Arquivo mensal: fevereiro 2013

Encantada para sempre…

Assisti, recentemente, ao filme “Uma mãe em apuros”, o qual retrata um dia na vida de uma senhora que é mãe, esposa, dona de casa, blogueira, e sonha em voltar a exercer sua profissão, como escritora de ficção. No dia em questão, ela precisa preparar a festa do sexto aniversário da filha mais velha. Acontecem vários imprevistos, enquanto a narrativa se desenrola em um ritmo ofegante, pois a personagem reside, se não me engano, em um sexto andar de um prédio sem elevador!

Em suma, ela fica sem o veículo da família, o qual é rebocado por causa da locação da rua onde mora para uma filmagem, e faz as compras de bicicleta, enquanto tenta enviar um texto de quinhentas palavras sobre a maternidade para um concurso; e, entre idas e voltas, tudo dá certo… O gênero do filme é comédia, mas não consegui sorrir tanto quanto esperava, pois achei a perspectiva materna da personagem um tanto negativa. Cito a conclusão do longa: 

“Maternidade implica aceitar as limitações de energia e tempo que se impõe a você, embora, às vezes pareça que podem consumi-la. Busque e agarre seu verdadeiro eu. Se você perder isso, que tipo de mãe pode ser? As coisas estão sempre mudando, por mais que queiramos que continuem como são. Pode tirar uma foto dos seus filhos a cada dia e a cada dia eles vão ficando mais velhos. É um fato. Um fato desalentador. Ainda assim, um fato. Agarre seus dias e viva plenamente. Conte com seus filhos, pois eles sabem viver breves períodos de tempo com extrema paixão e, francamente, apenas pelos momentos em si. Lembre-se:  eles podem ajudar você, se você deixar que ajudem. Sinta-se afortunada e é bem provável que seja, realmente!”

Começo discordando quanto à limitação de tempo, pois o que ocorre, na verdade, é um redirecionamento de hábitos e atividades, priorizando-se as necessidades do(a) bebê. Também acredito que o “eu” muda e para melhor, amadurecendo a mulher, tornando-na mais humana ou menos egoísta. Quanto ao fato do crescimento/desenvolvimento da criança, eu o vejo fantástico!!! É a engrenagem da vida!!! Como pode ser desalentador? Já aprender com o(s) filho(s), com certeza, é sábio e enriquecedor. E tê-lo(s) é benção, presente, fortuna, tesouro precioso, “herança do Senhor”! Portanto, não recomendo o filme…

Estou, desde que Samuel nasceu, encantada para sempre com essa figurinha sorridente e forte! Admiro cada bocejo, cada espreguiçar, cada adormecer… Sorrio com cada caretinha, com cada som emitido, ainda que ininteligível,… Aplaudo cada eructação, flatulência e defecação, pois reconheço o bom funcionamento do seu organismo… Seus vários choros são alvo de terna atenção… E as risadas, então? São mais uma das razões do aumento da paixão por ele… Enfim, viver a maternidade é puro amar…! Amar e agradecer a Deus por ter-me confiado os cuidados por esse serzinho, que é mais dEle do que meu, eternamente!

Samuel 

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