altura da “cultura de aparência” veiculada pela mídia. Que não é motivo para estresse o não poder comer caviar no almoço do domingo (“…nunca vi, nem comi, eu só ouço falar…” – Zeca Pagodinho)

Que é viver, então? Existir fisicamente e espiritualmente, ter alma, respirar, ter saúde, adoecer, relacionar-se, perdoar, trabalhar, descansar, expressar-se, sentir, entusiasmar-se, desanimar, dormir, acordar, simplificar, complicar, ser criança, amadurecer, ser adulto, confiar, desconfiar, planejar, viver um dia de cada vez, arriscar, persistir, comer, beber, banhar-se, vestir-se, estudar, aprender, ler, assistir a filmes, viajar, ser abençoado e abençoar…

Tudo isso junto e separado, com rotina e flexibilidade, com esforço e facilidade, com alegria e tristeza, com muito e pouco, com coragem e medo, com energia e cansaço, com previsão e susto, com esperança e desesperança, com obrigação e prazer, com vontade e sem vontade, com pressa e devagar, com ida e volta, com casa própria e aluguel, com carro e bicicleta, com realidade e imaginação, com passado e futuro, com fé e dúvida…

Enfim, esses paradoxos todos são o que nos move e, mesmo assim, viver é muuuuuuito bom! E, se você acredita, como C.S.Lewis, que “descende de Adão e Eva […] – é honra suficientemente grande para que o mendigo mais miserável possa andar de cabeça erguida, e também vergonha suficientemente grande para fazer vergar os ombros do maior imperador da Terra. Dê-se assim por satisfeito.”

 

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Urubus garçons…

“Os urubus também precisam de Jesus…” – eis um trecho de uma canção (!?) que ouvi há anos, cujo contexto não conheço, o que contribui para que eu nem consiga imaginar o que o compositor intencionava ao escrevê-la. O que acontece é que ela sempre me faz sorrir! E falando em urubus, você aceitaria tê-los como garçons?

Pois é. Isso já aconteceu. Conforme a história bíblica da vida do profeta Elias, o qual profetizou três anos de seca sobre o reino de Acabe, essas aves de rapina foram o meio de sustento que Deus usou para manter vivo e escondido o seu servo. Você pode conferir a narrativa no Antigo Testamento, primeiro livro dos Reis, capítulo 17, versículos 1 a 7.

Elias teve que fugir, pois o rei, certamente, não o queria como amigo, muito menos respirando. Acabe não era temente a Deus e Elias foi o escolhido para dar os “puxões de orelha”. Admiro a coragem dos profetas que entregam a verdade, independentemente das possíveis consequências. Elias era desse grupo seleto.

Mais seleto ainda por confiar cegamente, numa época em que não acredito terem ouvido que os urubus, mesmo se alimentando de carniça, tem o organismo purificado ao alçarem voo além da camada de ozônio, inspirando o ar que lá está. Apesar de não ter encontrado comprovação para isso, essa crença ameniza a ideia de comer pão e carne carregados pelas garras ou bicos desses abutres.

Impossível imaginar a quantidade de bactérias e doenças que podem ser transmitidas, além do mau odor que esses garçons caracteristicamente tem, pois fazem xixi nas próprias pernas para diminuir a temperatura corporal. Chega a revoltar o estômago, pensar em alimentar-se com tal visão e olfato. Mas, para a visão espiritual, a confiança irrestrita no poder de Deus bastava.

Confiança essa questionada, julgada e menosprezada em dias de tanta correria e troca de informação veloz, bem como de coaches incentivando a automotivação – nada contra esse belo trabalho, pelo contrário (“clap-clap”). Para que precisamos depender do poder de Deus? Temos os conhecimentos das mais diversas áreas nos fortalecendo, temos tecnologias que facilitam tudo, temos, temos, temos…

Temos só que trabalhar, até à exaustão, se não quisermos viver na mediocridade e sermos exemplos de sucesso… Aí é que o negócio pega! O corpo e a mente tem seus limites e os cobram. Cedo ou tarde, chega a dúvida ou a certeza de que não conseguimos sozinhos ou de que precisamos frear de vez em quando…

Então, a solução, a principal e a mais certa, será a confiança em Deus. De que Ele está no controle, de que Ele sabe tudo, de que Ele conhece nosso futuro, de que Ele sabe o que é melhor para nós, de que Ele trabalha enquanto podemos descansar, se apenas e tão somente, confiarmos… Assim como Elias, que aproveitou os serviços “urubescos”, sem questionar.

O coelhinho raivoso

Era uma vez um coelhinho, bem branquinho, que, logo que nasceu, percebeu que seus pais e irmãos, além de caminharem, também corriam e pulavam. 

Dia após dia, observava e tentava imitar o comportamento dos coelhos adultos. Mas, começou a ficar sempre irritado, porque tentava, mas ainda se atrapalhava todinho.

