Arquivo mensal: outubro 2011

Brincar é bom d+!

Para ouvir: An der schönen blauen Donau, com André Rieu

E essa música, exatamente, me leva de volta ao tempo em que brincar era a minha maior ocupação… Não sou saudosista e procuro viver adaptando-me ao presente, da forma que for possível. Hoje, penso que estar casada com um músico, ter o que comer e vestir, um teto a me cobrir, amigos veteranos e calouros, ser professora de EBD, cantar contralto no côro da PIB em Caruaru, poder escrever aqui, enquanto ‘aguardo’ a concretização de alguns sonhos, é o melhor para mim, pois é o que Deus me permite vivenciar. Então, só me cabe agradecer e aproveitar… \o/

A questão é justamente essa: aproveitar a vida que Deus está me proporcionando agora, hoje, neste momento…! Não sou perita nisso, pelo contrário… 😦 Tenho a necessidade de sentir-me útil e produtiva! Não gosto de rotina repetitiva, mas sempre acabo planejando o que farei durante o dia! Como modificar-me? Ouvindo essa bela e rica harmonia musical, recordei-me de como curtia a vida com facilidade na infância! Minhas primas queridas – Juciane, Jane, Maristela, Maricéia, Adriana, Viviane e Priscila  – e minha irmã – Valdiane – devem, também, lembrar-se de como tentávamos dançar ao som onomatopeico da valsa de Johann Strauss “An der schönen blauen Donau”, o qual reproduzíamos: ♪ ♫ tâ nâ nâ nâ, nâ nâ, nâ nâ… ♫ ♪

Ainda hoje, admiti em uma conversa com uma amiga, a “falta” de tempo para dedicar às amizades com momentos de lazer e brincadeiras, assim, sobrevivendo apenas as que são incondicionais. É isso justo com os que não conseguem ser assim, precisando de demonstrações mais práticas do sentimento compartilhado? Acho que não, principalmente quando penso nos que estão precisando de ajuda, de ouvidos, do tempo, justamente, do tempo dos amigos para chorar e, principalmente, para provocar o sorrir… E, que comportamento adotar, então, diante da cobrança social de se fazer, de se crescer, de se ter cada vez mais em oposição ao brincar despreocupadamente…?

Crescer é um processo longo e divertido, mas, também, dói; enfim, o amadurecer é natural, mas difícil… Porém, o resultado disso é muito bom também! Então, preciso reaprender a brincar, mesmo sendo adulta com responsabilidades e compromissos como prioridade. Acredito que o termo  certo para se conseguir isso é o equilíbrio, também a flexibilidade e o conseguir rir de si mesmo… Bem do jeito que as crianças agem, inocentemente, com confiança e sem temer; bem do jeito que Jesus quer que sejamos, como Ele falou em Mateus 18:3 “Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus”. Vamos brincar? 😀

Anúncios

你們要讚美耶和華

\o/ Aleluia, Alelu-Jah, Hallelujah, Аллилуия, הַלְלוּיָהּ, Αλληλουια…

“Tudo o que tem vida louve o Senhor! Aleluia!” {Salmo 150:6}

Diz-se que “aleluia” é uma palavra universal e isso fica comprovado diante das diversas transliterações acima: chinês (título), português, espanhol, inglês, russo, hebraico, grego… Significa “louvado seja o Senhor” e é, geralmente, proferida em cultos cristãos, como expressão de gratidão e louvor – elogio – a Deus, mas, também, pode-se ouvi-la no dia-a-dia, sendo dita em momentos de alegria ou após uma longa espera por algo que se concretiza.

Nas situações citadas, a expressão traz consigo respeito, admiração e presume estar-se vivenciando coisas desejadas e boas. Como tudo o que se diz, aleluia pode ainda ser “falada da boca pra fora”, ou seja, falsamente e sem se refletir realmente no que significa. Hoje, estou pensando em como se exprimir verdadeiramente com aleluia(s) em momentos adversos, inesperados, negativos, nos quais se é pressionado e parece que o cérebro fica paralisado…

Será possível viver sempre um “estilo aleluia”? Explicando: consegue-se, na prática, ser grato a ponto de “louvar-se ao Senhor” por tudo? Bem, reconheço a dificuldade em tal empreitada… Somos bombardeados para termos e sermos tantas coisas a fim de gozar de visibilidade perante a sociedade que, quando não as conquistamos, o egocentrismo fala mais alto e o agradecer é totalmente esquecido; pior ainda, às vezes, justificativas são usadas para a ingratidão…

Não lembramos que o senso humano não deve servir como padrão; que nem sabemos o que é, de fato, melhor para nós…! Assim como um cientista, que fabrica um robô, sabe o que a máquina realmente necessita para atingir o alvo para o qual foi construída, Deus, o nosso Criador, é o único capaz de ter o conhecimento do que nos é imprescindível enquanto seres terrestres, confiando que um dia todas as más circunstâncias acabarão, conforme II Coríntios 5:1 “Sabemos que, se for destruída a temporária habitação terrena em que vivemos, temos da parte de Deus um edifício, uma casa eterna no céu, não construída por mãos humanas.”

“O que conta não é aquilo em que você crê , mas aquilo que você crê o bastante para pôr em prática.” {@GarimpoEditora} Bem, eu creio que o Senhor é digno de ser louvado sempre, independente da dor… Então, A L E L U I A !!!

Para cantar: Aleluia, com Gabriela Rocha.

♥ ♪ ♫ Escrever! ♫ ♪ ♥

Que vontade de escrever… escrever… e escrever…! 

