Arquivo mensal: fevereiro 2018

As senhas da escada

Era uma vez um menino bem sabido, que recebeu um convite maravilhoso: passar uma tarde inteira em uma sala fantástica, onde se realizaria tudo o que ele desejasse!

O papai e a mamãe dele o levaram até o endereço indicado. Ao chegarem, perceberam que havia uma escada que dava acesso à sala. A escada era colorida e em cada degrau havia uma letra pintada.

A recepcionista que lá estava explicou para o garoto que as letras eram as iniciais de palavras, as quais eram as senhas que davam acesso ao próximo degrau, até à porta da sala. A criança teria que falar uma palavra por degrau.

Ao pisar no primeiro, a letra era o “S”. O menino logo lembrou da palavra “SAÚDE”…

Assim que pisou no segundo, a letra era o “A”. Então, ele disse “AMOR”…

No terceiro degrau, a letra era o “M”. Não poderia esquecer da palavra “MAMÃE”…

No próximo, era o “U”. Pensou no suco favorito e falou “UVA”…

Ufa! Faltavam duas palavras! A letra seguinte era o “E”. Quase gritou a palavra do lugar onde amava estar: “ESCOLA”…

A última letra era o “L”. Feliz da vida, o menino sorriu ao responder com um objeto que fazia parte da sua vida, o “LIVRO”…

E quase ao mesmo tempo, a porta da sala foi aberta e ele pode entrar e se divertir muito o restante do tempo, como recompensa pelo conhecimento que tinha conquistado ao ser um estudante atento e esforçado.

Anúncios

O passarinho persistente

Era uma vez um passarinho, que nasceu em um ninho muito bem construído por seus pais. Logo que sentiu fome, começou a piar e sua mamãe, prontamente, cuspiu papinha de frutas em seu biquinho.

Foi aprendendo que poderia se alimentar de insetos e minhocas também, e que teria que aprender a voar sozinho, um dia, quando também iria procurar pela própria comida.

O tempo passou muito rápido e, quando percebeu, estava em um galho mais baixo da árvore, pronto para a primeira tentativa de voo. A mamãe contou: “1,2,3 e já!” e o filhote abriu as asas e começou a batê-las.

Conseguiu se sustentar no ar, mas não focou em uma direção certa, e acabou batendo no tronco da árvore vizinha. Seu primeiro voo o deixou bem tristinho.

O papai o incentivou, dizendo que ainda era criança e que poderia errar quantas vezes precisasse, até saber voar bem direitinho. Ele ainda deu dicas de como planar e explicou como fazer curvas, inclinando o corpinho.

Mais confiante, o passarinho quis repetir. A mamãe e o papai torciam: “Vai passarinho, vai passarinho…!”

Ele abriu as asas, respirou fundo, olhou na direção de um galho, onde poderia pousar, e bateu as asas rapidamente e com toda força que tinha. Vupt! Caiu no chão, antes de alcançar o galho. Dessa vez, ficou irritado!

Os pais repetiram que precisava persistir, não desistir, que talvez bater as asas mais fortemente no impulso e prosseguir mais devagar ajudaria. Deram um abraço de família e o empurraram do galho.

Ufa! Ele se recuperou e bateu as asas rapidinho, depois devagarinho e… sentiu o vento, que parecia carregá-lo…O passarinho estava voando! Foi aplaudido por todos e ficou muito feliz e agradecido por todo apoio que recebeu, enquanto aprendia essa importante lição!

A minhoquinha persistente

Era uma vez uma minhoquinha, que vivia muito feliz com seus pais, embaixo da terra. Assim que nasceu, aprendeu que teria que cavar túneis, para conseguir respirar melhor e ficar cercada por terra mais fofinha.

A mamãe e o papai também explicaram que seria mais seguro sair debaixo da terra só quando anoitecesse, na procura de vegetais para se alimentar.

Quando chegou o dia de cavar seu primeiro túnel, ela correu, certa de que seria muito fácil. Mas, bateu de cara na terra e… nada! Levou um susto e ficou triste.

A mamãe, então, a incentivou, dizendo para não desistir, que ela era apenas uma criança, que poderia ter todas as chances necessárias até conseguir…

Animada, resolveu tentar novamente. Posicionou-se e correu, correu, correu e… bum! A batida fez com que fizesse uma careta e ficasse chateada e com raiva…

Então, o papai lhe deu uma dica preciosa, enquanto lhe falava que tinha que ser persistente, até achar um local mais úmido na terra, pois seria menos pesado para empurrar.

Meio em dúvida, mas com a dica na cabeça, resolveu ir novamente. E, qual não foi a sua alegria, quando, após a corrida, conseguiu cavar um túnel até a metade do seu corpinho!

Papai e mamãe aplaudiram muito e, a minhoquinha agradeceu a eles por toda a paciência enquanto lhe ensinavam que os erros também ajudam no processo de aprendizagem.

Chamar a atenção

Era uma vez um rei de um reino pequeno e feliz. Quando chegou o mês das férias escolares, ele determinou a realização de um concurso para ocupar as crianças. A proposta era a seguinte: venceria o menino ou a menina que fizesse algo que chamasse mais a atenção dos adultos daquele lugar.

O prêmio para o candidato que fosse o mais votado seria uma volta de helicóptero na companhia do rei. As crianças festejaram a abertura do concurso e a maioria delas se inscreveu. Começaram, então, a pensar no que fariam para chamar a atenção dos adultos.

Um garoto, rápido e cheio de saúde, decidiu escalar uma montanha e descê-la, esquiando pela neve. Enquanto esperava o dia para apresentar-se, aproveitou para treinar muito. Na data combinada, saiu-se muito bem e foi aplaudido por todos, recebendo vários votos e elogios, por ter sido persistente no treino.

Outro rapaz que amava futebol, escolheu fazer cinco gols seguidos, da linha do pênalti. Também se exercitou bastante e conseguiu o que tinha planejado. Foi votado e aprovado por uma grande torcida.

Uma garota que estudava piano, decorou uma música clássica de Beethoven e deu show no palco de um teatro, sendo ovacionada pelos que a assistiram e também conquistou bastantes votos.

Outra menina, boa em leitura, contou uma longa e linda história, baseada em fatos reais, cujo personagem principal era um cãozinho que precisava ser adotado, que emocionou e garantiu votos igualmente.

Vivia ali um pequeno, “multialérgico”, que cansava mais rápido que os colegas nas brincadeiras, o qual não tinha certeza se deveria tentar concorrer. Mas os pais dele o inscreveram, para incentivá-lo a continuar firme, mesmo com as dificuldades que, às vezes, o deixavam triste.

Ele pensou, repensou, teve ideias diferenciadas, mas não conseguiu optar por nada. Então, continuou tentando melhorar a cada dia, usando palavras doces como o mel e sendo educado e gentil com todas as pessoas com as quais se encontrava. Explicou aos adultos que tudo o que fazia contava para o concurso. Eles o observaram durante o restante daquelas férias e, no último dia, votaram.

Então, o rei anunciou a contagem e soma dos votos, para se chegar ao resultado. A ansiedade estava no ar. Finalmente, o porta-voz real revelou quem tinha chamado mais a atenção dos votantes: o menino pequeno e multialérgico, que tinha tocado o coração de muitas pessoas com seu sorriso e todo o bom comportamento, ficando como um exemplo para ser copiado pelos mais jovens e pelos idosos, na busca por tornar-se um melhor ser humano, a cada novo dia.

E a sobrevoada de helicóptero ficou marcada na história da vida desse menino para sempre, como uma lembrança de um sonho bom…