Um dia, os coelhos filhotes foram levados pelos mais velhos para um campo, onde brincariam de fugir dos inimigos, como um treinamento para a vida real.

Enquanto os maiores fingiam ser os animais caçadores, os pequenos faziam de conta que estavam procurando alimento ou roendo para gastar os dentes, os quais nunca param de crescer (!)…

Combinaram que os pequenos, assim que vissem os grandes, correriam velozmente e saltariam para trás dos arbustos. Todos ficaram empolgados com a brincadeira. E participaram, com muita vontade e alegria, cada um em seu ritmo e altura.

Somente o coelhinho raivoso não participou e ficou parado em um canto, apenas olhando. Um dos coelhos adultos se aproximou e perguntou o que o estava impedindo de se divertir, enquanto treinava.

E ele disse que sentia muita raiva, porque queria fazer tudo certo, mas não conseguia. O adulto, então, deu uma dica para ele extravasar a raiva, enquanto continuava aprendendo a correr mais rápido e saltar cada vez mais alto: chutar e socar um feixe de capim até se acalmar…

E o coelhinho começou a fazer isso e conseguiu controlar a raiva cada vez mais. Num dos treinamentos, sem perceber, chegou a quase três metros de altura no salto da fuga dos inimigos! Na verdade, os socos e chutes, além de o acalmarem, o fortaleceram…

Assim, o coelhinho raivoso entendeu que o mais importante não era saber tudo e acertar sempre, mas se esforçar e continuar tentando, sem desistir e descontando a raiva no lugar certo…!

Chamar a atenção

Era uma vez um rei de um reino pequeno e feliz. Quando chegou o mês das férias escolares, ele determinou a realização de um concurso para ocupar as crianças. A proposta era a seguinte: venceria o menino ou a menina que fizesse algo que chamasse mais a atenção dos adultos daquele lugar.

O prêmio para o candidato que fosse o mais votado seria uma volta de helicóptero na companhia do rei. As crianças festejaram a abertura do concurso e a maioria delas se inscreveu. Começaram, então, a pensar no que fariam para chamar a atenção dos adultos.

Um garoto, rápido e cheio de saúde, decidiu escalar uma montanha e descê-la, esquiando pela neve. Enquanto esperava o dia para apresentar-se, aproveitou para treinar muito. Na data combinada, saiu-se muito bem e foi aplaudido por todos, recebendo vários votos e elogios, por ter sido persistente no treino.

Outro rapaz que amava futebol, escolheu fazer cinco gols seguidos, da linha do pênalti. Também se exercitou bastante e conseguiu o que tinha planejado. Foi votado e aprovado por uma grande torcida.

Uma garota que estudava piano, decorou uma música clássica de Beethoven e deu show no palco de um teatro, sendo ovacionada pelos que a assistiram e também conquistou bastantes votos.

Outra menina, boa em leitura, contou uma longa e linda história, baseada em fatos reais, cujo personagem principal era um cãozinho que precisava ser adotado, que emocionou e garantiu votos igualmente.

Vivia ali um pequeno, “multialérgico”, que cansava mais rápido que os colegas nas brincadeiras, o qual não tinha certeza se deveria tentar concorrer. Mas os pais dele o inscreveram, para incentivá-lo a continuar firme, mesmo com as dificuldades que, às vezes, o deixavam triste.

Ele pensou, repensou, teve ideias diferenciadas, mas não conseguiu optar por nada. Então, continuou tentando melhorar a cada dia, usando palavras doces como o mel e sendo educado e gentil com todas as pessoas com as quais se encontrava. Explicou aos adultos que tudo o que fazia contava para o concurso. Eles o observaram durante o restante daquelas férias e, no último dia, votaram.

Então, o rei anunciou a contagem e soma dos votos, para se chegar ao resultado. A ansiedade estava no ar. Finalmente, o porta-voz real revelou quem tinha chamado mais a atenção dos votantes: o menino pequeno e multialérgico, que tinha tocado o coração de muitas pessoas com seu sorriso e todo o bom comportamento, ficando como um exemplo para ser copiado pelos mais jovens e pelos idosos, na busca por tornar-se um melhor ser humano, a cada novo dia.

E a sobrevoada de helicóptero ficou marcada na história da vida desse menino para sempre, como uma lembrança de um sonho bom…

Um olhar enluarado…

Há um tempo, tive o privilégio de ser um dos audientes de um concerto de piano, evento promovido pelo maridão, com o apoio da Comunidade Batista da Graça, em Caruaru, PE. Belo, do início ao fim, o espetáculo promoveu a fé, o encanto, o conhecimento, a criatividade e o bom humor. Naturalmente, a música executada acrescentou inéditas e reviveu antigas lembranças.

