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“Come, come, come… pra mamãe ficar feliz!”

Admiro o Guga se alimentando… Não sei quando comecei, mas acho que simultaneamente aos primeiros passos na cozinha, depois que nos casamos… Ainda bem que o maridão foi uma cobaia incentivadora e comia tudo, sem reclamar! Quantos pratos desastrados: carnes torradas, sal demais ou de menos, sobremesas mui doces ou com a consistência horrorosa…!

Um momento marcante foi a comemoração do meu primeiro aniversário após o casório – lembra, Edlane? Inventei de preparar um salgado americano e um pavê de abacaxi, os quais nunca havia feito! Resultado: as fatias do pão ficaram ensopadas e se diluíram, bem como os biscoitos champanhe por causa do ácido do abacaxi que eu esqueci de cozinhar…!!!

Apesar dos pesares, gosto de cozinhar e, arrisco dizer que consigo agradar aos “fregueses”!!! 😉 Atualmente, estou reaprendendo, por causa das intolerâncias ao glúten e à lactose. Bem, só sei que gosto de ver alguém “bom de garfo”! Eu mesma ando a comer mais que o Guga, por causa da amamentação… #aindabemqueeletambémcurte

Obviamente, essa admiração agora se estende ao meu filho, o Samukinha… Foi a melhor sensação do mundo observá-lo comendo as primeiras papinhas!!! Saber que eu as havia preparado com todos os cuidados exigidos para a idadezinha dele e que elas ajudariam no seu desenvolvimento físico, por conterem nutrientes diversos, encheu-me de uma alegria sem tamanho…! Vê-lo progredindo na mastigação, que concluí ser inata ao ser humano, me deixou maravilhada!

Ainda tenho o privilégio de amamentá-lo…! Apesar de todo cansaço, falta de tempo pra tudo (= prioridades modificadas), casa encardida e desorganizada, é sensacional tê-lo aconchegado em meus braços, olhos nos olhos em alguns instantes, trocando amor, um amor tão puro e inocente, enquanto ele mama, enquanto ele se alimenta sugando o leite materno – um verdadeiro milagre inventado pelo Criador! Sou grata a Ele e ao paizão do Sam pela oportunidade de viver a maternidade plenamente e nas vinte e quatro horas do dia!

Se sinto falta, vontade ou saudades de vivenciar e realizar o meu lado profissional? Se há dias nos quais me frustro com toda a desordem nas tarefas domésticas? Se gostaria de postar mais textos? Sim, claro… Mas, simultaneamente, vem o sentimento do dever cumprido ao ter papinhas prontas e congeladas para ter sempre algo disponível ao serzinho ainda tão dependente, que só deixa de comer por causa dos dentinhos que vão aparecendo… Sem isso, como o papai o chama, o “cabrinha” deixa, sim, a mamãe muito, mas muito feliz…!

 

P de Postagens x Prioridade!

Palavras! Preciso de vocês ainda hoje, neste mês!

Desde o início do blog há, pelo menos, um texto…

Publicado, para seguir a sequência e não ser descortês

Com quem para a ler e perceber este simples pretexto!

Sei que trabalhar com pressa e pressionada não é legal,

Ainda mais a alguém que é sempre gratuita e disponível…

Mas para quem preenche dia após dia a página do jornal,

Há de ser este lance caracterizado comum e previsível!

Explico a razão da sobra de ideias e falta de tempo e energia:

O projeto que se tornou prioridade, o melhor e que mais importa

Depende totalmente e exclusivamente da minha pedagogia…

Para alimentar-se, desenvolver-se com dignidade e com amor

Como merece todo filho ao qual, da vida, o Criador abre a porta…

Ficando, assim, a esperar as postagens deste coração metido a escritor!

Samuka

Encantada para sempre…

Assisti, recentemente, ao filme “Uma mãe em apuros”, o qual retrata um dia na vida de uma senhora que é mãe, esposa, dona de casa, blogueira, e sonha em voltar a exercer sua profissão, como escritora de ficção. No dia em questão, ela precisa preparar a festa do sexto aniversário da filha mais velha. Acontecem vários imprevistos, enquanto a narrativa se desenrola em um ritmo ofegante, pois a personagem reside, se não me engano, em um sexto andar de um prédio sem elevador!

Em suma, ela fica sem o veículo da família, o qual é rebocado por causa da locação da rua onde mora para uma filmagem, e faz as compras de bicicleta, enquanto tenta enviar um texto de quinhentas palavras sobre a maternidade para um concurso; e, entre idas e voltas, tudo dá certo… O gênero do filme é comédia, mas não consegui sorrir tanto quanto esperava, pois achei a perspectiva materna da personagem um tanto negativa. Cito a conclusão do longa: 

“Maternidade implica aceitar as limitações de energia e tempo que se impõe a você, embora, às vezes pareça que podem consumi-la. Busque e agarre seu verdadeiro eu. Se você perder isso, que tipo de mãe pode ser? As coisas estão sempre mudando, por mais que queiramos que continuem como são. Pode tirar uma foto dos seus filhos a cada dia e a cada dia eles vão ficando mais velhos. É um fato. Um fato desalentador. Ainda assim, um fato. Agarre seus dias e viva plenamente. Conte com seus filhos, pois eles sabem viver breves períodos de tempo com extrema paixão e, francamente, apenas pelos momentos em si. Lembre-se:  eles podem ajudar você, se você deixar que ajudem. Sinta-se afortunada e é bem provável que seja, realmente!”

Começo discordando quanto à limitação de tempo, pois o que ocorre, na verdade, é um redirecionamento de hábitos e atividades, priorizando-se as necessidades do(a) bebê. Também acredito que o “eu” muda e para melhor, amadurecendo a mulher, tornando-na mais humana ou menos egoísta. Quanto ao fato do crescimento/desenvolvimento da criança, eu o vejo fantástico!!! É a engrenagem da vida!!! Como pode ser desalentador? Já aprender com o(s) filho(s), com certeza, é sábio e enriquecedor. E tê-lo(s) é benção, presente, fortuna, tesouro precioso, “herança do Senhor”! Portanto, não recomendo o filme…

Estou, desde que Samuel nasceu, encantada para sempre com essa figurinha sorridente e forte! Admiro cada bocejo, cada espreguiçar, cada adormecer… Sorrio com cada caretinha, com cada som emitido, ainda que ininteligível,… Aplaudo cada eructação, flatulência e defecação, pois reconheço o bom funcionamento do seu organismo… Seus vários choros são alvo de terna atenção… E as risadas, então? São mais uma das razões do aumento da paixão por ele… Enfim, viver a maternidade é puro amar…! Amar e agradecer a Deus por ter-me confiado os cuidados por esse serzinho, que é mais dEle do que meu, eternamente!

Samuel