Uma das melhores professoras do tempo da faculdade, ao ensinar Literatura Infantil, falou sobre o “poder das e sobre as palavras”. Lembro vagamente do que ela falou, mas entendi que esse poder facilita muito a vida, abre mais portas, enfim, é o que praticamente move o mundo…

Dominar as palavras, saber combiná-las e harmonizá-las, enriquecer uma mensagem oral ou escrita, simplificar para atingir o objetivo da comunicação, adequar o conteúdo ao leitor ou ao ouvinte, discursar ou palestrar, enfim, brincar com vocábulos de forma a criar letras cantadas e até poesias: isso é mesmo realizador (!), mas, ao mesmo tempo, desafiador demais…

Os conhecimentos gramaticais, bem como os linguísticos, são necessários; os primeiros para formalizar, guiar-se pelas regras, e os segundos justamente para flexibilizar e tolerar as diferenças nas expressões múltiplas desse poder por parte de outros. Aliás, falando nisso, penso que esse respeito ainda precisa ser assimilado – mas isso é assunto pra outro possível post…

Inventores de versos que conseguem prender a atenção, escritores que provocam o reler e o parar para refletir, criadores de neologismos, com certeza, têm as palavras como suas servas. Viver isso é um sonho precioso, um acalento para a alma, uma canção para os ouvidos… Simplesmente amo escrever e, se necessário, reescrever e fazer os neurônios “fumaçarem” até que as palavras estejam subjugadas ao propósito em vista.

Repetindo o que já se disse inúmeras vezes, tanto a inspiração como o trabalho contam nesse obrar tão profícuo. Acredito que a maior fonte de inspiração é o Criador de tudo e Ele mesmo falou a Habacuque: “Escreva claramente (…), para que se leia facilmente.” Humildemente, peço a Ele que me abençoe nessa tentativa de viver fazendo o que gosto… Quero poder viver do palavrear em caracteres, do pintar do pensamento transversalmente ao ser, pois, para mim, isso é ESCREVER. Ponto final. 😉

Inconformismo…!

Segundo o “pai dos ignorantes”, o inconformado é aquele que não costuma resignar-se, desistir, abdicar, renunciar, sujeitar-se…

E isso tudo está em mim!!! Até há pouco menos de um ano atrás, eu me sentia infeliz, às vezes, por abrigar tanto inconformismo! 😦 Por exemplo, quando achava que precisava de tapetes novos, ficava até mal humorada se os não podia ter! Acho que sentia um misto de ira com autopiedade… Que patético esse quadro! 😉 Lembrando agora, agradeço ao Mestre dos mestres, que, através do Consolador enviado, me ensinou a orar pedindo um direcionamento a esse inconformismo… E como tudo mudou, desde então! Mas, confesso que essa é uma oração que tenho que repetir…

Essa imperfeição toda que sou quer muito para si mesma, é orgulhosa, vaidosa e não quer que seus defeitos sejam vistos e conhecidos; não quer ser exposta às avaliações dos outros e nem ser comparada; não deseja ser secularmente menosprezada, por não estar exercendo sua profissão e não ter ainda um curso de mestrado no currículo; não quer ser pressionada no planejamento de ser mãe, simplesmente por acharem que é isso que precisa mais que tudo; enfim, não quer sentir-se inferiorizada por razões que a “fôrma social” impõe e nas quais não está encaixada…

Mas, ao mesmo tempo, quer lembrar-se de que é pó (Salmo 103:14), que é apenas um sopro passageiro (Isaías 2:22), um caco entre tantos outros (Isaías 45:9) e que o que mais importa é agradar a Deus e não aos homens (Atos 5:29)… E nesse agradar, deve amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesma (Marcos 12:30,31), compartilhar força e fraqueza no intuito de igualar-se em humanidade aos demais (Romanos 12:3), mas ainda assim, ser diferente, por saber da unicidade especialmente planejada pelo Criador que fez “uma estrela diferente em glória de outra estrela” (I Coríntios 15:41b adaptado) .

E, hoje, especialmente, peço que minha não desistência se volte para os injustiçados, para a preciosidade do ser humano, para o amor e o perdão, para a busca pela excelência em tudo que fizer conforme as minhas forças (Eclesiastes 9:10), para a qualidade de vida no cuidado do templo do Espírito Santo (I Coríntios 6:19), para o ser amiga… Que na sujeição à vontade divina, eu, espontaneamente, abdique dos meus sonhos egoístas e viva em constante mudança (Romanos 12:2), mesmo ficando como a minoria perante a sociedade, pois, como já se disse: “Um + Deus = maioria”!!! 😀

Para cantar: Quem sou eu?, com PG

Tentativas… :-)

Li hoje que a gente erra sempre que não tenta… E acredito nisso!

Mas, acho que nem sempre se vive essa afirmativa. Nesse sentido, sinto-me uma farsa humana, às vezes… 😦 E, ao mesmo tempo, lembro que, como boa perfeccionista, a autocobrança é grande…!  Como encontrar o equilíbrio entre tentar sempre, mesmo correndo riscos, e o tentar sempre, confiante mas com prudência? Agora mesmo estou me interrogando: essas tentativas podem ser a qualquer custo?

Exatamente essa nova pergunta me traz uma nova resposta! Só podemos tentar sempre realmente quando não violamos o direito do outro, quando não nos violamos também, e quando os riscos envolvidos não trarão consequencias negativas e duradouras, mas aprendizados e amadurecimento… Por exemplo, se há falta de saúde, talvez a tentativa seja aprender a relaxar… 😉

E, no momento, acho que o Paizinho está querendo que eu aprenda isso, ou seja, Ele está me concedendo umas “férias forçadas”… 😀 Enquanto os exames médicos não mostram o que me aflige, vou tentar, como boa facebookiana, curtir cada momento!!! E a tentativa maior: não me importar com os possíveis “julgamentos”. {Deus, ajude-me a acertar nessas tentativas…!}