E, especificamente, Clair de Lune fez lembrar de uma experiência da época da mocidade, lá em Pirabeiraba – Joinville / SC, ao observar o céu, da janela do meu quarto, naquela ocasião…

Sabe-se que esse satélite tem inspirado poemas e composições ao longo da história, quiçá por iluminar as noites, as quais, sem ela, tornam-se sombrias. Diz-se, por exemplo, que “a Lua é dos namorados”… À medida em que ela viaja, sua posição varia em relação à Terra e ao Sol, surgindo, daí, as fases, as quais orientam um dos tipos de calendário existente.

Há, também, vários mitos que envolvem-na, como o volume dos cabelos ser favorecido durante a fase Cheia; o melhor desenvolvimento das hortaliças, conforme a fase lunar e a da semeadura; a fertilidade da mulher ser afetada durante o período de mudança das fases; etc, nada comprovado cientificamente, com exceção da influência da Lua sobre as marés.

Caso haja interesse no assunto, sugere-se a leitura dos artigos:

“Sob o domínio da Lua: os mitos deste satélite”, em http://super.abril.com.br/ciencia/sob-o-dominio-da-lua-os-mitos-deste-satelite

“A lua tem um lado escuro”, em http://super.abril.com.br/ciencia/a-lua-tem-um-lado-escuro.

Fazendo um paralelo cômico e simplório, pode-se dizer que a fase da Lua Cheia é aquele momento em que se se delicia com uma fatia de uma torta alemã; a fase da Lua Minguante é quando descobre-se que o creme de leite estava começando a azedar; a fase da Lua Nova é quando os sintomas da dor de barriga se apresentam em todas as formas; e a fase da Lua Crescente é quando se toma um chá de folha de goiaba e sabe-se que tudo ficará para trás.

E a recordação durante a performance foi a comparação da vivência do homem ou da mulher às fases lunares. Parece que só se aprende, amadurece, enfim, torna-se o que nasceu-se para ser, ao passar-se pela beleza e pela provação que cada temporada, que cada estação ou período de tempo apresenta ou impõe, obviamente, pela permissão do Criador, o qual, sendo um Pai bondoso, almeja o aperfeiçoamento dos seus.

Como a Lua, o ser humano não possui brilho próprio, a não ser quando se deixa iluminar pela Luz Divina, aceitando Cristo como Salvador e Senhor, no coração. Esse momento assemelha-se à fase da Lua Cheia, quando fica-se a transbordar de fé, amor e devoção. Torna-se como criança, despreocupada e feliz, segura do amor do pai, confiante e otimista, contagiando a todos. Quem sabe esteja-se tão “crente”, que se passe até a criticar quem tenha dúvidas, esquecendo-se da história inerente a cada ser e do lado oculto à cada fase.

A Minguante, que vem seguidamente, traz  a percepção de que, mesmo pelo fato de se ser cristão, o sofrimento não é excluído da existência, apresentando-se para bons e maus; mas acompanhada da resistência e busca pelo socorro do Alto, o qual vem na hora e com a resposta certa, provoca reações de gratidão através de cânticos, testemunhos, sorrisos e, quem sabe, um vislumbre de orgulho, pelo sentimento de merecimento e visibilidade, em contraste com o “aparente” comodismo dos que esperam há mais tempo por algo.

Decurso que passa e sucede-se a fase Nova, a qual, inicialmente, não é visível da Terra. Talvez seja uma perda, um choque de realidade vivenciado, ou uma decisão que faz sair da zona de conforto, com mudanças em andamento, mas que, por causa da incredulidade, rebeldia, cegueira e ingratidão, não se concretizem como se almejava. Simbolizada, quem sabe, por traição, solidão, revolta, vitimização, questionamento e teimosia, essa estação é capaz de enterrar sonhos, projetos, e dar um aspecto de fim ou de não finalidade da vida.

Finalmente, depois disso, há mais luz solar visível na superfície da Lua, quando ela passa para a fase Crescente. Há fé, esperança e petições por auxílio, com a ciência de que, sem Ele, nada pode-se, nada realiza-se, nada de bom se sente ou emana da alma. Tudo que é correto, justo, verdadeiro e belo irradia dEle, por Ele e para Ele, tornando-nos meros refletores, que, conforme o giro ao redor do eixo e da Terra, é demonstrado ou não para quem esteja na platéia do viver.

O que fica de ensinamento é que, independente da fase, a Lua é iluminada pelo Sol sempre, e o lado que não se vê recebe até mais luz do que o que se avista, pelo movimento de rotação frequente. Em outras palavras, quando se se deixa guiar pela visão imperfeita, não percebe-se que Deus nunca se afasta nem deixa de agir. Ele não dorme, e, “de fato, mil anos para Ele são como o dia de ontem que passou, como as horas da noite.” Salmos 90:4

Então, um olhar enluarado sobre a vida nada mais é do que ser resiliente, acreditando incessantemente que tudo passa; é ser otimista e recordar que a fonte de luz abrilhanta a Lua constantemente, mesmo quando imperceptível aos olhos terrenos; é crer que toda fase faz parte do plano de Deus, tornando-nos únicos na missão a qual temos que cumprir, assim como a Lua, que junto às estrelas, clareia e embeleza as noites, independente se Cheia, Minguante, Nova ou Crescente.

“Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu: […] tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar.” Eclesiastes 3:1,4

“O seu sol nunca se porá, e a sua lua nunca desaparecerá, porque o Senhor será a sua luz, para sempre e os seus dias de tristeza terão fim.” Isaías 60:20 #promessa #paraquemacredita

Renasce rainha, Renate Regina: mulher virtuosa!

E a Estrada Quiriri, em Pirabeiraba, Joinville, SC, testemunhou os primeiros passos de uma menina linda, nascida no dia vinte e três de outubro, à qual os pais Eduardo e Frieda Boldt chamaram de Renate Regina (significados no título). Sendo a caçula de cinco irmãos – Bernardo, Nelson, Conrado e Ingrid -, com certeza, poderia ser mimada, mas, pelo contrário, desde cedo, mostrou a que veio: seu sobrenome é trabalho.

Aos doze anos de idade já costurava peças de roupa, após ter feito o primário escolar, com destaque para as horas de estudo em cima das árvores, resultando em excelentes notas. Ajudando em toda a lida que a manutenção de um sítio produtivo pede, como plantio, colheita, alimentação dos animais etc, ela tinha somente um medo, inexplicável, o qual se refletia nas corridas noturnas ao redor de uma mesa, enrolada em um cobertor, em estado de sonambulismo.

Sua coragem e determinação ficaram ainda mais evidentes quando, sozinha, aprendeu a dirigir o carro da família – e dirige muito bem ainda no presente! Enfim, sempre cuidadosa com a aparência, quando jovem, conquistou vários olhares nas domingueiras do Rio da Prata, escolhendo, então, o Vigando Hardt para ser seu companheiro de vida e pai dos seus filhos – Valdiane e Valdirene (gêmeas), e Robinson.

Bem, aí é que se intensificou o corre-corre! Há pouco tempo indaguei sobre como ela dava conta do recado, sendo dona de casa, cozinhando todas as refeições, fazendo pão em casa, plantando hortaliças e flores variadas, criando as galinhas poedeiras ou os frangos consumidos pela família, cuidando dos filhos, produzindo tudo de todas as festas de aniversário dos cinco membros, e ainda indo aos cultos em sua igreja… A resposta foi: “Acho que eu nunca tinha tempo para sentar…”

Realmente, a dona Renate é uma guerreira, tendo contribuído muito para o orçamento doméstico, costurando para a família, para suas amigas e conhecidas, e economizando de várias formas criativas, como, por exemplo, sendo a cabeleireira dos homens da casa, fazendo nossos lençóis, fronhas, capas de coberta, estojos escolares (com pinturas decorativas), que, de tão bem acabados, nem pareciam não ser de loja. Outro exemplo eram os biscoitos caseiros, os quais ajudávamos a cortar e enformar enquanto ela rodava a manivela da máquina… Ah, e a água também entra na lista, sendo reaproveitada a da roupa lavada para limpar o chão da casa etc.

E o que dizer dos finais de semana? Seu famoso frango assado, recheado de farofa, a salada de batata com maionese caseira, e o churrasco em parceria com o marido, as sobremesas e cucas foram e são um convite para familiares e amigos. Impossível resistir a essa tradição! Outras tradições são o pão de queijo, a pizza cuja massa ela também prepara, a caranguejada, a torta salgada (sempre presente nas festas do Côro Louvor Celeste), sua versão da torta alemã etc

Enfim, um post é insuficiente para relatar tanta dedicação e amor… Depois dos filhos encaminhados, talvez ela parasse um pouco, mas nem assim… Mesmo quando dispõe de um tempo para sentar-se, está sempre fazendo algum dos seus lindos trabalhos artesanais, com os quais presenteia e enriquece quem os recebe. Desde panos de prato pintados e crochetados, a toalhas de rosto e banho bordadas ou com apliques, e quadros pincelados de flores, frutas e paisagens etc, ela vai registrando e compartilhando sua arte…

Então, o Pai das luzes, em quem ela nos ensinou a acreditar, desde bem pequenos, ao ler as histórias bíblicas dos livros em quadrinhos ou da Bíblia ilustrada e orar conosco, Ele mesmo designou-lhe um tempo de descanso… E o jeito dEle foi permitindo um câncer estomacal, diagnóstico recente, doença cujo nome paralisa e gera um sentimento de impotência… Saber que haverá uma cirurgia e, após a intervenção, a internação na UTI do hospital assusta, inicialmente…

Mas, graças ao bom Deus, a Senhora, mãezinha linda, continua sendo um exemplo, atualmente, de coragem e fé, enfrentando tudo com resignação e confiança no Eterno, cujos propósitos são maiores que os nossos, não é mesmo? E sua postura contagia, anima e faz crer que ainda continuaremos saboreando das suas delícias e eu, particularmente, aprenderei das suas habilidades artísticas tendo-na como professora, após esse breve período de renovação… Pois, com certeza, Deus está fazendo novas todas as coisas!

A Senhora, que foi nossa enfermeira por toda vida, fazendo aquele xarope saboroso à base de gengibre a cada gripe, zelando dos três quando operados das amígdalas, aplicando injeções, retirando pontos cirúrgicos, ajudando-me na dieta até que me curei da gastrite, na recuperação após a apendicite, nos resguardos das filhas, etc, deixe-se cuidar, viu? Acima de todos, Deus não dorme e está velando cada segundo do seu respirar, seguido da equipe médica que vem desempenhando seu papel com generosidade e profissionalismo, e nós, sua família, que a amamos e fazemos questão de estarmos juntos. Conte conosco!

“Muitas filhas têm procedido virtuosamente, mas tu és, de todas, a mais excelente! (Livro dos Provérbios, capítulo 31, versículo 29)

“A sua luz irromperá como a alvorada, e prontamente surgirá a sua cura…” (Livro do profeta Isaías, capítulo 58, versículo 8, parte a)

“Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, capítulo 15, versículo 57)

“Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” (Carta aos Hebreus, capítulo 11, versículo 1)

E se Eva não tivesse comido o fruto proibido?

Sem entrar no mérito da culpa – se Adão teria sido solidário ou Eva usado do poder de sedução feminino -, seria utópico demais imaginar o mundo gerado da total obediência à ordem divina para não consumir o fruto proibido? Ah, se a serpente não tivesse usado como argumento o quesito do emagrecimento… 😉 #esefoiissomesmo? Para quem não conhece a história, segue um trecho…

“Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, para os lados do leste; e ali colocou o homem que formara. O Senhor Deus fez nascer então do solo todo tipo de árvores agradáveis aos olhos e boas para alimento. E no meio do jardim estavam a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo. E o Senhor Deus ordenou ao homem: “Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá”.” (Livro bíblico do Gênesis, capítulo 2, versículos 8,9,15-17)

Bem, não sei de que forma o Adão explicou essa regra a sua Eva… Só sei que ela – #amissÉden – não resistiu, experimentou o fruto e ainda conseguiu levar o maridão nessa! A consequência foi a expulsão do casal do jardim, a imediata ordem para trabalhar, a dor acrescida ao parto, enfim, o pecado contaminou a humanidade recém criada… 😦 E, desde então, todos nascemos com a tendência para o mal!!!! 

Aí entra a sugerida realidade: como seriam os nossos dias, convivendo apenas com o bem, o altruísmo, a empatia, o amor, a alegria, o ânimo, a fé, a verdade, a humildade, a amizade, a honestidade, a sabedoria, a criatividade, a imortalidade, sem inveja, ganância, egoísmo, ódio, violência, depressão, estresse, orgulho, falsidade, mentira, dor, tristeza, morte etc etc etc?

Esquecendo de detalhes como o número de pessoas que já seríamos – #haveriacalculadora? -, o lugar ou o espaço em que habitaríamos, e a partir da leitura dA Cabana, de William P.Young, instituições como economia, política e religião não seriam úteis e nem necessárias… Imagino a humanidade funcionando à base da troca justa e gentil, sem a preocupação com o ter pouco dinheiro ou muito; sem hierarquias sociais e sem corruptos no poder, dominando e aprisionando pelos impostos ou por mentiras ditas em nome de Deus…!

E as possíveis reuniões diárias com o Senhor Criador? Presumo que seriam para apresentarmos nossas obras, isto é, produções e descobertas de diversas áreas, como da Arte, da Gastronomia, da Música, da Literatura, da Tecnologia, da Engenharia e Arquitetura, da Ecologia e Biologia, da Educação, etc, a fim de recebermos dicas e o apoio dEle!!! Que privilégio incomparável…!!! Talvez dividissem-se os conhecimentos entre os membros da Trindade, de acordo com as preferências dEles…

Diante da nossa vivência é difícil vislumbrar tamanha liberdade, não é? Não que não existissem regras, pelo contrário, a organização e a excelência orientariam a existência! Qual seria a língua oficial, hein? Você consegue dar um palpite? 🙂 Sem divagar mais, pois “haveria pano para muita manga”, confesso que levei tempo para encerrar esse post, por menor que tenha sido, pois vive-se em um mundo tão frenético que, imaginá-lo em “slow motion”, melhor, em um ritmo equilibrado, é mesmo difícil…!

Ah, se nossa querida Eva soubesse da gama de ideias para as quais o ato de comer o fruto proibido abriu as portas… Só lamento por não serem claras, pacíficas e corretas… O pior é ver como o ser humano tornou-se independente de Deus, menosprezando o relacionamento com Ele… Ele, através de Jesus, está “à porta e bate. Se alguém ouvir a sua voz e abrir a porta, ceará com ele…” (Livro do Apocalipse de João, capítulo três, versículo vinte). Você, descendente de Eva, abrirá seu coração para a serpente ou para Deus?

A MUTABILIDADE DAS CLASSES

E O AMARELO AMARELOU DIANTE DE QUEM

SÓ FEZ ROUBAR SUA AMARELA RIQUEZA, DIZEM…

CONTAM QUE O DOMÍNIO ACONTECEU ASSIM

DOMINARAM DE LIVRE A DOMINADO, O TUPINIQUIM!

SEM MALÍCIA E SAÍDA, PARTIU DE CORAÇÃO PARTIDO

ENTREGANDO O PODER AO, DOS POLÍTICOS, PARTIDO…

MATA A DENTRO, PELA DIFICULDADE EM VERBALIZAR

O VERBO IMPOSTO SEM VERBA SEQUER PARA ALFABETIZAR!

DESDE ENTÃO, SE DEU O JEITO BRASILEIRO ARTIFICIOSO

AJEITANDO-SE NÚMEROS PARA MOSTRAR UM PAÍS JEITOSO…

MAS, QUEM AQUI VIVE E LABUTA POR SUA E DOS SEUS, VIDA

CONHECE A VIVA, CORRUPTA E INJUSTA REALIDADE SOFRIDA!

A EDUCAÇÃO QUE DESEDUCA O EDUCANDO PROPOSITALMENTE

AO NÃO PREPARAR E RECONHECER O EDUCADOR DEVIDAMENTE…

AO PODER NÃO INTERESSA O INTERESSE DO POVO EM APRENDER

ESTÃO INTERESSADOS APENAS EM MUITOS VOTOS ACRESCER!!!

O PIOR É A MÍDIA,  COMO VERDADES, AS PIORES MENTIRAS VEICULANDO

ILUDINDO O CRÉDULO CIDADÃO ENQUANTO TUDO VAI PIORANDO…

A SAÚDE, LONGE DE ESTAR SAUDÁVEL, NÃO PODE SAUDAR O POVO

QUE DEPENDE DA INICIATIVA PÚBLICA PARA SEU RENOVO…

A SEGURANÇA NÃO ASSEGURA A NINGUÉM EM LIBERDADE

SEGURAR O CONTRAVENTOR A FIM DE EVITAR MAIS ADVERSIDADE!

AS CLASSES QUE TÊM PARA COMPRAR OS CLASSIFICADOS

DESMANDAM E CLASSIFICAM OS DEMAIS DESAFORTUNADOS…

ESQUECENDO-SE DA EXISTÊNCIA PRIMEIRA, JUSTA

– QUE A TUDO FEZ EXISTIR E EXISTENTE – E AUGUSTA:

O ETERNO CRIADOR INCRIÁVEL QUE, IMENSAMENTE,

AMA E QUER SALVAR O CRIADO SER (IN)CONSCIENTE…!

TUDO, ENFIM, ENCERRAR-SE-Á EM SER OU NÃO APROVADO,

COMO EM UM ENCERRAMENTO LETIVO BEM ENCERRADO…

MAS SERÁ DA ALMA O JULGAMENTO, EM QUE O ÚNICO JUIZ

JULGARÁ E DARÁ A SENTENÇA, CONFORME O SEU LIVRO DIZ!

DE NADA VALERÃO CLASSE, STATUS, BENS OU POSIÇÃO;

O VÁLIDO VALE QUE, DA MORADA ÚLTIMA, ABRE O PORTÃO…

DESDE AGORA, É SERVIR E OBEDECER AO SENHOR JESUS;

SERVIÇO ESSE QUE, SERVIDO AO MUNDO, ABRE OS OLHOS PARA A LUZ!

ENTÃO, QUE TAL MUDAR A SUA MUTÁVEL CLASSE / HISTÓRIA

EM UMA CONTAGIOSA MUDANÇA NESTA ORAÇÃO / CAMINHADA TRANSITÓRIA?

Testemunhando – parte 1

“Assim diz o Senhor, aquele que o fez, que o formou no ventre, e que o ajudará: Não tenha medo, ó meu servo, a quem escolhi. Pois derramarei água na terra sedenta, e torrentes na terra seca; derramarei meu Espírito sobre sua prole, e minha bênção sobre seus descendentes. Não tremam, nem tenham medo. Não anunciei isto e não o predisse muito tempo atrás? Vocês são minhas testemunhas. Há outro Deus além de mim? Não, não existe nenhuma outra Rocha; não conheço nenhuma.

(Livro do profeta Isaías, capítulo 44, versículos 2, 3, 8)

Diante da divina e suprema grandeza do Deus do Universo, só posso me curvar em reverência e adoração… Diante do controle absoluto, justo e verdadeiro que Ele tem, só posso ser grata e mais dependente ainda… Diante do poder que opera milagres todos os dias, só posso testemunhar…

Como gestante de primeira viagem, tenho sentido todas as surpresas do milagre da vida que acontece em minhas entranhas… Como futura mamãe, descanso no cuidado e direção divinos, com as melhores expectativas possíveis, pois Ele é fiel… Como filha dEle, vou testemunhar a cada oportunidade ou sempre que quiserem ouvir / ler…

Não poderia jamais ser ingrata e deixar de registrar, aqui, tudo o que tem acontecido comigo / conosco durante este período tão especial de espera pela chegada do Samuel. Tudo confirma mais e mais o quanto Deus é bom! Tudo testemunha Sua misericórdia e graça para com o ser humano, imerecedor de qualquer mercê…

Como qualquer ser racional, eu planejava viver a gravidez de forma organizada e segundo o que se considera indispensável até se completar os sete meses. Explicando, eu almejava ter tudo o que Samuel precisará quando chegar ao mundo no seu devido lugar, para, então, apenas “curtir” os últimos dois meses… Enfim, resumindo, eu queria poder gerir e deixar cada detalhe pronto!

Mas, o Papai do Céu queria ensinar-me mais umas lições… E aí, a rapidez da concepção e a descoberta da existência de uma nova vida em mim, pegaram-me de surpresa! Estava vivendo um momento inicial da realização de um projeto individual, do qual tive que abrir mão, por causa de alguns dos primeiros sintomas… Com isso, aprendi que o tempo certo e o controle são do Senhor. Se for da Sua Vontade, terei sucesso nesse projeto e pronto!

Além disso, havia rejeitado oportunidades ótimas de emprego, pelas razões descritas em médicos e MÉDICOS, motivo para perguntar-me se teríamos condições de adquirir tudo o que Samuel precisaria a partir dos dividendos do papai Guga, como músico profissional… Só quem vive da Arte em nosso país, vai entender-me perfeitamente… Na verdade, essa foi a minha primeira “pré-ocupação” deste período. Então… começou a acontecer…

Inicialmente, a querida amiga, irmã e prima Silvinha indagou-me se já tínhamos o berço do bebê e se nos importávamos de receber um anteriormente usado pela filhinha Eyshila. Depois, a amiga, irmã e vizinha da época do Seminário, a Viviane, ofereceu-me o carrinho que fora usado pelo seu filhinho David – aliás, a criança mais inteligente que conheço!!! Dias após, na “despedida” informal do Pastor João Marcos e sua esposa Marluce, lá no Restaurante do irmão Nino, ganhamos a banheira, com suporte e trocador, a qual fora de Sofia, a caçula deles… Por último, a irmã, amiga e conterrânea Mirian, doou o “antigo” guarda-roupa da filhinha Manu…

E, tudo está como novo e é lindo de morrer!!! Deus é tão bom que, sem gastarmos um tostão, permitiu-nos termos o quarto do Samuka todo mobiliado e com tudo combinando perfeitamente!!! Como não dizer que o sobrenatural nos rodeia todos os dias? Até por meio de sonhos fomos ajudados! Um amigo e irmão, o Wildes, acordou sabendo que precisava ajudar alguém, e ao compartilhar com um amigo, este respondeu que entendia ser Guga o alvo da ação… Outra amiga e aluna do professor de violão Guga, a Gilmara, nos presenteou com as bolsas do bebê e também emprestará a cadeira de amamentação, a qual continuará sendo repassada para outras mamães que precisarem dela…

“Falando” em amamentação, um desejo era ter a almofada específica, mas ela havia ficado fora do nosso orçamento, diante de tantas outras prioridades no preparo do enxoval do filhão… Logo, chega-me às mãos, a bendita, costurada pela valorosa e caprichosa irmã, amiga e mãe dos gêmeos Alana e Natan, a Iraildes. Uma particularidade: com o cuidado de estampar uma clave musical, para combinar com o kit berço, presentão esse que veio diretamente de SC, perfeitamente preparado pela amiga Taciana… A Oma Renate, juntamente com amigas do Grupo de Artesanato da Igreja que elas frequentam, enviaram fraldas, lençóis, toalha com capuz e outras roupinhas. E os milagres não pararam…

Dos primos, amigos e irmãos Késia e Tércio, juntamente com o pessoal do grupo Christus, para quem o papai Guga fez arranjos musicais, vieram vários itens, tais como: pagão, mijão, mamadeiras, escova de cabelo, sapatos, bonés, macacões, meias, luvas etc…  A prima e amicíssima Cris, também em fase gestacional da primogênita Melissa, veio do RJ, especificamente para entregar-me alguns mimos, como um boné personalizado, bordado por ela mesma e um lindo tênis para o Sam, além de ter trazido bodies, mantas e outras peças, generosamente doadas pela prima tão querida, a Maricéia, as quais foram do pequeno Kauã…

Dos amigos e irmãos da Comunidade Batista da Graça, a mais linda festa surpresa para o chá de fraldas (fotos abaixo), que rendeu um total de quase mil e quinhentas unidades, além das diversas roupinhas, um tênis e fraldas de tecido, das amigas e irmãs Ana e Adlai!!! Não poderia deixar de citar, ainda, a Neuma, que teve o cuidado de dar ao Samuka as primeiras toalha fralda, meias e camisetinha… E, para incentivá-lo a seguir os passos do pai, o violão Takamine recebido do “sogrão” Alex… 😀

Alguém ainda pode descrer do agir divino diante de tudo isso? Deus é bom sempre e sua fidelidade constante! E agradeço a você, que disponibilizou seu tempo para ler esse post, pedindo-lhe que aguarde a continuação em Testemunhando – parte 2…

Chá de fraldas do Samuel

SER M♫Ú♬S♪I♫C♬O

“Entendes tu o que lês?”

Cito uma questão feita em um contexto bem diferenciado do qual pretendo apresentar hoje, através deste post. Para quem não a conhece, ela foi a introdução a um belo diálogo que se deu entre Felipe – apóstolo do Senhor Jesus – e um etíope, fato relatado no Livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 8, versículos 26 a 39. Nessa narrativa, a explicação dada sobre o profeta Isaías, cujo tema era o Salvador, mudou uma vida para sempre! Com certeza, a decisão tomada pelo etíope, provocou música entre os anjos…

E é a esta profissão que dedico esse post: o ser músico – cujo dia comemora-se hoje -;  motivada, também e principalmente, pela convivência com os acordes executados pelo maridão ♥ Guga ♥. Como um primeiro compasso, aplico a pergunta à dificílima tarefa da leitura musical.  A maioria das pessoas que Deus permitiu-me conhecer não sabe, não tem a menor noção, não considera nada fácil essa tarefa, ou seja, é analfabeta quando se lhe apresenta um sistema que traduz uma melodia / harmonia / ritmo, enfim, um som artisticamente e tecnicamente combinado, representado por figuras como semibreves, mínimas, semínimas, colcheias, semicolcheias, fusas, semifusas

Vocabulário estranho? Isso é o mínimo do conhecimento exigido, tanto teoricamente quanto na prática, do músico. Fica um pouco mais complicado quando aparecem os acidentesbemóis e sustenidos -, os quais podem ser, de repente, anulados pelo bendito bequadro. A complexidade cresce em andamento prestíssimo em uma partitura de canto coral: exige leitura da direita para a esquerda e de cima para baixo, passando pelas claves de Sol e , pelos sistemas vocal e instrumental, tudo isso simultaneamente!!! Ainda há os solos, cujos sistemas não tem nem colchete, nem chave para identificá-los.

Independentemente de ser um regente, um cantor ou um instrumentista, a dedicação reivindicada faz o músico ocupar horas e mais horas da sua vida. Como ainda se ousa diminuir ou desclassificar essa profissão? Quem o faz, é ignorante em todos os sentidos e não merece atenção alguma! Desabafos à parte, julgo o ser músico um privilégio, um dom ou talento divino, uma capacidade elevada, uma genialidade, uma inteligência especial entre as que o humano diz dominar… Aliás, será a música dominada pelo músico ou o contrário? Discorrendo como leiga, suponho que há uma fusão entre dominador(a) e dominado(a) enquanto surge mais uma composição

Enfim, os músicos tornam a vida melhor, com suas criações, as quais podemos ouvir e sentir… A dinâmica provocada na alma, do pianíssimo ao fortíssimo, faz acordar, reviver, sorrir, emocionar, sonhar, inspirar, dançar… Do retrato à epifania, isto é, do popular ao erudito, a música enobrece a continuidade da história, ao registrá-la através dos mais diversos estilos e gêneros – da bossa nova, sertanejo, pop rock, samba, forró à ópera, música barroca, clássica, contemporânea, etc.  Acredito que o bondoso Deus presenteou-nos com a música – “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes” (Carta de Tiago, capítulo 1, versículo 17) -, ofertando-nos, assim, um vislumbre da Sua Plenitude…

Vamos, então, cantar para Ele?